Diagonal Norte, Buenos Aires
Apesar de às vezes parecer que tudo sobre
Buenos Aires já foi escrito, é impossível de segurar quando o impulso vem. Nossa querida cidade encanta muito fácil. Nossa, sim!
Porteños, obrigado por nos tratar tão bem, mas adotamos sua capital de tal forma, que ela pode ser reclassificada de
hermana para
hija. Nada a ver com ser a "Paris da América do Sul" ou a "cidade mais européia do continente". Buenos Aires tem personalidade própria e, apesar da pose, não é assim tão metida. Muito pelo contrário - tão simpática que faz um visitante, mesmo que na primeira passagem, sentir-se rapidamente à vontade.
Vista do alto da torre do Palácio Barolo
Linda e produzida quando vista do chão, revela-se não tão bem cuidada assim quando outros ângulos flagram: estamos na América Latina. Mas nem de longe isso é ruim. Só metrópoles latino-americanas são capazes de ter tanta vivacidade e tolerância. Nova York,
Toronto, Sydney e outras cidades imigratórias do primeiro mundo que me perdôem, mas nem todo segredo está no desenvolvimento.
Congresso
La Boca, por exemplo - o bairro "perigoso" de BsAs -, culturalmente invejável. Lá captura-se a essência da criação da cultura porteña. Os imigrantes que deram ao seu time de futebol às cores de um navio sueco que atracou por ali, quando a região era o principal porto da cidade; que levaram as danças, as receitas, a improvisação na construção dos lares e a esperança de começar uma nova vida. Não por acaso, o bairro é revitalizado em algumas partes, como o Caminito e a Calle Magallanes.
Restaurante típico em La Boca
Prédios coloridos e muito "fileteado", pintura portenha
Mas até numa avenida principal, como a Corrientes, onde a prosperidade movimenta-se noite e dia sem parar, um ar de confusão sempre paira. Que delícia. Estranhamente, é uma das poucas mega-cidades que, ao anoitecer, perde um pouco da beleza. Mas só da beleza, já que a vida noturna vibrante atrai cada um dos estereótipos de ser humano - a curtição pode ser uma bebedeira com amigos em Palermo Viejo ou um passeio com a vovó em Puerto Madero.
Avenida de Mayo
Brasileiros vão e voltam de Buenos Aires por vários motivos. O circuito turístico é imenso, os preços são cada dia mais acessíveis e bate-voltas podem ser feitos a qualquer feriado, sem envolver grandes planejamentos de logística.
Hermana o hija, é uma pena que Buenos Aires seja parte da família, pois é muito melhor tratá-la como amante.
Saída do súbte, o metrô
Galeria do Palácio Barolo
Livraria El Ateneo, em um antigo teatro
Galeria Pacífico, na Calle Florida
Café Tortoni
No Próximo post: Buenos Aires pela primeira vez
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