domingo, 31 de janeiro de 2010

De São Paulo a Nova York de carro: é possível?

sao paulo nova york
Essa discussão apareceu esses dias no trabalho. Será que dá pra ir pros EUA de carro?
A primeira questão lógica foi de comum acordo: tem terra de cá até lá, então dá!
Mas sabemos que não é bem assim. Pra atravessar do Amazonas pra Colômbia, por exemplo, tem estrada? Ou é melhor ir por fora do Brasil, fazendo uma rota a la Chê? Bom, ele conseguiu chegar na Venezuela. Apesar de que ficou sem a moto no meio do caminho e aí não precisava ficar mostrando a carteira de habilitação internacional e os documentos do veículo em cada aduana que passava. E a última aduana, a dos EUA? Eles vão permitir um carro com placa do Brasil ficar circulando no país? Tem que avisar alguma autoridade, emplacar o carro lá ou tirar algum documento específico? Porque depois de atravessar a fronteira, o caminho até Nova York ainda é longe e ficar sendo parado pela polícia rodoviária toda hora não deve ser muito bacana. As chances de acontecer besteira são muito grandes, deve ter muita burocracia no meio disso tudo. Mas pensando bem, e daí?
Ao mesmo tempo que tem muita chance de não dar certo, é impossível dar errado. Até chegar na fronteira dos Estados Unidos pra não te deixarem entrar, já vai ter sido percorrida uma rota e tanto. E muito provavelmente uma rota que ainda não existe, porque as paradas no meio do caminho são possibilidades quase infinitas.
O trecho mais temido parece ser mesmo a travessia da Colômbia pro Panamá, por causa das rotas do tráfico que existem por ali. De fato, a fronteira é curta - não chega nem a 200km -, o que significa que é bom mesmo saber o ponto certo de atravessá-la. O Canal do Panamá, outro trecho que é colocado em questão, não deve ser assim tão difícil. Muito pelo contrário, tem até opções para atravessá-lo: estrada e balsa. Mas e a grana? Imagina o que vai de gasolina, alimentação e às vezes, hospedagem - pra quando dormir no banco reclinado não estiver mais dando certo. E isso é só o previsível, porque nada garante que o carro não vai dar nenhum piti até lá.
Será que dá?

Veja também:
- O mundo no Brasil
- Vôos baratos para Nova York

sábado, 30 de janeiro de 2010

Cuidado ao fazer sua reserva no decolar.com

O decolar.com é uma agência virtual fantástica. Super seguro e sempre acha ótimos preços.
Acontece que, apesar de tudo isso, o decolar.com é uma máquina.  Só que seus clientes são pessoas. E pessoas que às vezes precisam falar com outras pessoas porque máquinas, apesar de eficientes e ágeis, não podem resolver todos os problemas.
Pra começo de conversa, o único meio de contato que disponibilizam é uma central telefônica que deve ter sido treinada junto com as centrais de cartão de crédito no curso "como irritar". Então por que não mandar um e-mail e deixar a empresa responder com calma depois de um ou dois dias, sem que ninguém passe por nenhum stress? Porque não tem email nenhum no site. O único jeito de conseguir é ligar na central, escolher a opção "fazer uma reserva" no menu principal - caso escolha qualquer outra, reserve uns 20 minutos de espera até o atendente aparecer - e então vão te falar que você pode encaminhar a pergunta para centralhoteles@decolar.com. E-mail enviado, aguarde duas semanas para receber uma resposta em portunhol solicitando seus dados para que, aí sim, eles te respondam definitivamente dali a outros 15 ou 20 dias.
Vale a pena, sim, reservar hotéis e passagens pelo decolar.com. Desde que se esteja 110% certo de que não vai voltar atrás ou que nada de errado vai acontecer até a data da viagem, pois além de tudo, eles cobram antecipadamente.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Safari no Kruger Park, último dia

 
http://www.umfulana.com

Blyde River Canyon
A sensação de fim de viagem é horrível, mesmo que ainda não seja o fim da viagem inteira. Despedir-se de um lugar é um negócio 10 vezes pior que crise de domingo. Talvez por isso, no último dia de safari nós não rumamos de volta diretão pra Johannesburg. Teve uma bela passada antes em um cenário completamente deslumbarante: O Blyde River Canyon.
 
http://flickr.com

Um dos maiores cânions do mundo, ele é com certeza uma das maiores belezas naturais da África do Sul. De lá de baixo,passenda de barco no rio, não dá pra perceber toda sua majestosidade. Em compensação, quando visto das rochas mais altas... indescritível.
Por um instante eu pensei em começar a resmungar por causa da chuva nesse dia, mas não tinha como. Primeiro, porque eu tava de queixo caído com a vista e não conseguia falar nada. Depois porque, com a chuva, os vendedores de artesanato da região não estavam nem negociando por causa do fraco movimento. Eles já mandavam de cara: - costumo começar esse aqui no 100, mas como tá fraco hoje pode ficar com dois por 30. Topei, né?
 
http://flickr.com - álbum de  madamjujujive

Saldo
Indispensável. Espero fazer mais safáris. Pelos cenários, pelos animais, pelas pessoas, pela experiência... foram 4 dias instensos. Sei disso por que me lembro nitidamente de quase tudo que aconteceu. Na verdade, quando lembro, parece que foi muito mais.
E nesses dias, Robben e Dominique me fizeram ter muita vontade de ir à Suíça. E olha que não paravam de falar mal de lá - que o estado não funciona, que a distribuição de renda é ruim e que os serviço públicos precisam de reforma. Claro que nem todos os suícos devem ser assim, mas achei sensacional a consciência deles de morar em um país que funciona e, mesmo assim, não deixar de cobrar.
A inglesa me fez torcer pra que, se um dia eu for a Londres, não encontre gente assim tão insuportavelmente cheia de si.
Dan mostrou tudo que um cara sábio pode ser. Se ele fosse pro braço com o cara que o ofendeu no dia anterior, ele teria perdido o emprego que conseguiu há não muito tempo, já que até 1994 ele não poderia ser contratado como guia por causa do regime de segregação racial.
E eu...Bom, eu sou o xarope metido a crítico, que gosta de ficar observando e julgando tudo pra depois escrever aqui =D
Fim de safari!

Veja também:
- Safari no Kruger Park, dia 1
- Safari no Kruger Park, dia 2
- Safari no Kruger Park, dia 3
- Planejando seu safari na África do Sul
- No aeroporto de Johannesburg
- Soweto, África do Sul
- Durban, uma ex-estrela

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Safari no Kruger Park, dia 3

Nem tudo é tão bonito
http://www.podroze.strefa.pl/

O Apartheid já acabou há mais de 15 anos. Ou o Apartheid só acabou há pouco mais de 15 anos? Sejam 15 anos muito ou pouco tempo, parece que não fez muito efeito. Apesar de, teoricamente, negros e brancos terem os mesmos direitos e o racismo agora ser considerado crime na África do Sul, algumas pessoas ainda não entenderam que raça não existe. Somos todos da mesma: a humana. O terceiro dia de safari deixou isso um tanto quanto evidente. Estávamos no passeio da manhã, quando avistamos um bando de leoas e o guia parou o carro para observarmos. Acho que ficamos por ali uns 5 minutos, observando os animais com a pata suja de sangue e andando vagarosamente. - Devem ter acabado de capturar uma presa e vão chamar o resto do bando - explicou o guia Dan, quando foi interrompido por um cara dentro de um carro que parou ao lado de nossa caminhonete. Aparentava 20 e poucos anos, estava na reserva com seu próprio Honda conversível e acompanhado de uma mulher bonita que devia ser sua namorada. Impressionante como nada disso é o bastante pra esse tipo de gente que acha que é dono do mundo. O cara olhou pro nosso guia (acho que não mencionei ainda, mas Dan é negro) e disse: - você não vai sair daí? Ao que o guia respondeu que havia acabado de parar naquele local, o loirinho mimado disse que ia reclamar sobre o ocorrido para a administração do Kruger. Dan, muito calmo, respondeu que o espaço era grande e que ele poderia parar um metro à frente ou em qualquer outro ponto e conseguiria assistir a cena das leoas da mesma forma. Foi a última parte da conversa que eu entendi. O cara começou a aumentar seu tom de voz e tinha uma expressão raivosa, mas não dava pra entender o que ele gritava com Dan. Nessa hora, o suíço também já tinha se metido na discussão e estava quase pulando da caminhonete. Ele queria partir pros finalmentes, então tive que segurá-lo. Fomos embora pro negócio não ficar feio. Mais tarde, Dan disse que o cara estava falando afrikaans, uma língua derivada de holandês que é uma das oficiais da Áfricado Sul e, também, a principal na época do Apartheid. Dan disse ainda que o menino falou afrikaans para que nós não percebêssemos que ele estava chamando nosso guia de macaco.

Sabi Sand Reserve

Esse foi o último dia que ficamos no Kruger. De tarde, entramos em uma reserva colada a ele chamada Sabi Sand. Apesar dos cenários e dos animais serem os mesmos do Kruger, essa reserva é particular e tem vários lotes de vários proprietários diferentes, que alugam suas casas para os visitantes (o aluguel já está pago quando você compra o pacote pro safari).
Ebony Lodge
http://wholetravel.com
Sexta surpresa agradável: A casa onde ficamos era super aconchegante. A proprietária tinha um quintal com piscina e bar que, apesar de quebrar um pouco do clima de safari naquela noite, me fez lembrar o quanto eu gosto dos confortos e facilidades da vida urbana.
Os suíços - agora lembrei que chamavam Robben e Dominique - estavam um pouco decepcionados quando chegamos. Talvez quisessem algo mais roots mesmo, mas logo se lembraram que uma cerveja na piscina não é algo tão ruim assim. Novamente, o papo depois do jantar foi longe. Ficamos conversando sobre nossos estereótipos não vingados - eles eram suíços nem um pouco reservados e eu era o brasileiro que não sabia sambar - e ainda rolou uma aulinha de português porque eles iam pro Moçambique e tudo que sabiam falar era: porr favorr, cerrvecha.
Continua no próximo post

Veja também:
- Safari no Kruger Park, dia 1
- Safari no Kruger Park, dia 2
- Safari no Kruger Park, último dia
- Planejando seu safari na África do Sul
- No aeroporto de Johannesburg
- Soweto, África do Sul
- Durban, uma ex-estrela

domingo, 24 de janeiro de 2010

Safari no Kruger Park, dia 2

4:00 AM
Dan, o guia high, sai buzinando na frente de todas as barracas para nos acordar. Bem humorado, ele diz que estamos atrasados. Como é que se pode estar atrasado às 4 da manhã? E de férias? Bom, se ele falou né...
Fora que eu e os suíços, ao contrário da londrina mal humorada, estávamos bem ansiosos pra saber o porque de ter que levantar tão cedo.

http://quebarato.com.br

Quinta surpresa agradável: O motivo era um rolê a pé pela reserva! Sem carro, sem bicicleta, sem nada! De manhã cedinho, os gatinhos já tinham caçado e estavam saciados, então as chances de virarmos café da manhã eram baixas.
O guia se armou - para eventualidades, ele disse - e saímos do acampamento umas 4:30. Não sei se foi a época, mas a essa hora o céu não estava totalmente escuro. Estava púrpura, meio que já querendo clarear o dia. A caminhada foi longa, mas pareceram 10 minutos. Queria fazer aquilo pelo menos umas vez por ano. A floresta aberta parecia infinita. Pra todos os lados dava pra ver o céu ficando cada vez mais azul no horizonte e os bandos de animais tirando um cochilo. Acho que só as aves que gostam mesmo de acordar cedo. Vai ver, ainda não tinham ido dormir.

http://africantravelguide.files.wordpress.com/

O guia nos instruiu a fazer silêncio absoluto durante toda caminhada para não incomodar os animais, o que tornou o momento ainda mais reflexivo. Pena que eu estava com uma câmera bem ruizinha essa época e não consegui registrar nada disso decentemente. Mas é como diz meu primo: o melhor cartão de memória que existe está na sua cabeça. (Caramba.Soa bonito, né?)
E apesar de todo esse cenário quase indescritível, dá-lhe inglesinha reclamando. Ela foi inventar de caminhar na selva de havaianas e não parava de falar que o mato incomodava. Tá vendo!? Se ela tivesse lido o post Planejando seu safari na África do Sul, ela ia saber que devia ter ido com calçados fechados. =D

No safari, somos nômades
Na volta do passeio, por volta das 8 horas, um cafezasso - pra colocar muito hotel no chinelo - estava pronto, nos aguardando na tenda das refeições. Comemos como reis, conversamos um pouco e de tarde partimos rumo ao próximo acampamento, que era a uns 80 Km dali. O caminho é feito bem devagar pelo guia propositalmente, até porque o importante não é chegar. Os safaris são, na verdade, um mochilão através das reservas. A cada dia, estamos em um outro lugar, chamando uma outra casa de nossa e conhecendo outras pessoas. A rota é mais importante que o próprio destino. E bastava olhar para os lados enquanto estávamos na caminhonete para perceber isso. Tem de tudo no trajeto: se uma hora você se vê em uma ponte no meio de um lago cheio de hipopótamos, no momento seguinte está em mata fechada ao lado dos babuínos pulando de uma árvore pra outra.

http://tripadvisor.com.br

Tão cedo quanto amanhecia, anoitecia. Mesmo no calor de dezembro, lá pelas 18:30 já estava escuro. Esse dia já era mesmo programado pra não ter nada a noite, já que no dia anterior tínhamos dormido só 3 horas. Para o jantar tivemos carne de avestruz e novamente estava ótimo. Algum tempo depois de comer, era hora de tomar banho e ir pra cama. Não tinha mencionado ainda, mas os banheiros são parte da boa estrutura dos acampamentos. Uma construção térrea, divida entre masculino e feminino e com várias cabines e chuveiros.
Segunda supresa desagradável: O banheiro deste acampamento não tinha ventiladores e nem ar condicionado. Logo, sendo o único ponto com luzes acesas durante a noite, a colônia dos insetos ia passear lá. Tomei banho com algumas centenas de todos os tamanhos e formas. Umas 50 espécies. Na saída, me dei conta que tinha esquecido de marcar o caminho de volta para minha barraca. Não havia mais ninguém acordado no acampamento, então fiquei eu, o lampião que iluminava dois metros a frente e os insetos em volta fazendo um breu-tour até encontrar minha "casa".
Continua no próximo post

Veja também:
- Safari no Kruger Park, dia 1
- Safari no Kruger Park, dia 3 
- Safari no Kruger Park, último dia
- Planejando seu safari na África do Sul
- No Aeroporto de Johannesburg
- Soweto, África do Sul
- Durban, uma ex-estrela

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Safari no Kruger Park, dia 1

http://www.african-safari-and-travel-advisor.com

Saindo do hostel, em Johannesburg
Wake up! Safari é época de acordar cedo, inclusive no primeiro dia. Acordei umas 5 da manhã. Fui para o lobby do Bakcpackers Ritz - a pior escolha de hospedagem da minha vida - e o motorista que ia nos levar de Johannesburg a Nelspruit já estava esperando. Ficamos conversando enquanto um casal de suiços atrasados que iriam na mesma van não chegava.

Johannesburg
abbotsfordhouse.co.za

O motorista, como a maioria dos sul-africanos que conversei, sorriu ao saber que estava falando com um brasileiro. Não sei se é porque é raro, se têm algo contra europeus ou por causa do Rôu-nal-díniou, por quem eles tanto perguntavam. Depois de falar uma meio hora sobre diferenças sociais e paixão por futebol, assuntos nos quais nossos países muito se assemelham, os suíços chegaram e nos mandamos.


No caminho
O percurso leva 6 horas e passa por paisagens incríveis. Era meu segundo dia de África do Sul, mas só agora eu me sentia lá, vendo o que eu queria ver. No meio do caminho, duas paradas: a primeira, cerca de uma hora após a partida, foi pra tomar café da manhã no Steers, uma rede de fast food local; a segunda, para almoço e trocar de veículo, já que agora deixaríamos a van e íamos para a caminhonete que nos levaria para e através do Kruger.


Carros de transporte dentro da reserva
multitrip.com.br

Primeira surpresa agradável: o caminhonete é inteira aberta, não há barreiras entre nós e os animais além da portinha na altura da cintura.
Primeira surpresa desagradável: a londrina que chegou em outra van e se juntou ao grupo. Enquanto a gente almoçava, ela perguntou pra mim como era o Brasil. Eu nem tinha começado a responder, só falei que era um país lindo, que tínhamos nossos problemas, mas... -Sim, sim. Um monte de problemas. Acho que não tem mais solução. - ela interrompeu.
Filha, eu sei dos meus defeitos, mas não vem me criticar não! Ninguém pediu sua opinião!

Kruger Park
http://www.safari-guide.co.uk/

Passada a raiva...
Ao entrar no Kruger, o motorista-guia se apresentou melhor. Era um cara gente finíssima, me lembrava muito o pai do Cris, do Everybody Hates Cris. Ninguém assiste né? Então.. era um homem alto, aparentando seus 40 e poucos mas meio devagar, sabe? Parecia constatemente high.
Ele nos apresentou ao Kruger explicando que a reserva tinha quase o mesmo tamanho de Israel e que era uma das únicasonde poderíamos ver os big five: rinoceronte, búfalo, elefante, leão e o leopardo.

http://i.ehow.com/

Seguimos para um game view, que é uma volta de umas 4 ou 5 horas na caminhonete para avistar os bichanos e sentir a energia do ambiente. É uma sensação fantástica sentir a vida selvagem. Apesar de toda exploração turística, é muito legal ver a interação pacífica entre seres humanos, animais e ambiente.

http://www.best-south-africa-tours.com/

Agradar é fácil, difícil é surpreender!
Depois do primeiro passeio, chegamos ao acampamento para conhecer nossa primeira casa. O acampamento é como uma mini-cidade cercada por arames farpados. Há uns mercadinhos, uns restaurantes e um espação pros visitantes montarem suas barracas. A empresa que estava levando a gente tinha um espaço fixo lá dentro. Era por volta das 5 da tarde então fomos conhecer nossas casas e dar uma cochilada.
Segunda surpresa agradável: as barracas já estavam montadas.
Terceira surpresa agradável: elas eram grandes! Cada uma com duas camas de solteiro.
Quarta surpresa agradável: fomos para um game view noturno! E ao contrário do que pensei, muitos animais tem hábitos noturnos, principalmente o de caçar. Tanto que essa foi a vez que mais vimos mais leões acordados e perambulando. Voltando ao acampamento, por volta de uma da manhã, ainda fomos recebidos pela cozinheira que havia preparado um churrasco - que eles chamam de braai - delicioso.
Não sei se é porque estava tudo muito bom, mas quando estávamos de barriga cheia e indo pra cama, nos avisaram que no dia seguinte íamos ser acordados às 4:00.
Continua no próximo post

Veja também:
 - Safari no Kruger Park, dia 2
 - Safari no Kruger Park, dia 3
 - Safari no Kruger Park, último dia
 - Planejando seu safari na África do Sul
 - No aeroporto de Johannesburg
Soweto, África do Sul
Durban, uma ex-estrela

domingo, 17 de janeiro de 2010

Planejando seu safari na África do Sul


safari africa do sul

Atualização de 07/12/2012: Desde a publicação original deste post, tenho recebido várias perguntas sobre agências para auxiliar no planejamento de safaris. Recentemente, descobri a http://br.safariguideafrica.com que tem conteúdo e assitência em português do Brasil.

Estava dando uma xeretada nos preços da África do Sul em geral, pra saber o tamanho da encrenca que eu vou me meter se for sorteado pra comprar o ingresso de Brasil x Portugal na Copa do Mundo.
Resultado: imensurável. Acho que vão ser os dias mais caros da história de Durban. Qualquer hotelzinho está cobrando US$ 300,00 a diária!

safari kruger

Definitivamente, escolha entre ir à África do Sul ou ir a Copa! Se o intuito é conhecer o país, nem pense em passar por lá durante os próximos junho e julho. Em dezembro de 2008, comprando pelo go2africa.com, fiz um safari ótimo por cerca de 50% do valor que está anunciado hoje.
E falando em safaris, eles são o assunto principal do post. Se eles estão em seu roteiro pela África do Sul, aqui vão algumas dicas:

kruger park

1 A vacina contra febre amarela é obrigatória para entrar no país. Ela é solicitada na alfândega, mesmo que você não vá sair de áreas urbanas.

africa do sul
2 Comprar remédio para malária também é importante, já que em algumas reservas (como o Kruger Park) há o risco de contrair a doença caso a profilaxia não seja tomada corretamente. Em qualquer cidade grande da África do Sul é fácil de encontrar.
3 Atenção às acomodações. Há hospedagens de todos os modos imagináveis: lodges privados de moradores da região, barracas, hotéis luxuosos e acampamentos fixos. Nos acampamentos fixos, pergunte à empresa se eles oferecem cama e roupa de cama.

acampamento safari
4 Use tênis confortáveis e fechados, ou eles estarão cheios de terra logo no primeiro dia.
5 Um seguro de viagem não cai nada mal pra quem vai ficar um tempo no meio do mato.
6 Verifique o limite de bagagem que pode ser carregado. Como você dorme cada noite em um lugar, vale a pena deixar a mala grande em um guarda volumes no aeroporto e levar uma bagagem de mão só com o essencial. P.S: o essencial inclui uma blusa ou jaqueta, porque de noite o bicho pega.

savanas africa do sul
7 Sempre há refeições inclusas. Geralmente café da manhã e jantar.
8 Geeks, alguns acampamentos não tem eletricidade! E muito menos wireless. Anoiteceu, é lanterna e lampião. É bom pra lembrar que existe vida após o laptop.

9 Em compensação, pra quem gosta de compras, lojinha é o que não falta. E são tentadoras até pra quem não é compulsivo, por toda sua produção e tamanha quantidade de tranqueiras.
10 Pesquise sobre quais animais estão em cada reserva. Não tem nada a ver com simba-safari e nem com zoológico. Portanto, nem todas as espécies estão em todos os lugares.

africa
11 Encarne seu espírito de aventura, respeito a natureza e aos animais e certamente terá alguns dias inesquecíveis.


Veja também:
- Safari no Kruger Park, dia 1
- Safari no Kruger Park, dia 2
- Safari no Kruger Park, dia 3
- Safari no Kruger Park, último dia
- No aeroporto de Johannesburg
- 5 cidades escondidas pela violência
- Soweto, África do Sul
- Durban, uma ex-estrela

sábado, 16 de janeiro de 2010

Deu saudade? Entra no Google Earth

porto google earth

O Google Earth é uma covardia. Será que esse treco tem limites? Não bastasse ser utilíssimo para antes da viagem - quando você vê onde é o hotel, se tem metrô próximo, se não é uma área suspeita, etc - , ele também é capaz de despertar os sentimentos mais nostálgicos. Experimenta entrar no street view de algum lugar que você já foi. Chega a ser ridículo! O hotel que você foi está lá, o bar que você gostou está lá, a loja, a balada, o castelo... caraca! Como que você não está lá?

Acabei de mostrar pra minha mãe a casa onde ela morou no Porto há quase 60 anos. Está intacta. A mesma fachada, a mesma porta, a mesma grade na janela... quase que é uma mãe a menos na face da Terra. Maldito Google Earth!


Veja também:
- Porto, em Portugal, é chance de ir à europa gastando pouco
- Porto: para bater pernas

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fugindo do Carnaval

Pra curtir o Carnaval no Brasil não precisa nem se esforçar. Tem trio em Salvadô, micareta em Ouro Preto, desfile na Sapucaí e mais algumas centenas de festas por outros cantos.
Mas quem não gosta, sofre. E se esse for seu caso, prepare-se para fugir depois de tanto escutar samba enredo nos intervalos do plim plim:

em São Paulo:
monte verde
http://oglobo.globo.com/fotos
Sossego, comilança e romantismo ainda são marcas de Monte Verde. E ainda há as belezas naturais do entorno do vilarejo, que fica só a 180km  da capital do estado.


no Rio Grande do Sul:
gramado
Na região do Brasil que menos celebra o carnaval, já era de se esperar que o RS tivesse alguma boa alternativa. E a Serra Gaúcha não decepciona: tradicional e convidativa, só não consegue mesmo oferecer o friozinho charmoso de julho.


em Fernando de Noronha
fernando de noronha
http://blog.hotelclub.com/
praia em fernando de noronha
http://www.viagembrasil.tur.br
Tá podendo? Porque Noronha continua salgada... mas olhando essas fotos, acho que compensa.


na Amazônia
Se a chuva não te incomoda, é a chance de enfiltrar-se na floresta mais conhecida (e por que não, disputada) do mundo.
amazonia
http://rachelgallois.files.wordpress.com/2009/09/img46b720c47a3b1.jpg


na Bahia
chapada diamantina
http://fabiogaspar.zip.net/images/chapada_diamantina.jpg
Até na Bahia tem jeito pra quem não quer escutar ziriguidum. E num dos cenários mais bonitos do país: a Chapada Diamantina aguarda aventureiros, bikers, trekkers e admiradores da natureza bruta.


Veja também:
- 10 viagens por menos de mil reais
- O Mundo no Brasil
- Viagem de fim de semana
- Carnaval de Busão

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Dá pra acreditar?

Deslizamentos de terra no litoral do Rio, tempestades que devastaram São Luiz do Paraitinga, as piores nevascas de todos os tempos na Europa e na América do Norte... isso só pra ilustrar, porque ainda tem os estragos pelos quais o homem não tem culpa, como o terremoto de ontem em Porto Príncipe.

Amo nosso planeta. Amo a natureza. Redundante dizer que ela não suporta os estragos que a gente causa, que ela está sobrecarregada e precisa ser mais respeitada. É fato: é uma loucura desdenhá-la.

Dá pra acreditar que, ainda esses dias, algumas pessoas passaram uns 15 dias em Copenhague só pra debater o assunto e não conseguiram chegar a nenhuma conclusão sobre políticas de preservação da Terra?

domingo, 10 de janeiro de 2010

viagem de fim de semana

http://vidabuscavida.files.wordpress.com

Uma viagem, às vezes, se não envolve planejamento, longas distâncias e datas esticadas pra explorar o destino, nem parece uma viagem. Que coisa sem graça ir pra algum lugar perto, pra ficar só um fim de semana... - Por que o fator perto é tão (des)importante? Pode ser uma praia linda, uma cidade histórica... mas quando isso vai pra balança, o prato com o perto tem um peso incrível.
E o fim de semana então? - você vai pra lá ficar só o fim de semana? - ué, melhor ir passar dois dias ou não ir? Será que a gente precisa de férias (férias.resultado de cálculo estranho: a cada 365 dias, você tem direito a 30 que voam como 5) pra conhecer o próprio país? Seria ótimo se o fim de semana fosse um pouco maior, mas lembre-se que quando isso acontece, você perde boa parte dele nas estradas e nas filas. E o perto também é muito relativo. A partir de São Paulo, por exemplo, tem o Guarujá, Ilha Bela, Campos do Jordão... mas e Rio de Janeiro, Florianópolis ou Ouro Preto? Muito perto para as férias e muito longe para o fim de semana, não é?
Só que viajar no fim de semana significa encontrar o lugar em seu estado normal, ou seja,  não tão chato quanto numa segunda e nem tão desfigurado quanto em um reveillón ou carnaval. Significa também não pagar 3X o preço regular das coisas, poder andar na rua sem ficar trombando com alguém a cada 10 metros e fazer os percursos de ida e volta no tempo previsto. E tudo isso bem em breve, sem ter que trabalhar durante um ano inteiro pra esperar aquele mesinho que não chega.
Viva o fim de semana!

Veja também:
- Hotéis econômicos, o melhor e o pior a se encontra neles
- 10 viagens por menos de mil reais
- Fugindo do Carnaval

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Porto: para bater pernas

Você não está com pressa, não está só de passagem e gosta de andar. Então bem vindo ao Porto!

Saindo da Sé, que encerrou o roteiro para os mais apressadinhos, tem bastante lugar pra ir por perto. Mas por mais perto que seja, caminhar no Porto sempre envolve subidas (algumas em ruas de pedra). Então qualquer coisa que se use diferente de tênis é garantia de pé cheio de bolhas no fim do dia. E qualquer meio de transporte que não sejam suas pernas é certeza de ter perdido metade da graça da cidade. Um bonde (elétrico) ainda dá pra perdoar vai!
Se for pra guardar fôlego, também dá pra começar pela descida: sabe o passeio de barco que dava direito também a uma entrada para o 1Palácio da Bolsa? O palácio fica a apenas alguns metros da catedral, em uma praça ampla e simpatisíssima que foi batizada em homanegm ao Infante D. Henrique.
 Palácio da Bolsa - Porto
O interior é magnífico. As amplas salas que se pode visitar (algumas ainda são reservadas para quem trabalha lá) tem cada uma a sua própria história. A última a ser exibida, a Sala Árabe, é de encher os olhos.
Literalmente colada ao palácio, no alto de uma bela escadaria medieval, está a Igreja de São Francisco de Assis.

Hora do mercado! E como é bacana ir ao mercado... os cheiros e gostos mais típicos que um lugar pode ter, sejam bons ou não. O Mercado do Bolhão, ou apenas 2Bolhão, como é chamado, pode não ser a coisa mais bonita do mundo - como sugere sua fachada neoclássica cheia de vitrines, mas é muito divertido passear lá por dentro onde são vendidos produtos frescos, flores e algumas quinquilharias.
 Mercado do Bolhão

3 Estação São Bento
Azulejos não são a coisa mais difícil de se achar em Portugal, mas o interior da principal estação de trem do Porto é indescritível . É aqui que chegam e partem os trens que viajam pelo país.
Wikipedia.org
Interior da estação de São Bento

Praticamente na rua de trás do Bolhão, a 4Rua de Santa Catarina é dos melhores lugares para uma caminhada. Às vezes elegante, outras parecendo que precisa de uma Lei Cidade Limpa (numa versão mais elaborada que a de São Paulo, claro), a rua vale uma pernada de cabo a rabo. No trecho mais gostoso de caminhar, entre a Praça da Batalha e a Rua Guedes de Azevedo, estão alguns emblemas do Porto: a 5Capela das Almas, igreja com fachada externa forrada de azulejos, e o 6Café Majestic, quase uma instituição.
Café Majestic
Não se engane pela foto, geralmente está lotado!
wikipedia.org

Ainda na rua, pode-se fazer o teste de fogo: pare em alguma tasca e peça uma Francesinha (sanduíche de ovo, carne bovina, lombo suíno, salsicha, presunto, frango e queijo, mergulhado em um molho bem forte e ainda tem umas fritas pra acompanhar) e tente comer sozinho.

7 Livraria Lello e Irmão

Reconstrua todos seus conceitos do que é uma livraria. A essa altura do campeonato, mesmo que já esteja acostumado com as fachadas espremidas que escondem grandes interiores nas casas no Porto, não tem jeito de ficar indiferente à Lello, sempre nas listas de livrarias mais belas do mundo.

8Foz
 
Um belo calçadão cheio de sorveterias margeia as praias da Foz. Apesar de não serem frequentadas por banhistas, são bonitas. De noite, vale a pena seguir a avenida até Matosinhos ou Leça da Palmeira (nem pense em ir a pé!), cidades do grande Porto onde a noite é mais animada.

Para opções mais próximas, há o 9Estádio do Dragão - que aliás é fantástico e vale a visita mesmo sem jogo - , onde joga o time que leva o nome da cidade. Também pode-se assistir a um espetáculo na 10Casa da Música, casa de shows de qualidade sonora impecável, mas causadora de polêmica pela arquitetura contemporânea.
Estádio do Dragão

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Porto, em Portugal, é chance de ir à Europa gastando pouco

Ir ao velho continente sem se perder nas contas? Sim, é possível!
O Porto ainda é um tanto preterido como destino turístico europeu. É difícil ver quem o inclua num roteiro de primeira viagem à Europa, mesmo sendo um dos mais baratos. Eu me arrisco a dizer que não só vale a viagem, como vale visita exclusiva. Não bastasse todo o encanto e as atrações da cidade, os habitantes adoram ensinar como saborear a vida no seu próprio ritmo. Dedicados, amáveis, apaixonados por sua cultura, às vezes chegam a discutir uns com os outros pra saber quem te dá a melhor informação.
Aqui vai um roteirinho pra quem vai só de passagem, que no próximo post será completado com outro pra quem preferir uma viagem slow.

O Indispensável:

1 Avenida dos Aliados
Wikipedia
avenida dos aliados porto
Apesar de curta, a avenida principal do Porto é das mais largas de Portugal. É linda de todos os pontos de vista, seja da Praça da Libertadade, extremidade sul ou da Câmara Municipal, do lado oposto.


2 Cais da Ribeira
porto portugal
cais da ribeira porto
 cais da ribeira portugal
porto ribeira
rio douro porto

Os coloridos predinhos residenciais e seus varais expostos fazem um contraste divertido. Ao mesmo tempo que podem te lembrar um cortiço, basta observar um pouco mais ao redor e vai notar que aquela é, sem dúvida, a parte mais valorizada da cidade. Além de muito bem preservado, todo patrimônio histórico do cais ainda é acompanhado de uma das pontes mais belas do mundo:  Ponte Dom Luís I. O trecho do rio que ela intercepta é estreito, porém seus dois andares (44m de altura entre eles) são capazes de vencer o acidentado relevo do Porto.
Por aqui, nem os passeios mega turísticos tem preços tão salgados: uma volta de barco pelo Rio Douro + uma visita ao Palácio da Bolsa (ele estará no próximo post) sai por 12 euros. Já dos restaurantes, não se pode dizer a mesma coisa, pois é quase impossível almoçar no cais a menos de 25 euros.


3 Serra do Pilar
suba ao terraço do Convento da Serra do Pilar...
http://farm2.static.flickr.com/
 
para ter esta vista
http://sol.sapo.pt/photos/eduardo1957/

Graças ao relevo acidentado, não faltam pontos panorâmicos na cidade. Este aqui, como fica em Vila Nova de Gaia (que é do outro lado do Rio Douro), dá uma vista direta para alguns dos pontos principais como a Ribeira - como é chamado o cais - , a Sé e o Solar do Vinho do Porto (esses dois últimos estão descritos mais abaixo).


4 Caves de Vinho do Porto

torre dos clerigos vista
http://i.olhares.com/

Vila Nova de Gaia não só oferece magníficas vistas do Porto, como também é o lugar onde se fabrica o vinho que leva o nome da cidade vizinha. Nas diversas caves que margeiam o cais, podemos entrar, conhecer segredos da fabricação e envelhecimento da bebida e, é claro, dar uma boa bebericada!


5 Solar do Vinho do Porto 
http://www.zoto.com/nunompgoncalves/

Cansou de tomar vinho na cave? Então suba ao Solar do Vinho do Porto e saboreie... o vinho, o ambiente e a vista.



6 Torre dos Clérigos

 
http://ipt.olhares.com/
torre dos clerigos porto
Dá pra admirar a cidade e o horizonte de diversos ângulos, mas o da Torre dos Clérigos é quase imbatível. Suba a torre, de preferência, antes de beber. Ela é alta e, quanto mais par cima, mais estreita e acidentada se torna a escadaria.


7 
 
http://img110.imageshack.us/
http://upload.wikimedia.org

Admire-se com a diversidade arquitetônica desse templo que levou cerca de 200 anos para ser construído. Em seu interior, o clima de mosteiro faz acreditar que voltamos alguns séculos no tempo.


Veja também: : Porto, um roteiro pra bateção de pernas; Hotéis econômicos, o melhor e o pior a se encontrar neles