domingo, 28 de fevereiro de 2010

Durban, uma ex-estrela

Apesar de ainda ter uma vocação essencialmente turística, Durban não é mais o highlight da África do Sul há algum tempo. De forma justa, a Cidade do Cabo tomou esse lugar.
O clima de Durban e a distância razoável à partir de Johannesburg (Joanesburgo é uma tradução com sonoridade não muito convincente ou eu que sou muito chato?) fizeram o balneário litorâneo se desenvolver rápido nos anos 70 e, hoje, é a terceira maior cidade do país.
Tinha dito que ia colocar algumas coisas pra quem fosse fora de época da Copa do Mundo, mas refleti um pouco e acho que não faz muito sentido. Afinal, alguns milhares de brasileiros estarão lá em menos de 4 meses seguindo a seleção e vão querer conhecer um pouco da cidade, certo? Então lá vai.

Apesar de compacta, Durban não oferece aquela facilidade de locomoção. Fora umas vans que nem trajeto fixo têm, o transporte público é quase zero. Há um sistema de trens também, mas não há quem não desencoraje o visitante a usá-lo. Conclusão: táxi pra quase tudo. Pelo menos para trocar de região, já que dentro de cada uma delas, o gostoso é andar. Dá pra mapear uma visita por Durban considerando 3 regiões principais: Golden Mile, Centro e Porto.

Golden Mile
http://www.indaba.info

A orla principal da cidade e, consequentemente, a mais turística. Um bom exemplar de calçadão. Além dos restaurantes, bares e hotéis aos montes, há piscinas rasas e riquixás com condudores Zulu a carater.
uShaka Marine World - parque aquático temático e aquário.
Snake Park - exibição de cobras , crocodilos e outros répteis. Tem uma bela vista para a praia.
SunCoast Casino - praia privativa e beach bar para quem não quer só apostar.
Moses Mabhida Stadium - estádio espetacular que receberá, entre os outros jogos, Brasil x Portugal na primeira fase. Nos dias sem jogo, funciona o teleférico panorâmico que percorre o arco que fica sobre o campo.

Centro
http://pt.tixik.com

City Hall - Lindo prédio, como vários outros bem conservados do centro. Tome como referência de localização.
Victoria Street Market - compras roots! Durban tem uma comunidade indiana enorme e neste mercado está a prova disso. Tecidos, temperos e decoração do oriente para negociar à vontade.
Workshop - compras mais convencionais.
Museus - Localizado no subsolo da prefeitura, o Natural Science Museum é o mais interessante. Exposições sobre dinossauros, múmias e insetos. Ainda há o Local History Museum - sobre a história de Durban - e o Durban Art Gallery.
Jardim Botânico - Um pouco afastado das outras atraçoes. Apenas vá se tiver tempo sobrando.

Porto
http://ports.co.za/

BAT Centre - meio shopping, meio teatro... um centro de entretenimento. Vale pra um café com vista do porto.
National Maritime Museum - sobre a história da navegação na cidade.
Marina - parte chique do porto. Do restaurante New Cafe Fish, a vista é inversa (do porto para a cidade).


Veja também:
- Lúki, ai éme rir
- 5 cidades escondidas pela violência
- Planejando seu safari na África do Sul
- Safari no Kruger Park
- Soweto, África do Sul
- Se for à Copa do Mundo, me avisa!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

No Brasil só temos chuvas. Que sorte.

http://culturaempauta.com.br/

A sequência de desastres naturais está forte. Agora foi a vez do Chile. O terremoto com epicentro a cerca de 300km de Santiago foi sentido, inclusive, em parte do Brasil. Estradas, casas e construções históricas estão prejudicadas e todos os vôos das próximas 72 horas rumo à Santiago estão cancelados. A presidente Michelle Bachelet declarou estado de catástrofe. Não foi o maior e nem mais mortal evento desse tipo. Nem de longe. Talvez o fato de sermos vizinhos tão próximos é o que  causa tamanha sensibilidade. Sábado passado estava conversando com um amigo meu sobre a qualidade de vida chilena, invejada pelos colegas de continente. Tão paradoxalmente,  apesar de sermos castigados por alagamentos e deslizamentos de terra, ainda não fomos surpreendidos por um fenômeno tão repentino frente ao qual não há possibilidade nenhuma de defesa. Aqui no Brasil, muito pelo contrário, os problemas são muito previsíveis. Sabe-se que, em no máximo mais um ano, haverá uma nova época de chuvas e centenas de bairros ficarão alagados, as redes de transporte público - que já são caóticas - entrarão em colapso e mais algumas epidemias transmitidas através do esgoto transbordado vão contaminar crianças de novo. As chuvas além do previsto não são culpa de ninguém? Uma desculpa muito conveniente, principalmente para quem deveria tomar as providências. Ninguém tem culpa e nem pode fazer nada.
Mas veja bem: aqui não tem terremoto, tsunami e nem furacão. Que país abençoado por Deus. Que sorte do Brasil.

ps: perdão por me aproveitar de uma situação tão chata pra desabafar! Este não é um blog sobre política!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Lisboa x Porto

Portugal também sua rivalidade a la Rio x São Paulo. E, como os brasileiros, ainda bem que existe gente como a Beta, que leva tudo no bom humor.
Vejam: PORTO VERSUS LISBOA.
Em especial, este post com frases faladas em lisboeta e suas devidas traduções em portuence.


Veja também:
- Porto, em Portugal, é chance de ir à Europa gastando pouco
- Porto: para bater pernas
- Guia de viagem em Portugal
- Hora da janta em Portugal
 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Se for à Copa do Mundo, me avisa!

Moses Mabhiba, estádio construído em Durban para a Copa
kimsouthafrica.blogspot.com

Juntando cada centavo pra conseguir ir pra Copa, me toquei de como funciona esse negócio de baixa e alta estação. Nunca compreendi quando via as pessoas pagando fortunas em réveillons, carnavais ou feriados. Pacotes de hotéis no Guarujá com preços superiores aos do nordeste na baixa estação. Pacotes no próprio nordeste então, nem tenho coragem de consultar. A questão é: quem viaja nessas épocas, gosta. Ponto. Lotado e caro são adjetivos que a mente pode absorver pelo filtro anti stress. É irracional. Se você gosta, gosta. Acabou.
E foi aí que me vi fazendo pesquisas de acomodação em Durban para junho desse ano, achando que US$ 50,00 pra uma cama de albergue é justo. Não interessa que a cidade nem é tão legal assim e que o preço das hospedagens é só um sinal de quão caro vai ser cada passo que eu der lá. Não tem a menor importância que eu vou ver um jogo só. Afinal, é Brasil x Portugal.
Que sorte! Fui sorteado para comprar (sim, não dá pra chegar e comprar o ingresso simplesmente!) o ingresso de um jogo de Copa de Mundo!  Vou ver Kaká contra Cristiano Ronaldo. Os dois no auge da forma disputando uma partida do maior evento que existe, em um estádio novinho em folha.
Gastando 4 ou 5 vezes mais que em qualquer outra época que se fosse à África do Sul e sem conseguir ir à qualquer outra cidade fora Durban. Tendo que abrir mão de alguns outros planos também. Inclusive os de viagem. E daí? É o último jogo do grupo! Pode definir a continuidade das duas seleções na competição! Seleções dos meus países preferidos.
É... não tem argumento que me convença que estou fazendo mal negócio. Eu gosto. Ponto.

Atenção: se você vai à Durban enquanto ela pertence ao país África do Sul, dicas no próximo post. E se vai à Durban durante os dias em que fará parte da República da Copa do Mundo, me chama!

Veja também:
- Lúki, ai éme rir
- Planejando seu Safari na África do Sul
- Safari no Kruger Park, dia 1
- Safari no Kruger Park, dia 2
- Safari no Kruger Park, dia 3
- Safari no Kruger Park, último dia

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Viagem: um bem intangível?


Quando a prioridade é gastar o que você ganha em um roteiro que não é casar - enriquecer - ter filho - se aposentar - envelhecer, muita coisa pode ser questionada. Sem dúvida, isso é exceção. Pode parecer ostensivo ou que o dinheiro está sobrando. Viajar é caro, sim. Mas não mais que um lar ou um
carro, por exemplo. É questão de prioridade. Envolve, é claro, fatores sociais também. O mundo seria (mais) lindo se todos pudessem escolher entre ser nômades ou ter o seu canto.
Mas o patrimônio de quem investe em um bem não-material é incalculável. Não o patrimônio financeiro - esse sim, dá pra calcular minuciosamente - , mas a maturidade, a diversão e cultura que só o fato de não se apequenar a um mesmo ambiente pode trazer. Até a palavra investimento cabe mal à expressão. Não é suficiente porque, quando se investe, só se planta. E quando se viaja, se planta e se colhe. Parece frase de mãe. Mas só vendo que coisas tão iguais são absurdamente diferentes, dá pra notar que até as frases de mãe mudam. Na África do Sul, por exemplo, as mães Zulus acham lindo ter uma filha casada com um homem que tenha suas 4 ou 5 esposas.
As diferenças culturais ensinam, não só a tolerância, como o sentido da própria cultura. Somos cheios de dizer: lá é assim, lá é assado; lá é ruim, lá é bom; lá é legal, lá é chato. E geralmente esse lá a que nos referimos ocupa um território bem relevante, que fica parecendo instantaneamente igual em todas as instâncias devido às generalizações.
Somos arrogantes em nosso ponto de vista. Viajando, isso às vezes torna-se ainda pior. Seja por uma
conclusão precipitada ou pelo fato de ver que toda e qualquer generalização é burra. Opa... generalizaei.
Mas viajar pode, também, trazer a compreensão de como as coisas funcionam.
Exemplos específicos, porém bestas: nenhuma mulher é bigoduda ou burra por ter nascido em Portugal. E em Munique dá par perceber que ser loira de olho azul também não significa nada.
Exemplo específico e relevante: quase não se vê mestiços na Cidade do Cabo ou Johannesburg, apesar de oficialmente não haver mais Apartheid há 16 anos.
Exemplo simples e genérico: em lugares onde a população sabe que o espaço público é, de fato, dela, é difícil encontrar ruas ou praças sujas pra que garis tenham que, "do alto de suas vassouras" (como diria um "grande" âncora, estudado e gabaritado), limpá-las incessantemente e ainda serem chamados de última escala do trabalho, como se fossem inúteis.
Algo de bom entra na nossa caixola quando descobrimos um lugar novo. Mesmo que essa descoberta seja planejada e premeditada minuciosamente. Até porque, assim, ela causa expectativas e, não há modo melhor de se surpreender do que quando se espera alguma coisa.
Viajar nos torna melhores e mais ricos em cada uma das empreitadas. Não melhores que outros, muito menos mais ricos de grana. É uma riqueza imensurável, reitero. Mas nos torna melhores que nós mesmos quando não tínhamos feito a última viagem.

Veja também:
- Viagem de fim de semana
- Por que viajar vicia?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Búzios sem escuna

buzios
Armação de Búzios: elegante, segura e cheia de vistas.

Ou Búçiorr sin errcuna, como muitos dos locais diriam (o cedilha é uma tentativa de representar a língua presa). Há tantos argentinos turistando, morando e trabalhando em Búzios, que mesmo que não haja nenhum decreto oficial, pode-se considerar o espanhol um dos idiomas oficias de lá. Enfim, não que eu queira prejudicar os negócios dos passeios de escuna ou dos aquatáxis, mas há outras formas de saborear a cidade sem ser nesse fast-food. Da orla principal - Praia da Armação, Praia do Canto, Orla Bardot -, por exemplo, é possível ir a pé para várias outras.

armacao de buzios
Ao amanhecer, ainda parece uma simples vila de pescadores

Começando pela dupla Azeda/Azedinha, que fica a uns 20 minutos dali e são incríveis. Principalmente a Azedinha. Águas calmas, praticamente sem ondas, que começam transparentes e, uns 100 metros mais à dentro, quando já são mais esverdeadas, ainda são muito cristalinas e dá pra ver o fundo mesmo sem máscara. Uma outra dupla boa, João Fernandes/João Fernandinho, também pode ser alcançada com as pernas. Novamente, a praia diminutiva é mais bonita.

praia da armacao

vista pro mar buzios
Café Madame Toffi. Suco de abacaxi com hortelã em camarote pro pôr-do-sol.

E lembrando que não é eliminatório. O passeio de escuna pode ser encarado como... sei lá, um beach-city-tour? Dá pra ter uma visão diferente de quem está em terra e dar uma geral antes de saber onde torrar a pele. Não fazê-lo é uma apenas sugestão para eliminar despesas.
Uma coisa muito importante é, por pelo menos um dia, acordar cedo e tentar chegar nessas praias antes das 8 da madrugada. Elas estão totalmente vazias - a não ser pelos vendedores que já estão montando suas barracas - , ainda há um resto de brisa do amanhecer e, com aquele cenário, parece que você é dono do mundo. Areia sua, água sua, espaço seu. Digo que vale a pena fazer isso ao menos uma vez porque, como a noite da cidade é boa, talvez seja humanamente impossível fazer isso todos os dias!

azedinha
Azedinha ainda sem movimento
joao fernandinho
João Fernandinho

Noite muito eclética aliás. Pela Rua das Pedras e sua paralela, há dezenas de bares caprichados pra curtir a vida boêmia, comer peixe e tomar sorvete. Além dos renomados Sawasdee, Satyricon e Chez Michou, há mineiros, japoneses, pubs e botecos aos montes e, ainda, as baladas mais fortes Privilege e Pacha.
Por ali, pra comer pagando pouco sem se meter em encrenca e ainda apreciar uma bela vista pro mar, o restaurante Chamas é uma boa. Fica perto da extremidade que liga a Rua das Pedras à Orla Bardot, onde está uma outra casa com preços bem razoáveis e de frente pra um belo cenário, o Biroska do Peixe.
Se quiser ver e ser visto, Geribá é o lugar. Honestamente, a praia em si não tem nada demais. O grande
trunfo é a galera bonita que passeia pela faixa larga de areia.

por do sol joao fernandinho
João Fernandes / João Fernandinho
joao fernandes buzios

azeda azedinha
Azeda / Azedinha - minhas preferidas em Búzios

De São Paulo, quem leva é a AutoViação 1001. E dá, sim, pra fazer um roteiro legal de fim de semana, já que os trechos de ida e volta são de madrugada, então dá pra dormir no busão.
Atenção: pra procurar hospedagem na Rua das Pedras ou na Orla Bardot, o nome real da rua é José Ribeiro Dantas. É fácil achar pousadas com quarto para 3 ou 4 pessoas e é o melhor lugar pra sair durante a noite.

ferradurinha
Ferradurinha

rua das pedras
Até fechados os restaurantes são bonitos

noite buzios

buzios rj

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Buenos Aires fica em que país mesmo?

concord callao buenos aires
Não fosse a rede sem fio que me deixou na mão durante o carnaval inteiro, classificaria minha estada em Buenos Aires como perfeita.
Um apartamentinho (apartamentinho mesmo, nada de apartamentão) bem bonito, com decoração leve, cama king size, super espaçoso e acessível (Concord Callao, indicado nesse outro post sobre BsAs). Ainda tinha uma piscina que caiu bem com os mais de 30 graus que fizeram todos os dias.
hotel buenos aires
Sem contar que era acordar, ir pra rua e escolher uma das centenas de cafés da Recoleta. Dava vontade até de tomar mais de um café da manhã. Mas como não tinha estômago pra isso, tomava só um e os outros durante o resto do dia =D

recoleta
Vista do apartamento para a Avenida Callao

E como é fácil escutar português por lá. Os brasileiros exilados do carnaval devem ser todos enviados para a Argentina. Tinha até uma amiga minha de avião que uma vez me disse: - Esse ano ainda não fui pra fora. Só pra Salvador, Morro de São Paulo e Buenos Aires.
E não foi nem um pouco pejorativo. Muito pelo contrário. É como se a capital argentina tivesse sido adotada por nós, os argentinos gostando disso ou não. Nos sentimos completamenete à vontade lá. O destino está tão acessível, o vôo é tão curtinho e eles entendem portunhol tão bem que deu nisso!

cafe libertad
Café Libertad

panaderia la americana
Na Avenida Callao e Santa Fé, as vitrines são tentadoras

Voltando à Recoleta, se um dia for a Buenos Aires e não entrar em nenhum museu, não for a nenhum show de tango, não visitar prédio histórico algum, não fizer compras, não for pra noite e nem assistir nenhum jogo de futebol, mas passar os dias entrando de café em café, tenho certeza que a viagem vai valer. Quanta comida e bebida boa pra apreciar olhando o movimento pelas janelas enormes.

cafe felfort
O FelFort tem fachada que muda de cor durante a noite
concord callao buenos aires
Falando em jogo, fui ao Boca Juniors x Atlético Tucumán - ia dizer que foi 0x0, mas não vou mais, pra evitar a fama de pé frio - , na Bombonera. Impressionante como mesmo sendo contra um time de muito menos torcida e o Boca estando mal no campeonato, o estádio enche. A parte onde fica a organizada, então, parece um formigueiro. Se bem que tem relação, porque, na verdade, é um mosquiteiro.Ô estádio lotado de mosquito. Vai ver é por isso que os fãs não param de pular e cantar o jogo todo.

la bombonera
La Bombonera lotada

boca juniors bombonera

Algumas empanadas e cortados depois, o carnaval acabou, voltei pra casa e a internet aqui funciona perfeitamente. Que bom! Vou poder atualizar o blog com intervalos de gente novamente!
Só que sem cama grande e nem submarino de manhã na Recoleta. =/

Veja também:
- Vamo pra Buenos Aires que tá barato
- 10 viagens a menos de mil reais
- Afinal  o que ainda não foi falado sobre Buenos Aires
- Buenos Aires pela primeira vez: que tal na semana santa?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Munique a qualquer hora

munique alemanha
 Prefeitura de Munique - Neue Rathaus
Muito além da Oktoberfest, Munique é um lugar pra se estar em qualquer época, com qualquer clima, de dia ou de noite. O muniquense é um tipo que contradisse tudo que eu pensava sobre alemães - aquela idéia de frios e fechados - e confirmou aquilo que eu tinha certeza sobre eles - gordinhos de buchechas rosadas que adoram cerveja e salsicha, que é uma característica mais peculiar da Baviera. Não é clichê. Munique é um bar gigante.


cerveja alemanha hofbrauhaus
Hofbrauhaus, pra beber cerveja como a tradição bavária manda

Pode parecer que estou reduzindo a cidade a um estereótipo, mas quem gosta de bares certamente sabe o que estou dizendo. A cada esquina que se para pra olhar em volta, há algo bom pra ver - as fachadas, o movimento, as pontes, os parques, os lagos, as pessoas, os alpes... aí vem o pensamento - Caramba, que lugar lindo. Podia ficar aqui o dia todo olhando e tomando cerveja.
Não é que quando você se dá conta, tem uma cervejaria do seu lado? E lembrando que as cervejas lá são todas submetidas à uma lei de pureza. Nada de birita aguada ou sem gosto.

munique
 Munique é linda no frio e nos dias nublados também

A mais famosa ainda é a Hofbrauhaus, no centro antigo da cidade. Loiras avantajadas e fortonas servem 8 ou 10 canecas de 1L de uma só vez, enquanto os gordinhos de boinas verdes dançam em cima da mesa.
Ali mesmo no centro antigo, a Marienplatz, dá pra passear muito antes de encher a cara.

alemanha
Uma pernada no centro velho pode durar dias

O Residenz, ex-residência oficial dos governadores da Baviera, pode ser visitada por dentro quase que na íntegra e as três Pinacotecas - Alte, Neue, der Moderne - são maravilhosas por dentro e por fora.

vista munique marienplatz
 Vista da torre da Peterskirche

As melhores vistas panorâmicas da cidade estão no topo da torre da nova prefeitura (Neue Rathaus) e da torre da Igreja de São Pedro (Peterskirche). Do alto, é impossível acreditar que a cidade já esteve no chão, completamente destruída. E isso foi há pouco tempo, há uns 60 anos.
Munique é encantadora, civilizada, segura e feliz. A tradição baviera continua fincada na capital do estado, com sua arquitetura mágica de contos de fadas, sabores e costumes. Apesar de reconstruída, é como se nunca tivesse sido sequer incomodada. Parece cenográfica.

Maximillianstrasse - a rua dos chiques
http://www.tropicalisland.de

E olha que se eu fiquei surpreso agora, mais de meia década depois, imagina quem esteve nas Olimpíadas de 1972, quando a cidade estava tão positivista, que chegava a acreditar que a segurança podia afrouxar porque nada de errado iria acontecer. Não deu certo. Talvez por isso, quem visita a Vila Olímpica pela primeira vez possa sentir o ambiente um pouco pesado. Mas ela continua lá, com bosques e lagos artificiais que, assim como o Estádio Olímpico e a torre, estão do modo como foram projetados originalmente.

estadio olimpiada 1972 
Estádio Olímpico 1972

Fãs de automibilismo: delirem com a sede e o Museu da BMW. Fãs de ciclismo: aluguem uma bicileta e passeiem pela cidade inteira que tem ciclovias em cada uma de suas ruas planas. Fãs de futebol: visitem o Allianz Arena - o estádio que muda de cor -, mesmo que não tenha jogo do Bayern. Fãs do glamour: perca as horas no Castelo Nymphenburg e seus jardins. Fãs da noite: escolham sua balada nos galpões que eram fábricas na Kultfabrik. Fãs de tudo ou nada disso: imagine a vida como a ela deveria ser e considere-se um fã de Munique.

 
Vila Olímpica, vista do restaurante giratório da Torre Olímpica
http://www.nascentetour.com.br/

  
Castelo Nymphenburg


Um dos jardins do castelo

 
O pneuzão Allianz Arena
http://conexaoesportiva.files.wordpress.com/

BMW - Salão futurista, museu e prédio da sede
http://europeforvisitors.com

Veja também:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Carnaval de busão

 
http://adanidiz.files.wordpress.com/

Pra viajar no Brasil no carnaval, tem que estar disposto a pagar mais por hospedagem. Ponto.
O que dá pra tentar fugir é das passagens aéreas, que também ficam salgadassas. Um pouco de disposição pra aguentar as horas de estrada pode valer muito a pena.
Partindo de São Paulo, se você estiver fugindo do carnaval, pode ser uma boa oportunidade pra visitar Blumenau, já que o pessoal de lá provavelmente vai descer pro litoral catarinense. A passagem sai por R$ 85,00 por trecho, pela Auto Viação Catarinense.

 
http://www.cidadesnobrasil.com.br

Ainda na rota de quem está fugindo, Curitiba também é excelente opção. Até porque com exceção do nordeste e do Rio, o restante das capitais brasileiras têm movimento diminuído no carnaval. Pela Cometa, cada trecho da viagem a Curitiba sai por cerca de R$ 60,00 em assento convencional ou R$ 117,00 em leito.
Se for pra ir pro litoral, eu iria pra cima. Parati, por exemplo. Com praias lindas e o vilarejo histórico, ela está a apenas R$ 43,86 por perna, viajando pela Reunidas Paulista. E se for pra se meter no meio da bagunça, o renomado carnaval de Ouro Preto não fica assim tão longe. Indo pela Util,o trecho sai por R$ 125,00.
Preços pesquisados em 03/02/2010.


Veja também:
- Fugindo do carnaval

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Relatos dos piores hotéis do mundo

http://www.tripadvisor.com

O TripAdvisor lançou há alguns dias uma lista dos hotéis mais sujos do mundo, baseado nas avaliações de seus usuários. Tem cada comentário tão espetacular, que começo a achar que a desgraça é inspiradora.
Não desejo isso pra ninguém, mas... viva os hotéis péssimos, porque sem eles, não poderíamos rir da tragédia alheia!

"Não era assim tão ruim.[...] nem tinha insetos na cama!"
Visitante de Vancouver sobre o Heritage Marina Hotel, San Francisco

"De acordo com o TripAdvisor, esse é o terceiro hotel mais sujo da Europa. Estou impressionado que ainda existam dois piores."
Sobre o Park Hotel, Londres.

"Os donos desse hotel são a desgraça da raça humana."
Visitante de Lancashire, Inglaterra, sobre o Earls Court Gardens Hotel, Londres

"Do serviço as instalações: nota zero negativo."
Sobre o Goldkist Beach Resort, Singapura

"Não acredito que eles realmente cobram você pra ficar aqui"
Visitante de Ottawa sobre o Toronto Bay Street Motel

"Tem cavernas no Afeganistão em melhores condições."
Visitante de Monteral, sober o Toronto Bay Street Motel

"Não detone sua viagem ficando aqui!"
Visitante dos EUA, sobre o Park Hotel Blac et Noir, Roma

"Pra ficar bom, precisa só uma demolidinha"
Sobre o Quality Inn, Nova York

"Não recomendo tirar o tênis ou usar o chuveiro."
sobre o Continental Oceanfront Hotel South Beach, Miami

"Livre de baratas. Até elas já se foram."
Visitante da Nova Zelândia, sobre o Centaur Hotel Delhi, Nova Delhi


Veja também:
- Lista Completa dos Hotéis Mais Sujos de 2010
- Hotéis Econômicos: o melhor e o pior a se encontrar neles
- 10 viagens por menos de mil reais
- Fugindo do carnaval

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Paris com tudo pago

http://www.hoteis.com/

Uma semana em Paris com tudo pago não cai nada mal, certo? Então acesse http://www.50hoteis.com.br/ e participe da promoção da rede de hotéis Ibis. Você deve criar uma frase comemorativa sobre a inauguração da unidade de número 50 da rede no Brasil, que ocorreu em janeiro, em São José - SC. Logo após, participe de uma gincana virtual no melhor estilo Carmen Sandiego para descobrir em qual hotel da rede está a urna que sua frase deve ser depositada. Filial descoberta, frase colocada na urna... boa sorte!

Veja mais:
- Vôos baratos para Paris