Milimetricamente projetada
Mapa na mão e direto para a CN Tower. Ver a cidade do alto é inspirador e funciona bem em conjunto com a sensação "cara, não acredito que estou aqui!". Toronto, do alto parece montada com lego. Toda quadrada e encaixadinha, não tem imperfeições. Segura além de tudo - o caso policial que repercurtia quando estive lá era a busca a um estuprador de uma menor, que havia cometido o crime há seis meses.
A vocação para metrópole é percebida no miolo do downtown, marcado pelos arranha-céus de bancos e, do lado oposto, as ilhas artificiais dão o toque de refúgio.
Herança do começo do século passado, o Royal York Hotel é de 1929
Ilhas artificiais do outro lado do harbour
Se a silhueta da própria CN Tower faz falta na vista, desça até o porto e pegue um dos ferrys que vão às ilhas para admirar a fachada, que é tão marcante, que pode ser vista até de Niagara, a 50km em linha reta. Junto com a torre, o
Skydome, a arena de teto retrátil mais reconhecível do mundo, completa a paisagem-símbolo. Lembrando que uma das 3 rotas de ferry vai a
Hanlan's Point, a ilha que tem a única praia "clothing optional" na cidade.
CN Tower vista da água...
da terra...
e da janela do meu quarto
Não é necessariamente a beleza que faz de Toronto um lugar especial. Montréal, Québec e Vancouver são rivais imbatíveis nesse quesito, no país. A capacidade de agradar qualquer gosto é o que me fascina por cidades grandes, porque pode ser que eu acorde as 4:30 da manhã com vontade de comer frango a parmegiana com suco de carambola ou, quem sabe, se domingo de manhã eu vou estar a fim de alugar um filme? É coisa de gente chata mesmo... do contra. Mas a sensação de liberdade é impagável. Em
Yorkville - o bairro hollywoodiano - ou na chinatown, sempre há algo aberto, alguma coisa pra se fazer e um torontoniano disposto a conversar.
centrão
Num mercadinho 24h da
Spadina Avenue, paralela à
Yonge, encontrei uma conterrânea que estava fazendo intercâmbio. Tinha chegado há algum tempo e me indicou um pub esportivo perto da estação Eglinton do metrô - esquina
Eglinton / Yonge, região farta de barzinhos e cafés. Honestamente, não lembro o nome do pub. Apesar da comida ser boa, estava chocado: tem mesmo muita gente que gosta e assiste futebol americano. Esportezinho chato... ao contrário do hockey, que é bem emocionante. Pena que não consegui pegar jogo nenhum do Toronto Maple Leafs, já que era verão.
http://ontarioalive.com
Dá pra aliviar a decepção no
Hockey Hall of Fame, museu dedicado ao esporte mais amado pelos canadenses. Ótimo esse museu... acho que até quem não curte o esporte pode se surpreender. Mas se a passagem causar sensação de distância do Brasil, experimente visitar as prefeituras por um instante. A Antiga é linda, imponente. Mas a nova tem algo de familiar - as curvas, a praça de concreto, o espelho d'água... ainda mais sabendo que o projeto saiu em 1961, um ano após a inauguração de Brasília.
niemayerético, não?
Continua no próximo post
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