quinta-feira, 29 de abril de 2010

Em São Paulo: pra gostar de comida japonesa

http://lulupainting.files.wordpress.com

Agora é oficial e definitivo: eu gosto de comida japonesa! Depois de 23 anos de bobisse (em relação ao bacalhau, foram apenas 20), descobri que tem algo de bom naquilo lá. Na verdade, agora preciso descobrir os nomes para associar aos "algos" de bom.
Acho que era preconceito mesmo porque, pra ser honesto, gostei desde a primeira vez que provei, na casa do Marcos Ronaldo e da Carol - me chantagearam pra experimentar só porque eles próprios que estavam fazendo. Antes, não compreendia como um povo tão tecnológico não dava pelo menos uma passadinha no fogão. Tudo cru, arroz empapado... era difícil experimentar aquilo quando poderia estar em uma churrascaria comendo algo bem mais cancerígeno.
Como viajar também é descobrir sua própria cidade, fui à prova de fogo: rodízio japoronga no Sushibol , em São Paulo. Experimentação pouca é bobagem, então já mandei logo um chá branco com lichia - parte complementar da assessoria natureba de Marcos e Carol. Dá pra desconfiar do nome do sabor, mas é muito bom também. Quanto ao rodízio, acho que agora o risco de viciar é grande porque não consigo descrever aquela comida. Tudo delicioso, leve e farto. Cada prato que chegava, acabava com o assunto. Não dava pra perder tempo falando. Até mesmo os toques de chinoca: yakissoba com legumes e macarrão crocantes, rolinho primavera e tempuras fritos num ponto perfeito. Diz o Marcos que o diferencial da casa é o chef; diz a Carol que eram os peixes frescos. Eu, apesar de ter gostado de tudo, ainda fico com a simplicidade do salmãozinho macio e solitário.
Não era hora, mas acho que arrumei mais uma conta.

domingo, 25 de abril de 2010

Toronto: Parquinho e despedida

canadas wonderland
Canada's Wonderland

Tem um passeio legal pra fazer em Toronto que não tem meio termo: ou você adora ou acha que o dia foi perdido. É o Canada's Wonderland, um parque de diversões a meia hora da cidade - tem ônibus diário a partir da estação de metrô York Mills - especializado em montanhas russas. De pé, no escuro, sem apoio pros pés, invertida, de madeira, deitado... tem de todo tipo. A Behemoth, uma que não tem loopings, nem curvas abrubtas, é sensacional. Não há protetor de ombro e ela é só de quedas, sendo que a primeira está a 70 metros de altura. Outra coisa: em alguns parques, dá pra planejar ir no inverno pra evitar as filas. Neste aqui não! O inverno de Toronto faz tudo fechar mais cedo - se abrir - e um monte de brinquedos entra em manutenção.

dundas square
Apesar desse céu londrino, não choveu!

montanha russa toronto
Behemoth

Por outro lado, pra não ter erro, o ROM, Royal Ontario Museum é um tiro certeiro. Criança de 8 a 80 anos curtem o museu. A história canadense, por mais interessante que seja, fica ofuscada pelas coleções gregas, egípcias, chinesas, japonesas, coreanas e da idade do bronze.

dundas square toronto
ROM - Royal Ontario Museum

O gigantesco palácio, agora aumentado por uma reforma ultra contemporânea, tem várias galerias distribuídas em 4 andares e, falando em crianças de 8 anos, minha preferida foi a dos dinossauros. Na galeria temporária estava a mostra Dead Sea Scrolls (Cartas do Mar Morto), que me deixou arrepiado. Havia trechos originais de evangelhos, inclusive de alguns que entraram nos livros sagrados dos católicos, judeus e muçulmanos. Sem edição, sem tradução... original. Os papéis - papiro -, ali, escritos da forma como os caras que resolveram contar a história quiseram escrever. Imagine o trabalho para organizar essa mostra em cada lugar que ela visita, considerando a importância desses papéis que, até hoje, regulam a vida de grande parte da raça humana e ainda é capaz de fazer uma minoria se matar por eles.

parque toronto canada
Dundas Square

hard rock toronto
Pago pau mesmo

rom toronto canada
Eaton Center ao fundo

Para despedir-se de Toronto, nada mais agradável que a emblemática Dundas Square. Após gastar uma tarde na loja da Apple do Eaton Center - comparado com o Centre Eaton Montréal neste outro post -, saia para a praça e veja a vida da metrópole passar por ali. É engraçado porque, de tão grandes, os outdoors poderiam ser considerados uma agressão. Mas há tanta harmonia no ambiente de cidade grande, que eles se tornam parte essencial disso. Pra quem gosta ou, como eu, é viciado, tem um Hard Rock com mesas do lado de fora para admirar ora a praça, ora os itens dos popstars.
See you soon, Toronto!

Veja também:
- Se Canadá = Brasil, Toronto = São Paulo. Verdadeiro?
- Fuçando em Toronto: por onde começar a andança
- Toronto tem tudo de bom e de ruim
- Toronto Eaton Center X Centre Eaton Montréal
- Bate volta: Niagara Falls
- Estranhices e curiosidades do mundo viajístico

sábado, 24 de abril de 2010

Toronto tem tudo de bom e de ruim

medieval times toronto

Diferente de outras mega cidades, Toronto conseguiu manter a população sob controle graças aos investimentos em educação e planejamento familiar - os habitantes não chegam a 6 milhões, contando com a zona metropolitana. Igual a outras mega cidades, Toronto tem também suas ciladas. Lá tem uma filial do Medieval Times, aquele lugar pra jantar assistindo a uma simulação de combate épico.

medieval times toronto

Acho que o que atrai mesmo é o preço alto (+ou- US$ 60,00), já que assim todo mundo pensa "nossa, deve ser um bom espetáculo". Até porque não é possível que alguém que foi indique aquilo pra um amigo. A introdução chega a enganar: entramos no "castelo", ganhamos uma coroa da cor do cavaleiro para o qual "torceremos" e aguardamos até a chamada para a arena principal. A ambientação tem bandeiras, estábulos e até uma mostra de aparelhos de tortura medieval. Posicinado na arquibancada, a garçonete vem e coloca um prato de metal pra cada um. Por obrigação, ela esperou alguém perguntar onde estavam os talheres para responder: na Idade Média não se usavam talheres, senhor. Veio a sopa pra tomar direto na cumbuca; veio um pão italiano seco pra cortar no dente e, de prato principal... um frango inteiro. Parecia treinamento de sobrevivência na selva e eu não sabia nem por onde começar. Se desse uma olhadinha pra ver como o cara do lado estava fazendo, era garantia de perder o apetite. E olha que nem tinha começado o longo e pessimamente combinado show!

st lawrence market toronto

Mudando de ares, mas nem tanto: se comer comida suja e sem muita finesse for a sua, vá ao St Lawrence Market, onde ela é muito mais barata e saborosa - tenho a impressão que, em mercadões, quanto menos higiene, mais sabor. Sugiro algo forte, com carne de porco de preferência. Ali perto, faça a digestão no Distillery District, um complexo de prédios que, como o nome diz, era uma destilaria industrial.

st lawrence market toronto

toronto destilaria

destillery district toronto

Cenográfico! O ponto alto das atrações turísticas mapeadas na cidade. Algo entre cenário de filme de máfia e gibi. Em cada prédio há alguma loja, mostra, restaurante ou um Second Cup, a rede canadense de cafés que não deu espaço para a Starbucks no país. Ainda na linha patrimônio arquitetônico, bem longe dali, há a Casa Loma. Um castelo de verdade, ao contrário do Medieval Times, mas que não tem nada a a ver com a era. Foi um banquerio megalomaníaco do século passado que queria morar em um castelo e mandou construir. Cheio de segredos e passagens secretas, a casa é hoje aberta a visitas e filmada - em ambientes internos - como a escola de mutantes do Professor Xavier na trilogia X-Men.

casa loma toronto

toronto canada

castelo toronto


No próximo post: parquinho e despedida

Veja também:
- Se Canadá = Brasil, Toronto = São Paulo. Verdadeiro?
- Fuçando em Toronto: por onde começar a andança
- Bate volta: Niagara Falls
- Eaton Center Toronto X Center Eaton Montréal
- Toronto: parquinho e despedida
- Estranhices e curiosidades do mundo viajístico

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fuçando em Toronto: por onde começar a andança

toronto
Milimetricamente projetada 

Mapa na mão e direto para a CN Tower. Ver a cidade do alto é inspirador e funciona bem em conjunto com a sensação "cara, não acredito que estou aqui!". Toronto, do alto parece montada com lego. Toda quadrada e encaixadinha, não tem imperfeições. Segura além de tudo - o caso policial que repercurtia quando estive lá era a busca a um estuprador de uma menor, que havia cometido o crime há seis meses.
A vocação para metrópole é percebida no miolo do downtown, marcado pelos arranha-céus de bancos e, do lado oposto, as ilhas artificiais dão o toque de refúgio.

royal york toronto
Herança do começo do século passado, o Royal York Hotel é de 1929

ilhas toronto
Ilhas artificiais do outro lado do harbour

Se a silhueta da própria CN Tower faz falta na vista, desça até o porto e pegue um dos ferrys que vão às ilhas para admirar a fachada, que é tão marcante, que pode ser vista até de Niagara, a 50km em linha reta. Junto com a torre, o Skydome, a arena de teto retrátil mais reconhecível do mundo, completa a paisagem-símbolo. Lembrando que uma das 3 rotas de ferry vai a Hanlan's Point, a ilha que tem a única praia "clothing optional" na cidade.

toronto canada
CN Tower vista da água...
 
cn tower toronto
 da terra...

toronto noite
 e da janela do meu quarto

Não é necessariamente a beleza que faz de Toronto um lugar especial. Montréal, Québec e Vancouver são rivais imbatíveis nesse quesito, no país. A capacidade de agradar qualquer gosto é o que me fascina por cidades grandes, porque pode ser que eu acorde as 4:30 da manhã com vontade de comer frango a parmegiana com suco de carambola ou, quem sabe, se domingo de manhã eu vou estar a fim de alugar um filme? É coisa de gente chata mesmo... do contra. Mas a sensação de liberdade é impagável. Em Yorkville - o bairro hollywoodiano - ou na chinatown, sempre há algo aberto, alguma coisa pra se fazer e um torontoniano disposto a conversar.

toronto centro
 centrão

Num mercadinho 24h da Spadina Avenue, paralela à Yonge, encontrei uma conterrânea que estava fazendo intercâmbio. Tinha chegado há algum tempo e me indicou um pub esportivo perto da estação Eglinton do metrô - esquina Eglinton / Yonge, região farta de barzinhos e cafés. Honestamente, não lembro o nome do pub. Apesar da comida ser boa, estava chocado: tem mesmo muita gente que gosta e assiste futebol americano. Esportezinho chato... ao contrário do hockey, que é bem emocionante. Pena que não consegui pegar jogo nenhum do Toronto Maple Leafs, já que era verão.

http://ontarioalive.com

Dá pra aliviar a decepção no Hockey Hall of Fame, museu dedicado ao esporte mais amado pelos canadenses. Ótimo esse museu... acho que até quem não curte o esporte pode se surpreender. Mas se a passagem causar sensação de distância do Brasil, experimente visitar as prefeituras por um instante. A Antiga é linda, imponente. Mas a nova tem algo de familiar - as curvas, a praça de concreto, o espelho d'água... ainda mais sabendo que o projeto saiu em 1961, um ano após a inauguração de Brasília.

toronto prefeitura
niemayerético, não?

Continua no próximo post

Veja também:
- Se Canadá=Brasil, Toronto=São Paulo. Verdadeiro?
- Toronto tem tudo de bom e de ruim
- Toronto: parquinho e despedida
- Bate Volta: Niagara Falls
- Zona de Conforto

sábado, 17 de abril de 2010

Se Canadá = Brasil, Toronto = São Paulo. Verdadeiro?

toronto cn tower
CN Tower, maior ícone de Toronto

Por favor, não elimine destinos por comparação!
"No Canadá, Toronto é São Paulo e Vancouver é o Rio. São paulo é feio, então vou pra Vancouver." Escutei isso lá no trabalho essa semana e, por motivos profissionais, não pude acalorar a discussão sobre a premissa e a conclusão dô gênio que disse isso, como se fosse uma fórmula matemática.
É normal ao sair de um lugar para outro tão parecido, criar menos expectativa. Por outro lado, as chances de se surpreender também são muito maiores. Toronto e São Paulo são muito comparáveis, mesmo, mas, por esse ponto de vista que reduz tudo a uma definição de "cidade grande cheia de prédios", qualquer metrópole cosmopolita pode entrar no grupo: de NY a Johannesburg, da Cidade do México a Tokyo.

toronto
Táxis laranjas

noite toronto
De noite, tudo é ainda mais bonito

Até é divertido, por um tempo, fazer relações, principalmente quando o tempo no lugar é escasso. Daí a
necessidade de se ficar ao menos 5 ou 6 dias, para sentir um pouco da energia real de onde se pisa. Caso contrário, as conclusões dificilmente passarão do clichê: o Brasil nunca vai atingir esse nível de desenvolvimento e os gringos nunca terão o carisma de um brasileiro.
Com mais tempo na cidade dá pra perceber, por exemplo, que Toronto ainda é uma cidade imigratória. Japoneses, indianos, portugueses, mexicanos... e de verdade. Não são torontonianos filhos de imigrantes. Harmonia de convivência que só respeito e tolerância podem gerar. Outra idéia que funcionou: no centro - vitoriano e charmoso, dos prédios às placas de sinalização -, ônibus são substituídos por streetcars, bondes do mesmo tamanho do coletivo, mas mais ecológicos e eficientes para o trânsito. Saindo do centro, um metrô em forma de T distribui o fluxo pelas principais avenidas da cidade: Bloor e Yonge.

toronto centro
Downtown Toronto

Por causa dos quarteirões em grid, é fácil se localizar onde quer que esteja, a não ser na cidade subterrânea, onde eu fiquei perdidinho. Arquitetura de shopping, sabe? Você anda em círculos pensando estar em linha reta e, quando acha algo novo, tem certeza que já esteve ali.

toronto streetcar
Streetcar

Voltando as semelhanças São Paulo/Toronto: o aeroporo internacional fica a 20 km do centro. Voltando as diferenças: tem um modo de se livrar dos táxis pra fazer esse trajeto. Desembarcado, procure o ponto do Airport Rocket. Ele é um ônibus expresso e vai até a estação Kipling, o ponto final do metrô. Compre uma ficha - sim, o metrô de Toronto ainda não descobriu o bilhete único! - e embarque rumo ao seu destino. É tudo bem seguro, confortável e custa 5 dólares canadenses, enquanto o taxi sai por volta de 50.

No próximo post: por onde começar a andança em Toronto
 
Veja também:
- Fuçando em Toronto: por onde começar a andança
- Toronto tem tudo de bom e de ruim
- Toronto: parquinho e despedida
- Bate volta: Niagara Falls
- Estranhices e Curiosidades do Mundo Viajístico
- Zona de Conforto

Esvaziando a Mochila no Viaje na Viagem!


Dá pra acreditar? 6 meses depois do nascimento deste blog, que eu pensei 500 vezes antes de começar - sem saber que era viciante, pensei que poderia atualizar por 15 dias e enjoar -, entro no Viaje na Viagem e lá está, na página inicial: ABC de Durban, por Tiago Caramuru.
Para um blogueiro de viagem, ter o aval do Riq Freire é mais ou menos como para um piloto, ser reconhecido pelo Schumacher. Para um músico, ser ouvido pelo Chopin. Para um chocolate, ser comparado com um Ferrero Rocher ou, para um motel, ganhar a estrela por ter piscina, hidromassagem e cama erótica.
Não mexe comigo hoje não porque eu tô me sentindo!

Muito obrigado a você que lê frequentemente este treco, que lê só de vez em quando ou então passou por engano porque o título confunde com o muito melhor Dividindo a Bagagem da Lu Malheiros! Valeu mesmo!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Nova York na faixa com acompanhante!

http://www.fityourtrip.com

Toda oportunidade de viajar vale a pena, ainda mais pra Nova York e com tudo pago. A CNA está dando 5 dias em NY, com direito a acompanhante e um espetáculo na Broadway pra quem fizer o melhor relato sobre como aprender um outro idioma leva você ao sucesso. O melhor contador de histórias leva também um iPhone. Não precisa ser aluno e nem tem que comprar nada. Participar é mais simples do que parece: entre em http://www.paixaopelosucesso.com.br/, cadastra-se e crie um vídeo para sua história no próprio site. Pense bem no seu relato e lembre-se que, nesse tipo de concurso, sorte é quase desprezível.
O resultado sai em 12 de maio.
Boa sorte!

ps: a foto com as torres ficou muito nostálgica?

terça-feira, 13 de abril de 2010

VnV 2010 - Rio de Janeiro

copacabana
 VnV 2010 no Rio Scenarium - roubei a foto da Majô

A ConVnVenção do Rio foi minha primeira e, de cara, devo dizer que nunca me senti tão compreendido. Praticamente terapêutico. Ninguém me perguntou se eu não tenho remorso de gastar dinheiro à toa viajando!

pao de acucar rio de janeiro
Vista que consome horas...

Essa gente finíssima me tratou como se eu fosse de casa há muito tempo. Levamos o sol - com algumas nuvens, vai - para espantar de vez os maus fluidos que estavam assombrando o Rio de Janeiro na última semana. Deu certo: dois dias lindos sob o clima que eternizou as praias da zona sul.

rio de janeiro
 Ipanema / Leblon


ipanema
Copacabana

Em princípio, a interdição da estrada de ferro e de terra que sobem o ao Cristo deram a impressão de que seria um fim de semana de caipirinha sem açúcar.  Mas achei o ingrediente que faltava no morro vizinho à Urca. Vendo a cidade dali, quase tenho certeza de que o Rio começou a ser construído pelas casas e prédios e depois as montanhas foram erguidas.


É tudo tão apertado, tão compacto, que não dá pra imaginar alguém tendo a idéia de habitar aquela região tão abundante de belezas naturais e relevo acidentado. Seja quem for que fez isso: belíssima idéia. Principalmente quando, depois de habitar, resolveram fazer botecos. Melhor que isso, só estando lá num deles, envolto por pessoas que compartilham minha maior paixão: viajar.

Veja também:
- O maior problema do Rio de Janeiro
- O mundo no Brasil
- Búzios sem escuna
- Estranhices do mundo viajístico

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Bate volta: Niagara Falls

niagara fallstoronto niagara
o spray de água é tão forte que junta com as nuvens

Se visitar Toronto, tire um dia para ir ao Niagara Falls. É um passeio bem família, bem relax mesmo. Desses onde você tem que estar disposto a cair em armadilhas e americanices - que ficam do lado canadense - como o Ripleys Believe it or Not, museu do Acredite Se Quiser; Cinema 4D de dinossauro; o Louis Tussaud, museu de cera tentando pegar carona no nome do renomado e muito melhor Madame Tussaud e a minha perferida: o Hard Rock Cafe.

niagara believe it or not
Ripley's Believe it or Not - piadinhas infames que eu adoro

niagara falls
americanices de montão

Ah é, tem as quedas também! Não perca o Maid of the Myst, o barco que leva até bem pertinho e faz todo mundo ficar encharcado. Faz parte da brincadeira e no preço do ingresso está incuído uma capa. Quem pega o barco no lado americano, ganha capa amarela; no canadense, capa azul. Seja lá o que essa diferenciação signifique, as quedas são muito mais especiais se vistas do Canadá.

niagara maid of the myst
todo mundo pro barquinho

maid of the myst
e com capa

A melhor parte do dia, se o tempo ajudar, é subir na torre de observação Skylon Tower e conseguir ver Toronto a 50 km de distância. Aliás, Toronto está a 50 km em linha reta, mas como há um lago no meio do caminho, há de se fazer o contorno e aí o trajeto vira o dobro da distância. A maneira mais divertida de ir é de trem. A passagem pela ViaRail sai por CAD 56,00 - a cotação do dolar canadense está muito parelha com o americano - e a saída é da lindíssima Union Station, em Toronto. Niagara é a última parada antes de atravessar a fronteira e, descendo da estação, as atrações e as quedas estão a mais ou menos 3km.
Saindo de Nova York, o caminho é bem maior: 500km. Se fizer isso, considere passar uma noite em um dos românticos Bed & Breakfasts da cidade - muitos casais vão pra lá em lua de mel.

american niagara falls
 cataratas americanas

canadian niagara falls
 O CN Tower e o Skydome de Toronto são reconhecíveis mesmo de tão longe


Veja também:

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil

Recebi este texto por email hoje. Alguém sabe o autor?
Só não concordo 100% por causa de alguns trechos como "o Congresso está punindo os próprios membros".

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal
do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem: se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de
lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem
fila na porta.
[...]
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil, ainda mais os cariocas, podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.
[...]
Os dados são da Antropos
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente
transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada
a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do
mercado na América Latina.
6. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
[...]
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os
países em desenvolvimento. No México , são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
[...]
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?


1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros,
pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos
sambando?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Porto está cada vez melhor


Pisar em Lisboa e não sair do aeroporto é um pecado. Ainda mais depois daquele pouso sensacional vendo tudo tão de perto. Mas tinha pouco tempo e, como não queria bater recordes de lugares visitados por dia, rumei direto ao Porto.


Esse negócio de buscar origens é fascinante e viajar tem tudo a ver com isso - se tiver a oportunidade, vá atrás. Saber de onde viemos e tudo que fizeram por nós faz com que a humildade seja um valor constante e inquestionável. Valores à parte, o Porto está numa excelente fase. As restaurações do centro e da cidade baixa tem embelezado muito a região. Até o que está faltando consertar podia ficar do jeito que está porque é tão autêntico e típico que, se estivesse tudo certinho, acho que não seria o Porto. Sem contar que, depois da crise de 2008, o turismo não parece disposto a fazer a bolha crescer novamente, então tudo está bem acessível.


Logo pela manhã, tomar um farto pequeno-almoço em uma das tascas nos arredores do Mercado do Bolhão não custa mais que 4 euros, por exemplo. Mesmo no Café Majestic, que cobra também a tradição e o apelo turístico, o preço de uma refeição não é maior que em um restaurante razoável no Brasil - aliás, agora eu tenho minhas próprias fotos do Majestic!


Sempre em ótima companhia, descobri que o Porto não é mais aquela cidade provinciana de velhotes, onde nada acontecia. Se sair para a noite no centro antes das onze causa essa impressão - pode até parecer perigoso de tão deserto, mas nada para quem está acostumado com a segurança de São Paulo, como diz o Élcio, um amigo paraibano -, adie o passeio em meia ou uma hora e terá uma vida noturna incrível para ser explorada a pé. Na rua Galerias Paris e sua paralela, a Cândidos dos Reis, cada portinha encaixada em uma fachada estreita tem um bar inimaginável lá dentro. A Casa do Livro e o 3C, mais aconchegantes, caem muito bem para quando o som alto do Plano B ou do Twins já estiver fazendo a cabeça mexer mais do que deveria.

Um pouco mais abaixo, no Cais da Ribeira, há ótimos e caros lugares pra comidinhas, porém, sem a vista mais bonita do Porto: o próprio cais. Atravesse o rio estreito e, do outro lado, já em Vila Nova Gaia, o problema está resolvido. O Ar de Rio cobra preços justos e te coloca de cara pra um visual espetacular, de dia ou de noite. Chave de ouro para um passeio que dá saudade antes mesmo do fim.

Veja também:
- Porto, em Portugal, é chance de ir à Europa gastando pouco
- Porto: para bater pernas
- Guia de viagem em Portugal
- Hora da janta em Portugal