quarta-feira, 30 de junho de 2010

Descubra o que vai comer na viagem

Primeira classe do A380 da Emirates - http://www.funny-potato.com

Pegar uma cabine dessas aí de cima é pra quem pode, mas mortais também tem vez no AirlineMeals.net. Passageiros de linhas aéreas de todo mundo enviam fotos das refeições - servidas na primeira classe, executiva e econômica - com descrição e bebida que acompanha. Ainda tem espaço pra pérolas como a bóia que era servida desde os anos 50 e comida das tripulações.


São Paulo, por comissárias de bordo de várias aéreas

O site Meio Aéreo publicou uma entrevista com 4 aeromoças de diferentes aéreas - Gol, Iberia, Emirates e Lufthansa - revelando o que fazem nos seus dias de descanso em São Paulo. Pinacoteca, Parque do Ibirapuera e, claro, gastronomia em geral, fazem sucesso com elas. O mais interessante é que são todos roteiros curtos, que encaixam no tempo de quem vai passar por aqui apenas para um bate volta de negócios ou uma conexão no dia seguinte.
Veja a matéria aqui.

Veja também:
- De onde vêm os ET's?
- Os melhores destinos do mundo, segundo leitores do TripAdvisor
- Como deixar uma cidade orgulhosa: Biblioteca de São Paulo
- Em São Paulo: pra gostar de comida japonesa
- Estranhices e curiosidades do mundo viajístico
- Onde comer bom bacalhau em São Paulo

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mega


O estádio de Durban, o Moses Mabhida, é umas das coisas mais bonitas que eu já vi. De um lado, de outro, de dentro, de fora, é simplesmente de embasbacar. O pessoal vai indo pra lá feito japonês: cada passo, uma foto. A entrada é por trás de um dos gols, de onde a visão incrível causa a ilusão de que ele nem é tão grande assim, tamanha a perfeição do conjunto da obra, literalmente.


O gigante parece ter sido feito sem esforço nenhum. A arquitetura é muito leve. Tudo que fica bem feito parece que foi fácil de fazer, já notou? Dizem que depois da copa, este é dos estádios com menos chance de virar um elefante branco porque, além da beleza, atrai turistas por causa do bondinho que percorre o arco que passa sobre o campo e tem vista pra boa parte da cidade.


62 mil pagantes, segundo os dados oficiais mostrados no telão. Não é a toa que eu tive que ficar na parte provisória da arquibancada, montada no terceiro andar para substituir os lugares que foram perdidos por causa das cabines de imprensa. Legal ver o jogo com telão, aliás. Nunca tinha visto jogo no estádio com replay. O Cristiano Ronaldo também deve gostar, porque depois de todo lance que faz, ele fica olhando pra ver se o cabelo não desmanchou.


Pela primeira vez, me emocionei com o hino e até cantei. Talvez por que ninguém tenha me obrigado. Devo dizer que não foi só com o brasileiro. Nem fiquei insatisfeito com o empate, pra falar a verdade. Só não precisava ter sido zero a zero né... pé frio dos infernos! O último empate sem gols do Brasil em copa tinha sido há 16 anos, na final de 94. E no primeiro tempo cheguei a ter certeza que alguém seria expulso. Ninguém estava muito a fim de ganhar, mas de bater, em compensação, seu Pepe e Felipe Melo se esbaldaram. De um lado meu, estava uma australiana, de outro, um sul-africano - ambos bem decepcionados. Muito interessante isso de ficar observando o comportamento das pessoas: a australiana contou que estava numa caravana com cerca de cem conterrâneos e tinham ido só pra ver o Brasil. Mentira! Certeza que foram ver a Austrália, quebraram a cara e resolveram torcer pra uma camisa da mesma cor, só que mais forte. No mínimo, ela também me achou um tonto por dizer que estava lá só pra aquele jogo.


Na saída, a uns poucos metros do estádio, os vendedores ambulantes estavam tentando zerar suas mercadorias. Já tinha anoitecido e eu queria um motivo pra ficar parado, olhando o Moses Mabhida iluminado. Comprei um sorvete e fiquei ali. O vendedor estava tentando, mas não saía mais nada. Aí ele me perguntou: como se diz isso em português? Até explicar que pra ele vender pra brasileiro era sorvete mas, pra português, era gelado... ele chegou a conclusão que era melhor sair gritando "Mega!"

Veja também:
- Durban, uma ex-estrela
- Onde ficar em Johannesburg
- No país Copa do Mundo
- Planejando seu safari na África do Sul
- Safari no Kruger Park, dia 1
- Lúki, ai éme rir

domingo, 27 de junho de 2010

Pausa para tietagem


Fotinho com a Renata Fan no aeroporto de Johannesburg. Até as 7 da manhã e morrendo de sono a mulher é bonita viu!

No país Copa do Mundo

Durban estava estranhamente familiar

Inacreditável. Depois de imaginar por muito tempo como seria, eu estava num jogo da copa - no país Copa do Mundo, melhor dizendo. Os sul-africanos estão orgulhosos. O evento, se não é o melhor da história, está sendo muito bem realizado. O aeroporto de Johannesburg está completamente diferente de como eu tinha visto em 2008, quando estava em obras, todo cheio de improvisações. Rendeu até uma boa história aquela bagunça. Agora, tudo está modernoso, bonito e bem sinalizado, assim como no aeroporto de Durban. O vôo da South African também continua excelente, com sistema de entrenimento de bordo individual touch screen e refeições bem ousadas, tipo carne de avestruz ou lasanha vegetariana.

Tanta publicidade da FIFA e os torcedores fantasiados me fizeram sentir numa espécie de Disney, como se nada fosse real e nem existisse sem o jogo. Se isso tudo faz parte da estratégia pra aumentar a sensação de segurança, deu certo. Ninguém falava sobre os problemas da África do Sul, o país real - como o alto custo de vida que a falta de transporte público causa. Uns 3 ou 4 dias em Durban ou na Cidade do Cabo podem ser mais caros que em Berlim, por exemplo. Isso porque falamos de turismo... imagine a dificuldade de um local.



Saí bem cedo da pousada pra sentir o clima. Durban é quente e o céu aberto me deu um ânimo de criança pra levantar 7 da matina. Achei que seria o primeiro a chegar ao calçadão, mas já tinha bastante gente de vermelho e amarelo passeando e soprando vuvuzela - que nem é tão irritante assim, vai. Até o cara que está no assento do seu lado no estádio soprar bem no seu ouvido, pelo menos.


A multidão cresceu e era um mundo de gente falando português. Mal dava par se sentir no exterior, só nos momentos que os vermelhos se reuniam pra gritar com todo sotaque possível: "PUR-TU-GAL! PUR-TU-GAL!". Um deles me falou que quem tem sotaque somos nós, afinal, falamos brasileiro. Nenhuma briga, nenhuma confusão. Todo mundo junto e curtindo a festa dos classificados até tarde nos bares e no cassino pra secar a Espanha. Ah é, teve o jogo também, que foi péssimo, mas isso é assunto pra outro post.

Veja também:
- Lúki, ai éme rir
- Durban, uma ex-estrela
- Cidade do Cabo, África do Sul
- Safari no Kruger Park, dia 1
- Planejando seu safari na África do Sul
- Soweto
- Onde ficar em Johannesburg

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Québec City, fora das muralhas

 O prédio mais imponente do Québec

Logo que se cruza algum dos portões da muralha, o Parlamento se exibe numa praça capaz de convencer qualquer um que foi importada pronta da Europa. O urbanismo do eixo que liga a cidade velha ao palácio é impecável. A entrada é grátis e um guia leva aos cômodos mais importantes.



Não tão fora assim das muralhas, mas praticamente uma entidade a parte, está a fortaleza construída parte por franceses e parte por ingleses. Como o nome diz, La Citadelle já foi um complexo auto-suficiente. As funções militares já não são mais a maior prioridade, mas a caracterização ainda continua nos prédios, nos canhões, nas armas e na troca da guarda, que pode ser assistida antes de uma visita por todo o complexo, as 10 horas da manhã.

  
 Troca da guarda

  

Seguindo o caminho, o Grand Allée é o curso natural, mas nada há lá pra ser feito durante a manhã. Depois de experimentar algumas comidinhas aqui e ali, cheguei a conclusão que o negócio está ali pra fazer o pessoal beber. Não há lá muita preocupação com os pratos e porções - alguns bares sequer servem comida - e nem com o ambiente, apesar de toda a atmosfera charmosa do Québec. Quem está ali, quer mais é goró.  Mais pra direita, umas duas ou três paralelas depois, está o Marie-Guyart building, o ponto panorâmico mais alto e abrangente do local. Vista de lá, Québec parece menor ainda, feita de brinquedo.

 Por do sol colore a cidade velha

 De qualquer ângulo, o belo parlamento

 De lá de dentro, a fortaleza não parecia tão grande

Veja também

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Québec City, Canadá

quebec artists
Artistas de rua fazem performances ao longo do Terrase Dufferin, o "calçadão" de Québec

Inspiradora, romântica, envolta por muralhas e recheada de predinhos a la França. Mesmo assim, aprendi que dizer a alguém de lá que eles são muito franceses é quase uma ofensa. Os québecois - quebecoá - fazem questão de cultivar sua própria identidade, a ponto da parcela da população que é a favor da independência da província ser quase maioria. População que era difícil de encontrar, aliás. A grande maioria era turista. Québec City é bem cidade de temporada, inclusive para canadenses. Não dá pra ficar tentando se livrar das armadilhas, tem que desencanar - sabe Campos do Jordão?

chateau frontenac quebec
Château Frontenac

quebec city price tower
Price Tower

A cidade é pequena, mas como é pra ser curtida a pé e devagarzinho, uns 2 ou 3 dias completos são facilmente preenchidos. Nada de carro ou bate-volta de Montréal, que fica a 240km. A forma mais divertida, vindo de lá, é pegar um trem na Estação Central e chegar na Gare du Palais, em Québec - não sei qual é a mais bonita.


porte st jean
Entrada da cidade velha pelo Porte Saint Jean

quebec city

rue st jean quebec
Rue St. Jean

Hospedar-se na parte velha, dentro das muralhas significa estar perto de todas as atrações e marcos, da concentração das pessoas, das feirinhas, dos bares e restaurantes. A maioria dos hotéis e pousadas fazem questão de preservar o clima de chateau em suas decorações. Qualquer volta a pé por ali é encantadora, especialmente à noite.

quebec artists

quebec cidade baixa

quartier petit champlain
Quartier Petit Champlain

O grande marco, o Châteu Frontenac, é um castelo que já foi construído pra ser hotel. Tem uma ótima visita guiada, pra mortais sentirem um pouco do que pode ser a experiência. Outro destaque arquitetônico é o Price Tower, primeiro arranha-céu da cidade: 15 andares! Claro que o prédio art deco foi ultrapassado em altura por vários outros da cidade fora das muralhas, mas nunca em beleza. Gastei bastante tempo na Rue St Jean, uma rua pra se fazer via sacra de bares - de bistrôs a pubs irlandeses - e ficar olhando as pessoas seduzidas pelas vitrines mega produzidas das lojinhas. Depois, a Rua Sainte Anne, mais com cara de praça, e a Rue do Tresor, espremida e bagunçada como o recanto de um artista tem que ser, me ganharam de vez. Os caricaturistas, pintores e artesões que ficam trabalhando ali até de noite, com iluminação fraca e improvisada, não precisam de um pingo de carisma pra vender sua arte.

afresco quebec city

quebec city night

As fachadas falsas de Québec são outra característica criativa. A ilusão que as pinturas causam são tão fortes, que acho que a gente só percebe por causa do humor e do surrealismo de algumas delas. A maioria está na cidade baixa, que pode ser acessada por um funicular ou por caminhada - boa caminhada aliás, porque o desnível é grande. Ali embaixo, ao redor do Quartier Petit Champlain e da Place Royale, fervilham as lojinhas e docerias com mesas na calçada. De tanta subida e descida, comi onde pude e sem peso na consciência. Depois disso, uma tarde no Musée de la Civilisation é recomendada.

No porto, assisti aos dois dos espetáculos mais indescritíveis da minha vida: o Cirque du Soleil - pelo menos uma vez na vida, é tão obrigatório quanto um jogo no Maracanã -, que estava apresentando o OVO, espetáculo conceituado, em grande parte, no Brasil. A trilha sonora tinha algumas levadas que lembravam forró e eram cantandas em português, aí dava vontade de cutucar a mulher do lado e falar: - Legal né? Isso aí é de lá de onde eu venho.
O outro, chamado The Image Mill, é absolutamente único. Existe uma fábrica no porto, que durante o dia parece uma cicatriz na paisagem. Gigantesca, feia, cinzenta... horrível. Acontece que um diretor de arte maluco bolou um show noturno, capaz de unir projeção de imagens aproveitando a forma dessa fábrica com sons e luzes que reverberam por todo o porto, quase te fazendo entrar no espetáculo. Numa boa, não vou conseguir explicar, dê uma olhadinha neste vídeo aqui. Quem estiver no Québec do dia 22 de junho até 31 de julho, vai poder ver. E é de graça.

No próximo post: Fora das Muralhas

Veja também:

Prejuízo à vista pra São Paulo

http://www.theglobeandmail.com

Apareceu a notícia do veto do Morumbi, não só para a abertura, como para qualquer jogo da copa. Agora, qualquer planejamento de infra-estrutura para São Paulo está ameaçado. Parece muito drama, né? Mas veja o Expresso Aeroporto de São Paulo para Guarulhos, por exemplo: era pra ser inaugurado ainda este ano.

Incluído nos compromissos assumidos para faturar uma vaga de cidade-sede da copa de 2014, o trem deve sair bem em cima da hora - assim como o de Johannesburg, inaugurado 3 dias antes do jogo de abertura -, se sair. Bem na base do "antes tarde do que nunca", ainda estava acreditando na força do evento para que não ficasse só no papel. Mas e agora, se não houver copa em São Paulo? De acordo com este mapa, do site oficial do plano de expansão metroviária da cidade, a linha está lá, "em projeto".

Em projeto, também, está um novo aeroporto, que seria construído em Caieiras. Não é má idéia, já que Congonhas e Guarulhos estão operando acima da capacidade e Viracopos vai chegar lá em pouco tempo, com o crescimento rápido da Azul e os novos vôos da TAP que se iniciam em julho. Fica a expectativa de que ainda haja interesse privado em colocar dinheiro no tal trem pois, com a concorrência de outro aeroporto, a linha terá o apelo comercial diminuído.

Fora isso, a linha amarela do metrô, essa que está linda, mas operando bem marromeno, pode sofrer mais adiamentos. Ela só vinha tendo prioridade porque era o transporte público prometido até o Morumbi, apesar do desenho da linha estar pronto há cerca de 10 anos. Se vai ser na abertura com o Piritubão ou no papel de coadjuvante com a Arena Palestra, tanto faz. Só espero que São Paulo não perca a última chance de se tornar realmente uma gigante.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Já pra Espanha!

Olha lá que sacrifício deve ser esse vôo
http://batest3.blogspot.com

Nenhum site de busca de passagens está achando e nem a própria companhia está divulgando como deveria, mas... temos Rodrigo Purisch, do Aquela Passagem. Ele espalhou hoje pra todo mundo que, quem estiver disposto a fazer uma conexão em Doha, pela Qatar Airways, pode chegar a Madrid ou Barcelona pagando cerca de US$ 350,00, com taxas inclusas. As melhores tarifas estão pra quem tiver disponibilidade de viajar ainda em junho, mas viajantes de julho ainda pegam preços irrecusáveis na faixa dos US$ 600,00.
ps: Ah copa do mundo, você realmente atrapalha minha vida!

Veja também:
- Vôos baratos para Madrid

domingo, 13 de junho de 2010

Fico cego com esse negócio de Copa do Mundo

http://huffingtonpost.com/
Hoje de manhã, quando acordei cedo pra ver Eslovênia e Argélia me dei conta disso. É tipo um expediente, mesmo eu estando de férias. Tudo é planejado em segundo plano. Não dá pra marcar nada quando tem jogo, nem que seja na hora de Honduras e Suíça. Interessante que nos jogos horrorosos, como o de agora de manhã, começam a vir umas divagações sobre a copa e tudo que ela transmite sobre o momento do mundo. Há apenas oito anos, por exemplo, o evento era no Japão, terra da tecnologia, e as placas de publicidade ainda não eram eletrônicas. Muito mais relevante que isso, é a quantidade jogadores naturalizados, como a própria Argélia, recheada de franceses descendentes de argelinos. Será que foram inspirados pela resposta de Zidane a Matterazzi, quando o genial francês filho de imigrantes argelinos, deixou claro o que acontece quando ofendem suas origens? E se as origens valem tanto assim, porque os negócios do futebol de seleções agora funcionam quase como nos clubes? Uma boa oferta e pronto, o cara está naturalizado.
Já reparou nos estádios novos? Caramba, cada um é um espetáculo a parte - nem precisa de jogo. Daqui a algumas centenas de anos serão os novos coliseus. Os guias dirão aos turistas: aqui o povo gastava seu dinheiro e sofria vendo seus milionários preferidos jogarem. As vezes até matavam e morriam por eles mas, no fundo, sabiam que era questão de afirmação pessoal e auto estima, pois não havia outra forma mais eficiente de sentir-se parte de uma grande nação que pudesse rivalizar com qualquer outra.

sábado, 12 de junho de 2010

Por do sol no Québec

Lévis, do outro lado do rio


Quem diria que, em Québec City, uma das atrações mais lindas é quase de graça? Como qualquer lugar de vocação essencialmente turística, os preços da capital da província também denominada Québec, não são muito agradáveis. Porém, pra ver o pôr do sol colorir a fachada cênica e colorida, não se gasta mais que 5 dólares canadenses.
No porto, pegue o ferry boat que faz o trajeto de um km para Lévis, do outro lado do rio.
Não vale ser muito em cima da hora. Primeiro porque os botes só saem de trinta em trinta minutos e, depois, porque chegando em Lévis ainda tem uma subidinha boa até os pontos panorâmicos.


de dia...
 escurecendo...
 escureceu

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Rossio, em Lisboa

http://www.etab.ac-caen.fr/

Esse é verdadeiramente o coração de Lisboa. O pedaço pra marcar um x e de onde partir pra explorar cada canto de uma das cidades mais conquistadoras do mundo. Neoclássica, Barroca, Pop. Nesta praça, tudo é história e tradição que não para de se renovar.

Pastelaria Suiça
http://blog.panrotas.com.br/

Lisboa às vezes parece não saber o tamanho que tem. Sua rede hoteleira é cheia de Madris, Zurichs e Romas, como se quisesse se engrandecer pelos nomes de sua nobre vizinhança. Curioso que, num desses estrangeirismos, está uma das instituições lisboetas mais deliciosas: uma pastelaria - lembrando que, em Portugal, pastel não tem nada a ver com pastel - com nome de Suíça faz doces portugueses de delirar, capazes de eliminar facilmente 3 horas de caminhada, repondo todos as calorias em poucas dentadas. Se atreva a perguntar do que algum daqueles doces é feito e os garçons uniformizados vão querer que experimente. Simpatia lusitana? Não dá pra dizer que não seja, mas é pura técnica de venda. Deviam copiar aquela mensagem dos salgadinhos da elma chips, mas adaptada: é impossível comer cinco só.

Hotel Internacional
http://images.channels.nl/

Este hotel de quase 90 anos foi erguido já de forma pretensiosa. Um prédio opulento, rebuscado bem à francesa, com 4 andares de quartos amplos. Como a própria Lisboa, teve sua fase decadente, até que foi reformado e reinaugurado em 2008 como hotel design. A fachada continua com os característicos arcos, mas lá dentro, cada um dos seus andares tem seu próprio tema na decoração, como África ou PopArt.

Teatro D. Maria II
http://www.etonweb.de

O mais antigo prédio da praça, de 1846, ainda sedia grandes peças e espetáculos. Muitas delas, inclusive, escritas por aqueles caras que cansamos de ouvir falar na escola, como Gil Vicente e Almeida Garrett. Se o trauma de ter sido obrigado a estudá-los ainda não tiver passado, faça pelo menos a visita guiada, que custa 6 euros e visite o café anexo à lateral do prédio.

Estação de Trem do Rossio
http://i.olhares.com

Fica praticamente na divisa do Rossio com outra praça, a dos Restauradores. De dia, é linda. De noite, não existe. A estação de comboios (trens) que vão a Sintra ostenta a inscrição Estação Central. Tão antiga quanto magnífica e de fazer inveja a templos e igrejas, a estação consome bastante tempo de quem gosta de
fotografar.

Veja também:
- Porto, em Portugal, é chance de conhecer a Europa gastando pouco
- O Porto está cada vez melhor
- Lisboa X Porto
- Hora da Janta em Portugal
 

domingo, 6 de junho de 2010

Pétalo, el guardián de tu retaguardia


Pegando onda no castelhano do post anterior, vai esse anúnico na plataforma de metrô da Cidade do México.

Copa Mundial de la FIFA Brasil 2014



Repare que estamos tratando da versão em português do site da FIFA, como o negrito do PT - ali no canto direito superior da imagem - mostra. Bienvenido, Blatter!




O que não dá pra perder em Orlando


Querido casal de amigos que vai aos EUA no fim do ano procura: o que não dá pra deixar de ver em Orlando em 3 dias? A considerar: são três dias inteiros, sem contar a data da chegada e da saída; é a primeira vez; não têm filhos; gostam de montanha-russa; querem fazer compras.


Dado o briefing, acho que um dos dias tem que ser mesmo do Magic Kingdom, afinal, aquilo é a Disney. Especialmente em uma turnê romântica como essa. A magia, o encanto e a atmosfera dos outros parques não chega nem perto. Disneymaníacos, agora vem a parte polêmica: estou errado se disser que o show de encerramento do Epcot, o Illuminations, deixa o Wishes, do Magic Kingdom, no chinelo? Os dois são lindos, mas aquele encerramento do Epcot é completamente sem limites - a hora que parece estar terminando, vem algo novo. Sem contar o tamanho daquilo tudo, completamente sincronizado - fogos, luzes, água, música e efeitos especiais.


O segundo dia pode ter emoções de outro tipo, com um pouco mais de adrenalina: Universal Studios e Universal Islands of Adventure. Existe aquele negócio de que quem gosta de montanha-russa tem que ir ao Busch Gardens, mas a cenografia e o encanto são tão fracos, que não sei se vale a pena numa viagem curtinha. Mesmo os dois parques da Universal feitos durante um mesmo dia, deixarão muito para a próxima visita. O inadiável são as montanhas russas do Hulk - que já sobe acelerada -, a Rip Ride Rock it - sem protetor de ombro, você fica preso por uma trava por cima da cintura - e a Duelling Dragons - dois trajetos entrelaçados que quase se encontram em alguns trechos - , que está recebendo ajustes e deve trocar de nome, já que fará parte da ilha dedicada ao Mundo Mágico de Harry Potter. Aliás, pelas primeiras fotos das reproduções do Castelo de Hogwarts e do Vilarejo de Hogsmeade, o negócio está ficando bom mesmo. Já pensou tomar cerveja amantegada em pleno Três Vassouras? Outro brinquedo lindo é o simulador dos Simpsons. Não só por ele próprio ser divertido e bem feito mas, porque da fila até a saída, a imersão no universo dos amarelados sem queixo é incrível. Esses parques fecham mais cedo (por volta das 6 da tarde, depende da época do ano), então dá pra aproveitar a noite para as compras. Os Outlets Prime e Premium, são pirantes. Tem que se controlar, mesmo não sendo comprólatra. Ambos tem hora pra fechar, então pode ser a salvação do bolso. Mas se quiser continuar a gastança,o WalMart - que lá é loja de departamentos, não supermercado - é 24 horas.

Quando inventaram aquele negócio que tamanho não é documento, era do Disney Hollywood Studios que estavam falando. O menor parque da Disney é a chave de ouro para o terceiro dia. Toda a caracterização é tão linda e impecável, que um dos brinquedos principais do parque é um elevador que despenca - tipo Turbo Drop do Playcenter - e ninguém acha ruim. A Tower of Terror tem um enredo bem bolado, direção de arte ultra-trabalhada e a expectativa que vai sendo criada ao longo da atração antes da queda é 90% da graça. Ainda tem a montanha russa no escuro do Aerosmith, com direito a looping, e classiqueiras como o E.T. e o show de dublês do Indiana Jones. De noite, a iluminação do parque o torna ainda mais especial, principalmente perto do Natal. Os três dias mágicos pedem um encerramento com estilo: no Universal CityWalk, uma espécie de shopping a céu aberto com neons para todo o lado, está o maior Hard Rock Cafe do Mundo.

Ficou faltando algo que dá pra encaixar ou substituir?

Veja também:
- Orlando com tudo pago
- As luzes e o natal da Disney

quinta-feira, 3 de junho de 2010

100 posts depois


100 posts, 7 meses e 6864 visitas de 48 países depois, ainda estou adorando esse negócio de escrever. Nunca é demais agradecer. Afinal, se não fossem todos - os 3 -  leitores frequentes deste blog - contando minha mãe -, não ia ter graça. Valeu gente!
Devo dizer que me surpreendi com todas e cada uma das coisas que me aconteceram por conta disso aqui, desde a visita única vinda do Senegal até as pessoas que acabei conhecendo. Coisas super simples que fazem toda diferença. Assim como a chegada ao aeroporto em cada empreitada, quando dá aquele friozinho da TPV - tensão pré viagem - e por alguns instantes, nem acredito que estou lá.
O acontecimento bacana do dia é que agora o conteúdo do Esvaziando a Mochila também está sendo publicado no TravelAvenue.com, um novo portal internacional de viagens que reúne artigos de blogs do mundo inteiro. Uma pena que ainda não haja tradução, então fica complicado saber o que os alemães e os chineses pensam a respeito do mundo. Reflexões bestas a parte, vale a pena dar uma olhada!

De coração, obrigado!