quinta-feira, 29 de julho de 2010

Onde tem um pub em São Paulo?

http://www.chicagopartyplaces.com

É difícil de encontrar algo difícil de encontrar por aqui. Por mais estranha que seja a expressão, acho que cabe em São Paulo, já que a cidade tem de tudo. Ou não é bem assim?

Estávamos esses dias, numa dessas filosofadas de boteco, refletindo sobre os pubs de sampa. Não pela qualidade dos bares - como o All Black, o Finnegans ou o O'Malley's - que são todos ótimos e não ficam atrás de nenhum outro bar chique. O problema está no conceito. Entrada paga? Música ao vivo? Certas adaptações quebram a expectativa. Não estamos no Reino Unido e nem somos a população mais intimista do mundo, ok. O fato é que na noite da cidade mais cosmopolita e diversa da América Latina, ainda não achei um pub de verdade, daqueles onde o balcão ocupa metade do espaço e os sofás ficam em volta de mesas minúsculas onde só cabe a caneca. Habitantes, visitantes, aliens: onde tem um pub em São Paulo?

Veja também:
- São Paulo: onde comer bom bacalhau
- São Paulo: pra gostar de comida japonesa
- Vila Mariana, a vila sem multidões

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Como chegar ao Neuschwanstein, o castelo que inspirou até Walt Disney


Munique é deliciosa e cheia de bate-voltas. Um dos mais encantadores é, sem dúvida, a visita ao vilarejo de Hohenschwangau e o castelo Neuschwanstein ou, em português, Rórren-chuangau e nói-chvan-chtáin. Alemão adora contração: essas três palavras que se juntam pra dar nome ao castelo significam simplesmente colina do lago dos cisnes.

Fundado nos alpes, na divisa da Alemanha com a Áustria, é um cenário quase imaginário. Ludwig II, o rei louco do antigo reino da Baviera que ordenou a construção, imaginou mesmo algo tão suntuoso e caro que, até hoje, não foi concluído. Ele acertou em cheio, mesmo, na escolha do cenário: as montanhas, os cisnes nadando no lago transparente e a vilinha lá em baixo, parecendo uma maquete. Não é a toa que Walt Disney se inspirou principalmente na Baviera para criar vários dos ambientes de seus parques em Orlando, incluindo o castelo da Cinderela, no Magic Kingdom, que tem vários detalhes roubados do Neuschwanstein. Disney, você era bom, meu velho, mas essa tomada aqui, parque nenhum vai conseguir reproduzir.

 upload.wikimedia.org

Chegar lá por transporte público a partir de Munique é fácil. Custa menos que tours oganizados e os horários podem ser mais convenientes. Primeiro, é preciso tomar um trem até Fussen, a cidade mais próxima do destino. Compre a passagem na estação principal - de trens, metrôs, e trens metropolitanos - de Munique, a Hauptbahnhof. Custa aproximadamente 46 Euros ida/volta e é melhor garantir na véspera do passeio. Depois de duas horas, o trem chega a Fussen e todo mundo desembarca. Siga o fluxo - a maioria do pessoal está indo pro castelo e vai entrar num ônibus que você tem que entrar também pra percorrer os 5 km que faltam. 4 Euros de ida e volta no busão.

 
Se conseguir um lugar no lado esquerdo deste ônibus, é possível ver o castelo lá no alto, encaixado no meio das rochas. Os ingressos para os dois castelos - além no Neuschwanstein, o principal, ainda há o próprio Hohenschwangau - só podem ser comprados no próprio vilarejo, numa bilheteria que é fácil de ser localizada, já que a vila é bem pequena. Saem por 17 Euros, se comprados em conjunto.

Informações úteis:
- Tempo = dia inteiro
- Dinheiro = 67 euros
- Apesar dos páteos dos castelos estarem abertos e livres para serem explorados, o interior só pode
ser visto em visita guiada
- Além dos dois castelos, Hohenschwangau tem restaurantes de ótima comida bávara e cerveja em canecas de litro
- Isso tudo não vale para o inverno, pois os itinerários sofrem muitas alterações durante a época de neve


Veja também:
- Munique a qualquer hora
- Mais Berlim

sábado, 24 de julho de 2010

Viajar sozinho, que tal?

 

Vamos lá, livre-se do senso comum: viajar sozinho é possível. Por mais que pareça indicado apenas para um momento mais reflexivo, fuçar por aí by yourself pode ser tão bom quanto acompanhado. Se faltar alguém pra compartilhar a vista do pôr-do-sol ou pra ir pra noite, é bom lembrar que, mesmo sozinhos, não somos invisíveis. Tem muita gente nesse mundo.

Se estiver a fim de papo, converse; se não, não tem problema. E aí está a grande diferença: tudo acontece no seu ritmo. Não tem quem leve, quem busque, quem comece, quem sugira, quem nada. Alguns dias podem parecer mesmo uma prisão nos seus sentimentos mas, também, uma sensação de liberdade impagável. Só não deixa de ser auto-conhecimento, nunca.

Estar sozinho no desconhecido é pagar mico no restaurate esperando o garçom no self-service, fazer papel de bobo na catraca do metrô até descobrir como ela funciona e ser o fotógrafo oficial das famílias - "enquadra nós sete e com a cidade inteira ao fundo, ok? Isso. Mas tira mais uma pra garantir."
É estar sempre no marco zero e recomeçando, negociando com taxistas, pedindo informações sobre caminhos, dizendo seu nome novamente e se adaptando a novos quartos - que serão nossas casas por um tempo. Às vezes, essas casas são tão malacafentas, que comprovam o quão realmente gostamos de estar naquela cidade, mesmo dormindo numa espelunca. Nunca somos ninguém - quando a recepcionista já consegue associar nosso rosto a um nome, já é hora de partir. Nada demais porque, afinal, também não conhecemos lugar algum, pois todo lugar sempre tem algo mais para mostrar, incluindo os que já estivemos e até onde moramos.

É achar que fala espanhol quando lê, repensar essa posição quando escuta e perceber que está completamente enganado quando tenta falar. É julgar tudo e todos em uma primeira impressão e derrubar a tese no dia seguinte, com uma segunda. E não sossegar enquanto não tiver uma conclusão, mesmo que seja parcial ou precipitada. Viajar sozinho é sentir saudade de um gosto familiar, fazer Mc'Agada e lembrar, imediatamente depois, que a graça da brincadeira é saborear o mundo lentamente, a la carte. Se for rodízio, então, melhor ainda, que assim dá pra repetir o que a gente gosta.

Veja também:
- Pra onde agora
- Estranhices e curiosidades do mundo viajístico
- Viagem, um bem intangível

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Mercadão natureba

mercado municipal curitiba

Mercado não enjôa. Pode ser a décima vez que você vai praquele lugar e não sabe que gosto novo quer experimentar - mercadão? sim, por favor. Tudo bonito, fresco, farto. Mesmo os nem tão agradáveis são, no mínimo, autênticos.

praca alimentacao organica

O Mercado Municipal de Curitiba, no entanto, tem um negocinho diferente que tem absurdamente a ver com a cidade: uma praça de alimentação só de orgânicos. Se fosse em outro lugar, acho que já teria pensado: que idéia! Mas em Curitiba ficou ainda mais bem encaixado. Alguém consegue imaginar uma capital brasileira onde esta idéia poderia ter caído melhor? Eu não sou lá muito fã de granolas e carne de soja - prefiro uma picanha, um pernil, uma gordura trans... algo mais cancerígeno. Talvez, se na hora eu contasse com o Marcos e a Carol, consultores de assuntos naturebas, eu tivesse a chance de arriscar alguma coisa - tipo o chá branco com lichia que eles me fizeram viciar nesse outro dia que fomos ao japonês.

curitiba organica

Existem alguns projetos em que a idéia é excepcional e a execução nem tanto: não é o caso. Está tudo muito atraente e bem mantido. Tem um projeto de identidade visual forte, bem clean e que conecta todos os boxes dessa área do mercadão. Quase criei coragem de tomar uma cerveja orgânica. Por enquanto, ficou só pela admiração.

Praça de Alimentação Orgânica
Mercado Municipal de Curitiba
Avenida Presidente Affonso Camargo
(em frente a rodoferroviária)

Veja também:
- Além de tudo, Curitiba é um exemplo
- Upgrade no busão
- Serra Verde Express, o trem de Curitiba

domingo, 18 de julho de 2010

Além de tudo, Curitiba é um exemplo

Uma vez recebi por email um mapa do mapa do Brasil, segundo a perspectiva de habitantes de vários estados. Essa aqui era a visão do paranaense.


O humor é bom. Tão irreverente quanto o regionalismo exagerado de diversas partes do Brasil. Brincadeiras a parte, se repararmos bem, esse desenvolvimento que enche o ego do paranaense faz sentido, mesmo. A população de Curitiba é um grande exemplo. O curitibano dá valor ao que é público. Medidas de sustentabilidade, como a coleta seletiva para reciclagem, junto à cooperação de uma população que sente orgulho de onde mora, resultaram numa metrópole de ruas limpas, praças bem conservadas e desperdício reduzido. Isso é respeito - eu limpo e você não suja. Independe de naturalidade ou localização. Não é a Europa, não. É a diferença entre apenas gostar da cidade onde se mora e ajudar a cuidar dela.

calcadao curitiba

curitiba centro

Uma caminhada pelo centro não poderia ser mais convidativa. O primeiro calçadão brasileiro - Rua XV de Novembro - ainda é um dos mais bonitos. Leva e traz gente de todo tipo, incluindo estrangeiros que fazem o walking tour gratuito que passa pelo Largo da Ordem e o Setor Histórico. Arborizada e vívida, Curitiba é bonita a ponto de trair nosso instinto de brasileiro preocupado com segurança. Não custa nada ter um insight de vez em quando pra verificar quem está por perto.

arquitetura curitiba

largo da ordem

Modelo de transporte pelo pioneirismo na implantação do BRT - Bus Rapid Transit, sistema de ônibus em que circulam em corredores exclusivos e a passagem é cobrada ainda na estação - a cidade sofre muito menos com o trânsito que outras do mesmo tamanho, apesar do grande número de veículos particulares. Inspirou as reformas dos sistemas de mobilidade urbana de Santiago, Bogotá e Istanbul, entre outras. A falta de marcos turísticos de porte convincente também é de outra época: o olho do Museu Oscar Niemeyer é um símbolo nacional sob a assinatura inconfundível do arquiteto mais famoso do Brasil, enquanto a estufa do Jardim Botânico torna-o mais emblemático até que o do Rio.

museu oscar niemayer olho

estufa jardim botanico

A noite curitibana é bem representada no Batel - uma volta pela Praça Espanha, Avenida Vicente de Machado, Rua Cel Dulcídio e outras do agora chamado Batel Soho, desperta a vontade de experimentar um pouco de tudo e sem pressa. No japonês Ippon, um salmão ao molho de maracujá serve como tira gosto no rodízio e, escondido na simplicidade do Don Kebab, um kebab tão crocante e recheado quanto poderia ser.

Gente bonita, educada, receptiva. Qualidade de vida a qualquer hora do dia em uma cidade modelo que está longe de ser sem graça. A tal ostensividade de Curitiba é uma generalização que, como todas, caiu mal. Serve pra quem acredita que o carioca é folgado, o paulista estressado e o baiano é lerdo.

Veja também:
- Upgrade no busão
- Serra Verde Express, o trem de Curitiba

sábado, 17 de julho de 2010

Upgrade no busão


Escolher um feriado ou fim de semana pra viajar de avião inclui na programação trechos de R$ 300,00 que, dificilmente, ultrapassariam R$100,00.

No último dia 8, fui pra Curitiba. Não lembrei que era feriado em São Paulo porque estava de férias. A genética de paulista é que me levou diretamente pra data com mais filas. Não pego estrada dirigindo, o preço das passagens aéreas as colocou fora de cogitação e aí restou o ônibus. Leva mais tempo pra chegar e, durante o trajeto, faz toda diferença conseguir dormir pra não chegar arrebentado no hotel e desperdiçar um dia. Ainda mais em um feriado, que é tão pouco tempo. Mas, caramba, a rodoviária de Curitiba é colada no centro e pertíssimo do Batel (é lá que muita coisa acontece) e as burocracias de rodoviária são quase nenhuma. Solução: Peguei ida e volta em leito, no horário noturno.

No total, custou menos que um só trecho aéreo, dormi que nem criança, não houve necessidade de gastar com táxi e, com a diferença, deu pra bancar um ótimo quatro estrelas - Slaviero Palace - com um baita café da manhã e essa vista aí de cima. Vale a pena ceder em algumas coisas pra conseguir outras, não?

Veja também:
- Viagem de fim de semana

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Serra Verde Express, o trem de Curitiba

ferroviaria curitiba

A Serra do Mar brasileira tem um trecho interessantíssimo no estado do Paraná: a porção de mata atlântica que fica entre Curitiba e o porto de Paranaguá que pode ser atravessada de trem. A ferrovia desce os quase 1000 metros de altitude entre as duas cidades por pontes e penhascos mostrando, além das belezas naturais, as marcas da dificuldade que foi conceber um projeto tão difícil há mais de 100 anos. Ainda há ruínas das empresas que tentaram se instalar nos entornos da linha e das moradias dos trabalhadores - muitos dos quais morreram durante a obra.

serra verde express

trem curitiba

serra do mar parana

Sem a pretensão de ser meio de transporte, o Serra Verde Express é um dos maiores apelos turísticos de Curitiba. Passeio recomendado para o dia inteiro, o trajeto leva de três a quatro horas para chegar em Morretes, uma cidade bem simpática no meio do caminho até Paranaguá, para onde o trem só prossegue aos domingos. Um guia turístico acompanha cada vagão, contando histórias sobre a linha, o estado do Paraná e sua capital, sempre focando a sustentabilidade ecológica. Há quatro classes de vagão: econômica, turística, executiva e luxo - enquanto os vagões das três primeiras saem juntos, as 8:15 da manhã, a litorina de luxo sai as 9:15 e opera apenas aos fins de semana. Apesar da diferença significante de preços, lembre-se que a classe interfere diretamente no passeio pois, neste caso, a rota importa mais que o destino. Sorte também é indispensável - escolhi executiva e olha só o meu vagão:

vagao serra verde express

O vagão de trás também era da executiva, mas...

trem curitiba

O guia disse que isso era normal, pois os critérios de classificação de classe eram os tamanhos das janelas e o serviço de bordo.

morretes

Muitos túneis e represas depois, o trem para na estação de Morretes. Apesar de estar no meio do caminho entre o litoral e Curitiba, o clima de interior paranaense é muito mais evidente, daí. Como o trem opera em horário único, a chegada é um pouco conturbada. Já passou do meio dia e o pessoal, que acordou cedo, sai correndo para os restaurantes pra rangar o famoso barreado: uma mistura de farinha com carnes desfiadas pelo longo tempo que ficam em cozimento. Se o nome não é de abrir o apetite, o sabor é fantástico - ainda vem acompanhado de peixe e frutos do mar.

artesanato morretes

centro morretes

Quase todos os restaurantes têm a mesma receita e uma bela vista do centrinho da cidade, o que pode fazê-los lotar rapidamente. Vá no contra fluxo: visite primeiro as lojinhas, as feiras de artesanato e faça uma caminhada pelas bela pontes sobre o Rio Nhundiaquara para, depois, almoçar com calma.  Na volta, a rodoviária de Morretes tem ônibus frequentes para Curitiba - por cerca de R$ 12,00 - que fazem o trajeto em pouco mais de uma hora.

pontes morretes

Informações úteis:
- As passagens são compradas diretamente na Rodoferroviária de Curitiba e podem ser adquiridas com antecedência;
- Há agências de turismo na própria ferroviária que vendem pacotes de ida de trem, almoço em Morretes, esticada até Antonina e volta para Curitiba de van;
- Pra quem vai voltar de ônibus, é bom providenciar a passagem na rodoviária de Morretes logo que chegar. - Os lugares enchem rápido.
- Site oficial da linha: http://www.serraverdeexpress.com.br/

sábado, 10 de julho de 2010

A Pátria de Chuteiras, em Curitiba

camisa roberto baggio
Camisa usada por Roberto Baggio quando perdeu o pênalti contra o Brasil, na final de 94

Futebol é o assunto de momento,  amanhã a copa termina e, antes que isso aqui vire um blog sobre esportes, uma última dica boleira: em Curitiba, a exposição A Pátria de Chuteiras vai só até domingo, 18 de julho. A mostra, que reúne peças originais usadas por jogadores que marcaram época, está no Memorial de Curitiba, no Setor Histórico, e é gratuita. Uma bola usada na primeira Copa do Mundo - em 1930 -, a camisa de Beckenbauer na semifinal de 70, uniformes da União Soviética e da Alemanha Oriental - copas de 58 e 74, respectivamente - são algumas das mais encantadoras. O ápice fica por conta de duas peças que estão quase lado a lado: uma camisa 2 e uma 10. A 2, ainda com a inscrição 100% Jardim Irene, foi usada por Cafu pra levantar a taça em 2002; já a 10, não foi usada por Pelé e sequer é amarela - Roberto Baggio, última cobrança dos pênaltis que decidiram o tetra do Brasil em 94, nos EUA. Imperdível para qualquer fã.

camisa beckenbauer
Beckenbauer, semifinal de 70

camisa alemanha oriental
Camisa da Alemanha Oriental - República Democrática da Alemanha - em 74

camisa cafu penta
Cafu, final de 2002

camisa zidane
Este 10 acabou com a gente, mas não foi com essa camisa

baggio 94 curitiba
Este outro nos deu muita alegria... mas exatamente com essa camisa.

Veja também:

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vila Mariana, a vila sem multidões

Don Pancho, ótimo mexicano na Vila Mariana - http://vejasp.abril.com.br

A noite de São Paulo é espalhada e concentrada ao mesmo tempo. Não precisa ficar escolhendo pontualmente aquele bar, aquele restaurante ou aquela balada. Eleger aquele bairro é suficiente. A missão só se torna um pouco mais difícil na hora de estacionar o jegue e achar um lugar que não esteja lotado. A Vila Olímpia, rainha dos open bars, parece mais agitada nas filas enormes do que dentro das casas, que colocam gente suficiente pra se certificar que você não vai chegar ao balcão de bebidas mais de 3 vezes.

Simpática como sempre e mais descolada que nunca, a Vila Madalena é a mais gostosa pra andar a pé e dar uma geral antes de escolher onde ficar noite adentro - o SoHo de São Paulo, já que está na moda comparar o bairro cultural e boêmio de cidades grandes ao original de NY. Apesar de bem menos lotada que a Vila Olímpia, enche aos fins de semana.

Saindo da toca há poucos anos e despontando muito bem, a Vila Mariana é a mineirinha. Sem alarde, sem problemas pra estacionar nos entornos e, mesmo agora, que não é mais um bairro frequentado só por locais, as filas são praticamente inexistentes. A última grata surpresa foi o Don Pancho, restaurante mexicano aberto há poucos meses (Joaquim Távora, 1315). Ambiente delicioso e um rodízio incluindo tacos, burritos, enchiladas e outras delícias mexicanas apimentadas à vontade por R$ 32,50 por pessoa, que podem ser muito bem acompanhados por uma cerveja mexicana ou tequila. Fora da Joaquim Távora, o eixo principal dos bares, vale a pena fuçar mais nos cruzamentos. Na esquina com Rua Áurea, o Bar da Vila (Rua Áurea, 365) é menos modista e, um pouco mais escondido, o espremido Vila Milagro (Rua Áurea, 313) tem pizzas quadradas originais e bem servidas. O mais interessante para os visitantes: o bairro está servido por duas estações de metrô - Vila Mariana e Ana Rosa - e muito perto do Aeroporto de Congonhas.

Veja também:
- Em São Paulo: pra gostar de comida japonesa
- São Paulo, por comissárias de bordo de várias companhias aéreas
- De onde vêm os ET's?
- Onde comer bom bacalhau em São Paulo
- Estranhices e curiosidade de mundo viajístico

terça-feira, 6 de julho de 2010

Croácia, Caxambu, Nordeste e mais

Tenho impressão que o ritmo de posts dos blogs que eu leio ficou mais devagar depois de sexta. Será que a tristeza da eliminação pegou em cheio os blogueiros? Fiquei num bode terrível até o dia seguinte, aí os 4x0 foram bem aliviantes.




Das coisas mais legais que li ultimamente, me surpreendi muito com os relatos da Lu Malheiros - Dividindo a Bagagem - e da Camila - Viaggiando - sobre Caxambu, uma cidadezinha de Minas Gerais que eu nunca tinha ouvido falar. Como acho que as duas mandam muito bem, sou suspeito pra falar, mas fiquei com muita vontade de ir fuçar lá no Circuito das Águas.


Parque Nacional Jeannette Kawas, Honduras - http://www.blogvambora.com.br

No Vambora! , da Guta, uma sére de mini-dicas sobre os países participantes da Copa está inspiradora pra quem não decidiu o próximo destino, especialmente as que tratam de países menos explorados como Costa do Marfim ou Honduras. As fotos que ela escolhe pra acompanhar os posts, aliás... não interessa se você acabou de filar uma feijoada, vai dar fome.


É mais ou menos como a rota do Rodrigo - Uno em Cada Lugar - com a família pelo nordeste: só rango ruim e praia feia, né Rodrigão? Ficou tão zen que esqueceu de verificar se tinha berço pro bebê na pousada.

Dubrovnik, Croácia - http://drieverywhere.net/

E estou adorando, também, a rota classuda da Dri - DriEverywhere - pela Croácia. Os relatos dela, além de ter imagens lindas, são acompanhados de uma divertida dose de stress, que rende até alguns upgrades em quartos de hotel.

sábado, 3 de julho de 2010

Comemorre o vitórria do Alemanha sobrre o Argentina com os melhores cervejas fabrricados no Baviera

 Augustiner, mas no biergarten da Paulaner

To pra ver o dia que a uma cervejaria alemã resolver abrir uma filial aqui no Brasil. Nós, que já curtimos um chopp a valer, vamos facilmente dobrar o tamanho da cintura. Munique, a capital da Baviera, é um crime contra as academias. Todas as sedes das fabricantes das melhores cervejas de trigo do mundo estão lá e, pior ainda, espalham centenas de quiosques - biergartens - por todo lado pra apreciadores de uma autêntica cerveja de trigo se esbaldarem em canecas de um litro ou tulipas de "apenas" 500 ml. Bem mais concentrada e saborosa, as cervejas de trigo são o alimento líquido dos alemães - que fiquei sabendo, há pouco, tiveram que engolir a horrorosa Budweiser na Copa de 2006, porque é uma das patrocinadoras oficiais da FIFA.
Fiz questão de provar cada uma delas na fábrica, pra saber se o gosto era diferente antes dos processos de exportação. O resultado é que, no Brasil, vale a pena experimentar - e re-experimentar - cada uma delas. Na Alemanha, é só decorar uma frase e você não passa fome: ein weissbier, bitte!

Franziskaner
Se quiser beber em casa mesmo, é fácil de encontrar em redes de supermercados. Hoje, o grupo que administra os negócios da Franziskaner é a InBev, o mesmo que cuida das marcas Skol e Brahma.

Paulaner
Uma das mais servidas durante a Oktoberfest, tanto de Munique, quanto de Blumenau.

Hofbrau
A mais divertida de tomar in loco. A sede, Hofbrauhaus, era a cervejaria real do estado da Baviera, quando este ainda era um reino independente.

Erdinger
Minha preferida. Felizmente, facílima de ser encontrada no Brasil.


Veja também
- Munique a qualquer hora
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