quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Barateie sua viagem cuidando da logística


Dê um cuidado especial ao planejamento do seu transporte na próxima viagem. Sem ter conhecimento algum em estatística, andei percebendo que qualquer viajante de orçamento limitado consegue tirar uns 30% da conta final ou gastar com algo mais interessante que táxis.

1 Comprar passagem aérea com antecedência mínima de um mês. Para passagens internacionais a partir do Brasil, garantir o ticket com dois ou três meses vai, além de barateá-lo, organizar o orçamento da sua viagem. Esperar uma promoção de última hora é bem arriscado, visto que a maioria de nós, mortais, temos uma penca de compromissos com dias e horários certos. Se estiver com dias disponíveis, evite fins de semana e comece procurando passagens para viajar de terça, quarta ou quinta. São os que tem menos demanda, portanto mais fáceis de achar e mais em conta.

2 Transporte público eficiente é tudo de bom. Nada como poder gastar dois, três ou quatro e evitar pegar uma carona que cobraria vinte, trinta ou quarenta. Em várias cidades, principalmente no primeiro mundo, cartões pré-pagos que dão direito a toda rede de transporte são uma mão na roda. Onde o transporte for precário ou não existir, mapeie a visita por áreas.

3 Verificar se os bate-voltas podem ser feitos sem ser por meio de excursão. Agências costumam prezar quantidade, não qualidade. Então, pra dar tempo de passar correndo por tudo, pode ser que só dêem uma passadinha naquele lugar que você queria entrar. Optando por linhas regulares de ônibus ou trens, o preço cai e você faz tudo no seu ritmo.

4 Em datas de pico, passagens de ônibus não inflacionam - ou não inflacionam tanto quanto as aéreas. Nove horas em um bom leito de um trecho feito durante a madrugada não são nenhuma tortura.

5 Cartões que combinam atrações, como o City Pass (Disponível para Nova York, Toronto, São Francisco, Chicago, etc) são ótimos numa primeira visita. Barateiam os ingessos de atrações turísticas e ainda livram de filas. Lembrando que é bom verificar o custo benefício e ver o que realmente está incluso - como aquela área daquele museu ou aquele piso panorâmico do edifício tal - e ter certeza de que vai dar tempo de aproveitar tudo dentro do seu tempo.

Veja também
- Afinal, quando vale  a pena viajar de pacote?
- Vouchers: mais uma desculpa pra viajar pelo Brasil
- Relatos sobre os piores hotéis do mundo
- Upgrade no busão
- Descubra o que vai comer no avião
- Terapia instantânea pra quem tem medo de avião

sábado, 25 de setembro de 2010

Dia 30/09: Google Street View do Brasil

http://codigodaweb.blogspot.com

Parece que agora vai! Dia 30, quinta feira, estréia o Google Street View do Brasil oficialmente. Enquanto não se mapeiam todas as cidades que serão sedes da Copa do Mundo 2014 - que é a meta oficial do Google - , Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro já poderão entrar nas fotos das suas cidades.

No começo do ano, muita gente viu os carros do serviço percorrendo as ruas dessas capitais com a aquela câmera esquisitona armada no teto. Alguns screenshots vazaram e a opção Street View do Google Earth chegou a ficar disponível por algumas horas no mapa do Brasil. No entanto, não se sabe se foi realmente um vazamento ou se foi proposital, já que não houve pronunciamento oficial.

Minha maior curiosidade é: até onde conseguiram mapear esses lugares. Se em alguns países a polêmica foi com os governos - como Portugal, Alemanha e Suíça -, que não queriam tornar suas urbes um livro aberto, creio que a nossa vai ser justamente nos lugares onde o governo não chega. 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Viajar de novo


"Minha filha poderia ter um carro bom, poderia estar investindo, mas só pensa em viajar". Eu escutei isso hoje de um cliente e tive duas vontades - ambas foram reprimidas. Como nada se perde, tudo se transforma, elas acabaram virando energia que me deram vontade de escrever, que deu nisso daqui. A primeira foi de conhecer a tal da filha. A segunda era perguntar pro paizão se ele conhecia uma forma de investir tão rápida e garantida quanto viajar: uma semana, que seja, longe de casa, já dá retorno pra vida inteira.

Quando você vai a um lugar onde já esteve, por exemplo, não é essa a primeira impressão que dá. Claro. Não é a primeira impressão, afinal. A chegada influencia bastante - de avião, a cidade é de um jeito, de carro é de outro, de barco, de trem, de bicileta...
Ou então é o hotel em outro bairro, o aeroporto reformado, quem sabe? Tudo que mudou durante os anos sem sua visita vêm a tona, mesmo que tenha passado despercebido pelos habitantes que viram tudo ocorrer no ritmo do cotidiano. Tudo igualmente diferente.

Ir é sempre bom, pra explorar mais a fundo ou completar o basicão. Seja pra um destino no auge, como Bogotá, ou pra um que um que renasce, como Ouro Preto. Voltar é ainda melhor, pra ver que Paris não é só uma torre, ou que a África do Sul não é só safari. Para se questionar por que não há favela num país como os EUA, para descobrir que Teresina tem metrô, para saber que Bahia com letra maiúscula só tem uma. Talvez uma segunda chance ao que não nos agradou de primeira, talvez pra repetir tudo de novo o que foi tão bom. Acho que enquanto houver capacidade pra ficar ansioso antes do embarque em vez de reclamar do avião apertado, viajar sempre vai ser de novo, nunca de repetido.

Veja também:
- Pra onde agora?
- Viajar sozinho, que tal?
- Viagem, um bem intangível
- Mega

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dá pra fazer Orlando sem carro?

O transporte público de Orlando não chega a ser ruim, porque ele nem existe mesmo. Poucas e demoradas linhas de ônibus, o tal do trem elétrico tem um trajeto que vai de nenhum lugar a lugar algum e eles estão tão preocupados com isso quanto nós, brasileiros, com nosso time de baseball.

Orlando é o paraíso pra quem gosta de dirigir - tudo amplo, vias expressas com várias faixas, gasolina barata, estacionamentos gigantes e dificilmente há um engarrafamento. Pra fazer compras, então, nada melhor que poder acomodar todas as tranqueiras no carro.


Eu não sou muito fã de dirigir, não. Nem de compras. Minha salvação é que meu primo é fanático por carro e fez todo o driving durante a viagem. Das compras, não tive como fugir. O impulso não foi desejístico, mas precístico - e todo mundo precisa trocar de camisa e tênis um dia, né?

Numa viagem econômica à Orlando, o que se deixa de gastar por não alugar um carro é coisa entre US$ 180 - 250 por semana. Optando por ficar a pé, lembre-se:

- Tudo em Orlando é longe e os táxis saem caros
- Há hotéis que tem serviço de ônibus de e para os parques, inclusos nas tarifas de acomodação. Nos sites de reservas de hotel, essas facilidades estão descritas nos serviços oferecidos por cada estabelecimento.
- Há serviços de transfer no aeroporto para vários hotéis e regiões de hotéis, como a International Drive. As tabelas de preços, horários e locais de partida estão aqui.
- Para o Busch Gardens, que fica em Tampa - a cerca de 100km -, a Busch Entertainment oferece ônibus a US$ 10,00 com ida e volta inclusas. Pra quem comprar os tickets do Busch Gardens e do SeaWorld em conjunto, a passagem é gratuita. Reservas de assento são feitas pela Mears neste site aqui.

Veja também:
- Orçando: Orlando
- Orlando: o que não dá pra perder
- As luzes e o natal da Disney
- Afinal, quando vale a pena viajar de pacote?

sábado, 18 de setembro de 2010

Luggage tags da KLM

Mini post, quase uma twitada:

http://guardian.co.uk

De grátis! Nesse hotsite aqui da KLM, você cria etiquetas pra sua mala do jeito que quiser e eles ainda enviam por correio. Corre lá que acaba amanhã!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Informação lisboeta: a mais completa

http://www.rr.pt

Desses relatos, dessas histórias inusitadas que acontecem no meio da viagem, minhas melhores recordações são, com certeza, as de Portugal. Sou apaixonado por aquele lugar e não vejo nenhuma possibilidade de um caso como esse acontecer fora de lá:

Era meu último dia em Lisboa. Acordei um pouco baleado, mas fazer o quê? Último dia é último dia. Deixa pra ficar de cama quando voltar. Levantei, peguei as coisas e ia deixando a chave com a senhorinha simpática que ficava na recepção do hotel.

- Bom dia. Sabe se por aqui há alguma farmác...
- Bom dia. Qué có senhor tém?
- Eu? Como assim?
- Acordaste tarde. Tens saído mais cedo nós outros dias.
- Ah sim, acordei um pouco fra...
- Constipou-se! Prónto, prónto! Não vês que está a fazer muito vento? Diz lá qué mais que sentes.
- Nada demais. Um pouco de dor. Acho que resolvo rápido se for a uma farm...
- Próóónto, prónto. Constipou-se. Por qué cós brasilairos acham que nunca adoecem quando estão a
viajar? Vens que mostro a ti.

Fomos pra fora do hotel. Ela apontou pro fim da rua:

- Vês aquela árvore?
- Sim.
- Não. A outra. Mais pra ãli.
- Sim. Na calçada?
- Cómo?
- A árvore menor, certo?
- Sim, a mais pequena.
- Na outra calçada, certo?
- Próóónto, prónto. A mais pequena, nóutro passeio. A cã-u-ça-da, cómo se diz em brasilairo. Segues por ele. Estás a perceber um sinaleiro que diz "farmácia"?
- Sim.
- Não faças caso. Já não existe. O dono estava a resolver algo nó Algarve e nunca retornou. Não há mais ninguém. Há uma tasca que fica ao lado, mesmo ao lado. A melhor sande de Lisboa. Não que seja de grande frequência, entram lá certos tipos... mas come-se bem por cêntimos.
- Bom saber. Vou experimentar. Mas e a far...
- A de queijo é minha predilecta. Se calhar, com fiambre. Mas não muito. Qué que dizias?
- É que eu queria mesmo uma farmácia.
- Próóónto, prónto! Porqué que não perguntaste antes? Ó gajo que trabalha na tasca vive cá há um bucado e é certo quêle sabe onde há alguma.


Veja também:
- Porto, em Portugal, é ótima chance de ir à Europa gastando pouco
- O Porto está caa vez melhor
- Os caminhos de Lisboa
- O Rossio, em Lisboa
- Hora da janta em Portugal
- Guia de viagem em Portugal
 

domingo, 12 de setembro de 2010

Post pesadinho: setembro e suas tragédias

http://dailymail.co.uk/

Sobre 11 de setembro, você já deve ter tomado uma overdose hoje. Um dos eventos mais absurdos que se pode tramar, tanto quanto suas respostas. O cúmulo da ignorância. Só que não sei se é é coincidência - afinal, tragédias ocorrem em todos os meses - ou se setembro é mesmo um mês trágico.

Menos repercutida mundialmente, a história chilena também tem uma mancha que não coincide apenas no mês, mas também na data: o mesmo 11 de setembro, só que de 1973. Salvador Allende, então presidente, teve seu governo derrubado pelos militares em um golpe militar rápido e foi morto em pleno Palácio de la Moneda. Seu sucessor sim, ficou bem conhecido: Augusto Pinochet. Calcula-se que seu regime tenha sido responsável pela morte de aproximadamente 50 mil pessoas. O Palácio de la Moneda, em Santiago, era e continua sendo o centro político do Chile e, hoje, é aberto a visitações.

As Olimpíadas de Munique, iniciadas com a pretensão de serem os jogos mais pacíficos e integradores de todos os tempos, teve uma virada de mesa quando terroristas árabes invadiram o alojamento dos atletas israelenses. Alguns foram executados ali mesmo e outros, horas depois, numa tentativa da polícia alemã de armar uma emboscada para os terroristas no aeroporto. Era 1972, setembro. O predinho número 31 da Conollystrasse, em Munique, está fechado e tem uma placa em homenagem as vítimas.

Mais recentemente, na Rússia, as forças especiais têm fracassado um bocado: no resgate dos tripulantes do submarino Kursk - que afundou em 2000 - e no lançamento de gás tóxico que matou 129 civis em um teatro de Moscou, tomado por extremistas em 2002.
Em 2004, rebeldes chechenos mantiveram mais de mil reféns numa escola em Beslan e, após o terceiro dia de negociações, quando as forças especiais decidiram pela invasão, quase 350 pessoas foram assassinadas. Metade delas, crianças - setembro de 2004.

Aqui no Brasil, também temos o que lamentar. 29 de setembro é quando aniversaria o acidente da Gol, que matou 154 pessoas. Era o maior acidente aéreo da história da aviação brasileira, até então. Posteriormente, com os apagões aéreos e o acidente da TAM em 2007, percebeu-se que o buraco era muito mais embaixo e que a aviação brasileira precisaria de novos rumos.

Não que eu goste de ficar compartilhando coisas tão negativas, mas ô mesinho zicado hein...


Veja também:
- Vôos baratos para Nova York

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Continuando a pé por Montréal, a maior cidade bilíngue do mundo


Vieux Montréal
O slogan do Turismo de Montréal, Le Joi de Vivre, deve ter sido um dos mais fáceis de criar. A cidade é aberta, é convidativa e é linda - veja o vídeo oficial de divulgação da cidade e me fala se não dá vontade de teleportar pra lá. Pro bon vivant ou pro mochileiro, o centro velho vai ser indicado, seja qual for o guia. Juso, justíssimo. Essa parte da cidade faz até pensar se o que você vê é real ou está produzido pra turista ver - as casas todas coladas, com iluminação tão suntuosa nos prédios mais importantes, como o Marché Bonsecours, e tão simples nas ruelinhas perto do porto.


A basílica de Notre Dame, quase uma réplica da francesa, é mais casa de espetáculos que igreja. Assisti lá
um show multimídia, em 5 idiomas, com lugar marcado e ingresso cobrado. Projetado em painéis por todos
os cantos da nave, com efeitos especiais de luz e som, tem um gran finale que aproveita o que a capela tem de melhor: as obras de arte do seu interior com música bem alta e iluminação dramática. Pop methods para conversão.


Não me atrevi a fazer nenhuma refeição por lá. Me aproveitei do que melhor se podia fazer de graça ou por pouco, como os artistas de rua da Jaques Cartier ou o museu Pointe-à-Callière, que têm escavações arquelógicas protegidas e uma torre de onde se pode ver praticamente todo o centro velho. As ladeiras acidentadas menos cansativas que eu já percorri.


China Town

Assim como os mercadões, acho que as chinatowns sempre valem a pena. Deve ter algum fomento do governo chinês pra espalhar bugigangas pelo mundo. Sempre tem alguma coisa que eu nem sabia nem que existia! Sem contar que são lugares ótimos pra comer, tanto de sabor quanto no preço.


Rue Crescent / Crescent Street
Essa é pra noite. Uma enfileiração de barzinhos em casarões, incluindo meu ídolo Hard Rock. Foi aqui, também, que eu percebi que escolher algo no cardápio que você não sabe o que é pode ser bem perigoso. Mas a fome era tanto, que tive mesmo que comer mexilhões. Ergh!


De qualquer forma, Montréal não é só uma cidade muita boa pra sair e pra comer, como é extremamente
segura. Partindo da esquina da Ste Catherine com a Crescent, uns 3 quarteriões pra qualquer lado tem bastante vida noturna pra fuçar.


Veja também:
- Montréal, Canadá
- Bate volta: Niagara Falls
- Fuçando em Toronto: por onde começar
- Québec City

domingo, 5 de setembro de 2010

Montréal, Canadá

skyline montreal

Cidades que são feitas pra pedestres me encantam. Nada como a sensação de liberdade pra quem não é apaixonado por carro. Parece que andando eu vejo as coisas com mais calma, consigo fuçar mais e ainda não me estresso procurando vaga. E quando o transporte do lugar é pensado como um todo, tudo flui: enquanto muita gente deixa o carro em casa pra usar metrô e ônibus, as ruas sempre estarão mais livres pra quem gosta de dirigir. É um bom efeito dominó.

montreal canada

Montréal é, definitivamente, uma dessas. Pra quem gosta de andar mesmo. Não consegui, nem com muita força de vontade, imaginar como poderia ser o inverno para aquelas pessoas que têm tanta coisa boa pra fazer do lado de fora.

Lá aconteceram duas situações que, em outro lugar, poderiam aborrecer bem. Não numa metrópole feita pra quem está desmotorizado: fui visitar o cassino que fica em uma ilha a frente da cidade - que também é uma ilha, mas muito maior. Na volta, peguei o ônibus errado. Apesar de ter me dado conta que ele não estava no caminho que eu pretendia, segui viagem. O trajeto dessa linha era pela margem da ilha, a margem que dava de cara pro skyline da cidade, do outro lado do rio. Uma vista fantástica. Desci uns três pontos depois e voltei pro cassino a pé, passando por uma noite iluminada e agradabilíssima de se perder. Essa foi na minha última noite lá.

Na manhã seguinte, a outra situação: saí as 5 da manhã do hotel pra pegar um trem. Chovia forte, forte mesmo. Não dava tempo de esperar passar, se não perderia a hora. Fui de mala e cuia pra rua, em direção a estação de metrô. Essa era a parte fácil, a estação mais perto era na mesma calçada do hotel. Entrei, olhei no mapa e fiquei procurando onde tinha que descer pra chegar à estação de trem. Verifiquei a mais próxima, me conformei que ia mesmo me molhar e pronto. Só não lembrei que Montréal tem a maior e mais integrada cidade subterrânea do mundo, que interliga pontos e mais pontos ao redor do centro, incluindo a estação de trem. Resultado: cheguei lá sem um pingo de água na roupa.

Entre os muitos lugares que valem caminhadas de horas em Montréal, algumas sugestões:

estadio olimpico montreal
Estádio Olímpico
Vila Olímpica
Sede das Olimpíadas de 1976, o estádio só foi concluído mais de 10 anos depois. A arquitetura, futurista para a época, hoje deixa-o com uma cara cult, meio Star Trek. O teto é totalmente retrátil e a torre inclinada tem um piso panorâmico no topo, acessado por um elevador externo. Apesar de belíssimo, o estádio é lembrado pelos montrealenses como um péssimo exemplo de planejamento, pois sua conta só terminou de ser paga em 2006.

vila olimpica montreal
Maquete do Estádio Olímpico

O velódromo virou o Biodome, um parque fechado com simulações de vários ecossistemas. As piscinas onde foram realizadas as provas de natação são públicas e num dia quente, como fazia, caiu muito bem, obrigado.

montreal jardim botanico
Reprodução de Jardim Chinês no Jardim Botânico

Jardim Botânico
Jardins costumam ser inspriadores. Não sei se é porque em são Paulo há pouquísismos e eu quase não
vejo, mas de qualquer forma este jardim botânico de Montréal vale cada centavo. Logo na entrada, todo
mundo virando e revirando o mapa procurando o caminho mais curto para o jardim chinês. É mesmo o mais
bonito, mas o gigantesco complexo tem exemplares variadíssimos com paisagismo de primeira.

jardim japones montreal
Jardim Botânico

mont royal montreal
Montréal vista do Mont Royal

Mont Royal
O topo do monte que deu nome a cidade pode ser alcançado por uma caminhada nível hard. É longa, íngreme e bem cansativa. A vantagem é que quando se chega lá em cima, a vista parece ainda mais bela. Uma vista bem familiar, porque é daqui que se reconhece Montréal como ela aparece no cinema. Hollywood adora filmar por lá, mesmo que seja pra fingir ser outro lugar. Prenda-me Se For Capaz, O Aviador, O Dia Depois de Amanhã, Roubando Vidas e O Estranho Caso de Benjamin Button são alguns dos longas com cenas na cidade.

rue saint denis montreal

Rue Sainte-Catherine
Cultural, festeira e bem humorada, Montréal é uma cidade pra cima. Uma cidade deste tamanho que tem duas línguas oficiais - inglês e francês - faz você refletir a todo instante sobre o que é ser multicultural. Sinalizações de rua até as embalagens de xampu, tudo tem que ser planejado de uma forma diferente. A Rue Sainte Catherine é uma caminhada extensa que ajuda a compreender o que isso significa. Atravessando a cidade da parte inglesa a francesa, passando por praças e o centro financeiro, cada quarteirão da Rue Sainte-Catherine é curtível a qualquer hora.

square victoria montreal
Estação de metrô imitando as parisienses
Circuito Gilles Villeneuve
Não necessariamente uma caminhada. Este aqui é mais divertido fazer de bicicleta. Um dos circuitos mais emocionantes da F1. Fica na mesma ilha do cassino e as bicicletas têm que ser alugadas na cidade e levadas pra lá, já que não há aluguel no próprio autódromo.

No próximo post: mais bateção de perna na maior cidade bilíngue do mundo