terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bate volta de Londres: Stratford upon Avon, visitando Shakespeare


Conte a alguém que você está indo para Stratford upon Avon para receber um enorme "onde é isso?". Revele que é a cidade natal de William Shakespeare e a importância do lugar, seja lá onde ele for ou como se parece, é imediatamente percebida.




A uma curta distância de Londres ou Birmingham, as duas maiores cidades da Inglaterra, Stratford ainda preserva um quê medieval que traz certa mágica para a cidade - em alguns momentos mais Sherlock Holmes, em outros mais Harry Potter, mesmo que não estejamos falando de Connan Doyle ou J.K. Rowling. São personagens que, talvez por serem mais contemporâneos, sejam mais fáceis de imaginar que Macbeth. Aquelas casas tortas, com fachada de madeira e teto de armação rústica, coberto de palha; a esta altura já devem ter passado por milhares de restaurações, é claro, mas ainda preservam a essência de um vilarejo.




Como não poderia deixar de ser, a maior atração é a casa onde nasceu Shakespeare. Antes que se possa dizer que ele foi o maior dramaturgo da história ou coisa do tipo, é só lembrar que todo
mundo - absolutamente todo o mundo -, já escutou falar de Romeu e Julieta. E diferente de outras peças famosíssimas dele como  Otelo, essa é uma que todos sabem o que se passa. Sem contar o desgastado "ser ou não s... blá blá blá" de Hamlet, repetido há mais de 400 anos.




Shakespeare é estudado, citado, representado e explorado há séculos. Na cabana simples, porém espaçosa, em que nasceu, há inscrições nos vidros da janela do quarto onde o parto foi feito, gravadas ainda no início do século 19. Em outras palavras, o assunto Shakespeare é tão velho, que lá pra mil oitocentos e tantos, Stratford já era ponto turístico.




Shakespeare está para Stratford como Mozart para Salzburgo ou Tiradentes para - dãããr - Tiradentes. O nome da personalidade fez o nome da cidade. Até por isso, é um pouco difícil fugir da overdose, mesmo fora do eixo principal, a Henley Street. De fato, ao invés de marcar ponto em todas as locações que fizeram parte da vida do genial autor, vale a pena tirar um dia inteiro para caminhar pela cidade a esmo e com calma, apreciando todos os detalhes.





A partir de Londres
Trens frequentes, a partir da Marylbone Station
Aproximadamente 2h30m
15 Libras


A partir de Birmingham
Trens frequentes, a partir da Moor Street Station
Aproximadamente 1h00
6,50 Libras


ps: após 15 dias de gafe publicada, fui salvo pela Lê (pode chamar de Leandra Franco Lessa também), que avisou que eu associei a frase "ser ou não ser..." a Otelo quando, na verdade, é de Hamlet.
ps2: Lê já me salvou algumas vezes e só não é revisora deste blog por falta de verba!

Veja também:

4 comentários:

  1. Muito legal esse blog. Faremos um mochilão em outubro desse ano e já estamos seguindo o blog!

    Bjus

    mulheresmochileiras.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. Obrigado, Nyna! Tomara que tenha material útil pra sua trip aqui!!
    Beijo!

    ResponderExcluir
  3. A Inglaterra é um país cheio de cidades como essa, com muitas surpresas. Todas muito bem arrumadinhas e bonitas.

    Estive na cidade, não de Shakespeare mas de Charles Dickens, que se chama Kent. Também é mais ou menos perto de Londres, mas é no litoral.
    É pequena mas muito agradável e cheia de charme. Tem até casa mal assombrada.

    ResponderExcluir
  4. A Inglaterra tinha me criado muuuiiita expectativa, Barata. E todas elas estão sendo superadas! Desta vez, infelizmente acho que não vai dar pra passar em Kent, mas está na agenda pra próxima passagem com certeza!! Obrigado pela dica!!

    ResponderExcluir