Roma parece não ter mesmo baixa estação. Em pleno março e com 6 graus: Fontana de Trevi cheinha! Também, pudera... a minha mão que estava desocupada tinha que baixar a que estava com a câmera pra não gastar o tempo todo tirando foto. Cidade ridícula de bonita!
terça-feira, 29 de março de 2011
Itália: estação menos alta
Roma parece não ter mesmo baixa estação. Em pleno março e com 6 graus: Fontana de Trevi cheinha! Também, pudera... a minha mão que estava desocupada tinha que baixar a que estava com a câmera pra não gastar o tempo todo tirando foto. Cidade ridícula de bonita!
sexta-feira, 25 de março de 2011
Milão 15 graus: a Europa como ela deve ser
| Duomo |
Gárgulas de 400 anos vigiam toda a praça, que tem o mesmo nome da igreja e, olhando nos olhos, parece que podem sair dali a qualquer hora. Essencialmente gótico, o Duomo é um templo daqueles onde se gasta alguns tempo até desembasbacar. Imenso, imponente, triste e amedrontador - católico até o último vitral.
Ainda mais as 8 da manhã, quando as excursões de turistas ainda não chegaram ao interior e os poucos que estão lá, estão realmente orando. Mesmo em um ambiente tão amplo, o peso do silêncio é esmagador.
O marco maior de Milão não tem bastidores, é magnífico por toda extensão e todos os lados. Uma volta completa pode levar um bom tempo até que se absorva cada detalhe que compõe aquela imensidão. Depois disso, ainda é possível subir ao teto por 7 Euros e, pertinho das torres que do chão parecem inalcançáveis, ter uma nova vista da cidade.
| Entrada da Galeria Vittorio Emanuele pela Piazza Duomo |
É aí que se comprova a injustiça cometida com Milão, que às vezes é tida como a cidade menos italiana da Itália. A história não salta aos olhos como em Roma e os monumentos não são rebuscados como os de Florença, ok. Milão reserva sua italianice numa atração de opostos - na cidade da moda, em que todo mundo está bem vestido e elegante 25 horas por dia, também há uma poça de urina em cada esquina. O espírito italiano, aquele que não tem nada a ver com a educação européia, está em nos habitantes que, quando você diz que não fala o idioma, começam a berrar mais alto e falar com a mão. Eles atravessam fora da faixa e, ainda assim, xingam os motoristas. Como eu queria falar italiano, mas já é meio tarde, aprendi a fazer italiano: meia dúzia de palavras como birra, vino rosso, formaggio e prosciutto acompanhadas de bons gestos são suficientes. E tenho que admitir que, mesmo sem entender muita coisa, o som é uma delícia.
As ruas vão se transformando ao decorrer do dia, lentamente. Mais gente, mais mesas na calçada, mais bagunça pra conseguir um café nas confeitarias em que fila é um conceito ainda não descoberto. E falando em confeitaria, a Via Dante é perigosa - nada a ver com segurança, mas todas as vitrines dos pouco mais de 500 metros desta rua tem algo na vitrine pra fazer passar vontade. A tábua de frios do Café Milano é show de bola - e não tão cara quanto seria na Galeria Vittorio Emanuele. A Europa como ela deve ser: céu azulzinho, sem nenhuma nuvem, sol que não esquenta, temperatura por volta de 15 graus e segredos guardados atrás de portinhas estreitas - de pizzarias rústicas e aconchegantes a bares sofisticados frequentados por Pradas e Armanis.
| Via Dante |
Veja também:
- Nem todos os caminhos chegam a Roma, mas deveriam
quarta-feira, 16 de março de 2011
Outro emirado: Sharjah
Os guias de viagem geralmente apresentam Sharjah como o irmão comportadinho de Dubai. O emirado seco, onde as pessoas se cobrem da cabeça aos pés, muito mais conservador. Estava até assustado antes de ir pra lá e, só pra garantir, vesti calça comprida e camisa de manga longa. Quase derreti a toa - a turistada toda estava a vontade, de short e camisa. Às vezes me pergunto se o pessoal que escreve guias realmente vai para os lugares!
| Museum of Islamic Civilization |
Não há divisão física entre Dubai e Sharjah e, na verdade, elas se parecem muito. Sharjah só não é um nome mais forte porque não foi pioneira, mas o modelo de desenvolvimento segue o que foi criado na sua vizinha mais famosa. É o terceiro maior emirado - que não é nada mais que uma cidade - dos 7 que compõe o país (EmiradosÁrabes Unidos), tem seu próprio centro econômico e também é chegada em um arranha-céu e ilhas artificiais. A prosperidade árabe paira nesta cidade surpreendentemente bonita.
| Gold Souk |
Durante o dia, o grande motivo para estar em Sharjah é, sem dúvida, o Museum of Islamic Civilization. O pavilhão é ornado milimetricamente na parte de fora e o domo dourado no centro torna o prédio imponente como todo marco árabe deve ser. Lá dentro, o nascimento e crescimento do Islamismo são explicados através de várias coleções - de cópias manuscritas do Corão, o livro sagrado do Islamismo, a uma série de réplicas de mesquitas ao redor do mundo. Todas os costumes que parecem tão estranhos ao ocidente são detalhados minuciosamente e há até uma galeria dedicada a explicar a influência do Islam nas culturas indianas - o Museum of Islamic Civilization compensa toda a falta de museus em Dubai. Fica aberto das 10 as 22 e o preço é quase simbólico: 5 dirhams.
Assim como o museu, os lugares mais interessantes de Sharjah estão a beira da baía (artificial, é claro) que a cidade abraça: o Gold Souk, um mercado-shopping imenso; as mesquitas, principalmente a Buhaira; e o Qanat al Qasba, um shopping bem dubaístico. São lugares bonitos durante o dia, mas o que vale mesmo é estar em um deles quando a noite cai. A iluminação transforma a cara da cidade. Um bate volta a partir de Dubai é fácil e barato: partindo da estação de ônibus de Bur Dubai, o trajeto leva cerca de uma hora. Os ônibus partem a todo momento e custam 5 Dirhams (R$ 2,50).
Veja também:
- Dubai: pegando o jeito
- A europeização do Deserto
- O que são e onde ficam as arábias
Marcadores:
Dubai,
Emirados Árabes,
Oriente Médio,
Sharjah
sábado, 5 de março de 2011
Resorts em Dubai: a europeização do deserto
| pãozinho na calçada, acompanhando o movimento |
Público e privado em Dubai às vezes não fazem fronteira. A vida social para visitantes está 95% concentrada em hotéis - caminhadas, refeições, drinks, piscinas, bares, shoppings, vistas... os hotéis têm, basicamente, tudo que a cidade pode oferecer.
Sair perambulando pelos labirintos do Madinat Jumeirah, um dos extravagantes resorts, é um tilt na cabeça. O hotel é produzido em nível cenográfico. O estilo árabe marroquino em todas as torres que circundam o complexo é propositalmente misturado a efeitos de perspectiva forçada para que não se tenha idéia de onde o complexo termina. Ele é, de fato, enorme, mas com esse efeito, parece infinito.
| souk cenográfico do Madinat Jumeirah |
| porque eu também posso bater a foto mais tirada de Dubai! |
Uma passadinha na praia vizinha é uma desculpa. Areia limpinha, mar mais ainda - com água no pescoço, ainda dá pra ver os pés. Dubai só não usa suas praias como chamariz turístico porque, novamente, os hotéis o fazem. Com exceção de uma ou outra praia pública sem estrutura alguma, os hotéis possuem as praias e é direito deles cobrar por todo e qualquer serviço como guarda sol, cadeira e até o acesso a praia.
O Madinat Jumeirah é um símbolo da Dubai consolidada como destino de exclusividade. Ao mesmo tempo que qualquer um pode chegar e entrar no complexo a qualquer momento, é certeza que sem uma carteira
recheada seu dia/noite não vai ser assim tão divertido. Como a cidade, apesar de não ser enorme, é bem espalhada, resorts tudo-em-um são um dos principais apelos. Extremamente verticais ou mais conceituais, como o próprio Madinat Jumeirah, são as principais atrações de Dubai, já que todos seus serviços, principalmente os lounge bars, são abertos para hóspedes e não-hóspedes. E, assim como os shoppings são evoluções dos mercados, a arquitetura ousada também é uma sucessão que faz todo sentido. A cultura árabe se expressa muito por formas geométricas, uma vez que representações do ser humano podem ser consideradas ofensivas.
A carta branca dos hotéis para servir álcool, permitir festas e fazer vista grossa a todos os costumes não previstos pelo Islam, no entanto, tem um ponto em comum um tanto peculiar: as noites tem hora pra acabar. Duas ou três da manhã, no máximo, acendem as luzes e te tiram do lugar como numa festa de 15 anos. Tipo da regra que, creio eu, deve ser extinta junto com uma série de outras em poucos anos se a dinâmica da cidade continuar a mesma.
Veja também:
- O que são e onde ficam as arábias
- Dubai: pegando o jeito
- Dubaienses, dubaianos, dubraisileiros
Veja também:
- O que são e onde ficam as arábias
- Dubai: pegando o jeito
- Dubaienses, dubaianos, dubraisileiros
Marcadores:
Dubai,
Emirados Árabes,
Oriente Médio
Assinar:
Postagens (Atom)