quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Natal e Réveillon: reservas já!

fonte: divulgação Zarpo

Chegou a hora. Se quiser passar um natal ou o ano novo num lugar bacana e sem extorsão, outubro é o mês limite pr fazer sua reserva. Primeiro porque, de novembro em diante, os preços sobem diariamente; depois, porque Réveillon é mais levado a sério por brasileiros do que por qualquer outro povo, seja em aqui ou lá fora. A concorrência, com ou sem crise, é grande.

Ainda que seu e-mail esteja cheia de "ofertas imperdíveis" a essa hora, não deixe de pesquisar em sites de reservas convencionais e, se quiser um pacote completo incluindo ceias e jantares, está mais que na hora de contactar seu agente de turismo.

No Zarpo, site de reservas de hotéis, promoções selecionadas a dedo têm preços difíceis de ser batidos. Pra quem quer passar as festas no Brasil, O Zank Boutique Hotel, em Salvador, tem apenas 16 quartos, charmosos e românticos, perfeito para dias de sossego a dois.

fonte: divulgação Zarpo

Outra boa jogada pro Réveillon, mesmo com o dólar instável, é carimbar o passaporte. Mesmo após a conversão, lugares espetaculares estão só esperando pra ser aproveitados por preços super acessíveis por quem se habilita a fugir da muvuca. No Mansión Vitraux, em Buenos Aires, a diária pra 2 sai por R$ 328,00 por todo dezembro e janeiro, incluindo dia 31 e dia primeiro. Um hotel avaliado com 4 estrelas e meia por leitores do TripAdvisor, bem aqui ao lado, numa cidade que é quase brasileira.

fonte: divulgação Zarpo


E o que dizer sobre a possibilidade de virar o ano na América do Norte, estando ainda em terras latinas. Em Cabo San Lucas, uma das paisagens naturais mais lindas do México, o Bahia Hotel mostra porque cada dia mais brasileiros aportam por lá. Por R$ 252,00 a diária, olha como você passa seus primeiros momentos em 2012:

fonte: divulgação Zarpo

fonte: divulgação Zarpo

Se o negócio for curtir um friozinho, a ambição não tem limites pra quem planeja um Réveillon além-oceano. Em Lisboa, o 5 estrelas Dom Pedro Palace já recebeu Bill Clinton e Plácio Domingo. Aconchego e classe para revigorar a alma pro ano que chega, nesta cidade que tem alma. Acredite se quiser, tudo isso por R$ 216,00 a noite.

fonte: divulgação Zarpo

fonte: divulgação Zarpo

Não vai bobear. Lembre-se daquele ano novo em que você deixou pra resolver tudo no dia 26, na ressaca do natal, e gastou toda a grana das férias em um fim de semana. Essa é a hora pra garantir seus belos dias de folga.

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domingo, 25 de setembro de 2011

Londres é o mundo, agora faz sentido



Foi a primeira vez que pisei em uma das metrópoles do trio de ferro (Nova York, Paris, Londres). Sem nunca ter estado em nenhuma das três cidades mais cobiçadas do mundo, Londres sempre foi a que mais me atraiu. Por algumas razões, muitas delas questionáveis, eu sentia que era daqueles lugares onde se podia estar por umas 10 vezes, sem enjoar.


Eu duvidada, por exemplo, que uma cidade desse tamanho tivesse dificuldade em fazer boa comida. Mas é verdade - nem os mais de 10 milhões de habitantes (e uma metadinha deles deve ser de estrangeiros) conseguiram fazer dela uma cidadassa, ao menos deste ponto de vista. A ambição está lançada a quem queira tornar Londres um polo gastronômico.

Parlamento inglês ao anoitecer


Mind the gap, ou cuidado com o vão, é a lei do metrô de Londres, o tube

O que não significa também, que não há coisa boa, apenas que tem que ser bem procurada. Foi no Preto Churrascaria (72 Wilton Road, próximo do metrô Victoria), um restaurante que serve adivinha que tipo de comida, que encontrei uma delas. Lá, minha maior expectativa sobre essa viagem fez sentido: Londres é o mundo. Ao meu redor, gente almoçando de terno e gravata e garotas quase sem roupa com uma bolsinha minúscula na mesma mesa. Não importava o que eles eram, não tinha essa de garçom ou cliente - todo mundo ali tinha só um rótulo: brasileiro.

Artistas de rua na Westminster Bridge


Trafalgar Square

Sem contar que não comia Picanha (com maiúscula, mesmo!) com farofa havia uns 10 meses e o rodízio acompanhado de guaraná me pôs no céu. Parece que 10 meses não é muito mas, nesse tempo, o ano já trocou, um bebê fabricado lá atrás já nasceu e até o Adriano quase voltou a jogar.



E tocando no assunto futebol, quem sabe não presenciei o surgimento de um ídolo? Brasil e Gana, 1x0, gol de  Leandro Damião - que agora está na moda mas, antes de jogo, só era conhecido por quem acompanha futebol. No estádio do Fulham que, apesar de bem estruturado teve a pior organização de um jogo de futebol que eu já vi. Brasileiros e ganeses lotaram 25 mil lugares quase meio a meio pra mostrar a força da diversidade da capital inglesa. E sem separação de torcida nos principais setores - eu tive um ganês de cada lado e estávamos tirando sarro um do outro.

Abadia de Westminster

O outono, estação mais gostosa pra viajar, se apresenta nos jardins da Abadia

Cápsula da gigantesca London Eye

Completamente infinita, Londres pode ser meio assustadora a primeira vista mas, pra quem nasceu e cresceu no meio de um lugar tão grande e movimentado quanto, esse é o fator chave que te dá a sensação eu moraria aqui . Trânsito, gente indo e vindo, metrô cheio, bairros com personalidade própria que são mini-cidades e um orçamento que estoura fácil são atributos que não são qualidades, necessariamente. Vai ver é aí que está o charme de um lugar que não se conquista fácil, mas que alimenta seus sonhos: os gregos, italianos, indianos e latinos que o digam, estão por toda parte em busca de uma vida melhor e revelando que Londres puramente já não existe mais - a identidade pós-imigratória já está formada e experimentar uma pasta já é experiência tão típica quanto um fish and chips. Vendo tanta internacionalidade, ficou mais fácil de entender também como alguém que vêm da China, por exemplo, pode sofrer tanto porque o Arsenal não conquista nada faz tempo.





Londres é a capital de um país que não emite passaportes (para ingleses, escoceses, galeses e norte-irlandeses, quem emite é o Reino Unido), mas tem o orgulho do tamanho de um continente, já que frequentemente se considera fora da Europa. Movimentos políticos e culturais expressivos, como o Punk, surgiram ali. Foi a primeira cidadona dessas formadas pelo capitalismo e viu a primeira linha de metrô também. Londres viu um estuprador real, que mutilava suas vítimas, tornar-se símbolo de cool e o melhor detetive do mundo, embora nunca tenha existido, ainda recebe cartas. É triste sair de um lugar com tanta história, esteja ela acontecendo de fato ou apenas na imaginação. De fato, acho que as 10 visitas podem não ser suficientes.

Veja também:
- Londres real: a troca da guarda
- Fotografe o Big Ben
- Bate volta de Londres: Stratford upon Avon, visitando Shakespeare

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Londres real: a troca da guarda


Real pode vir de realidade, pode vir também de realeza. Londres tem dos dois e, mesmo mais cosmopolita a cada dia, ainda preserva rituais do posudo estilo de vida monárquico. A Troca da Guarda no Palácio de Buckingham é sem dúvida o mais tradicional de todos. Um pouco mais pop, talvez - a banda toca de Together, Forever a Thriller - mas ainda extremamente disciplinado, como uma demonstração militar deve ser.

Palácio de Buckingham

Mesmo com chuva, bastante gente aparece

A guarda real se exibe as 11:30 da manhã, para centenas de pessoas que se aglomeram em frente ao portão do palácio. Como é gratuito, o esquema é "quem chega primeiro, fica melhor posicionado". Nem a chuva londrina - que é ainda mais frequente que o show, apesar dele ser diário - espanta.


Até Thriller e Together, Forever estão na trilha da bandinha

E mesmo assim, poderia ser mais lotado. O que faz muita gente se perder no caminho é a confusão criada ao se associar a demonstração turísitca mais famosa da cidade, a Troca da Guarda, com o prédio mais famoso da cidade, o Parlamento. O evento acontece no Palácio de Buckingham, que é a residência real e onde moraram, moram e sempre morarão as Elizabeths. Já o Parlamento é o símbolo maior de Londres, um prédio de arquitetura mais imponente e onde está o Big Ben. Normal, vai... quem nunca (parte censurada para cariocas) confundiu o Corcovado com o Pão de Açucar?


Durante a cerca de uma hora de espetáculo, várias formações são mostradas. No meio de tanta sincronia, de fardas tão idênticas e ostensivas, chega a ser estranho quando os guardas se aproximam da grade que separa o público do palácio e dá pra ver os rostos deles. Foi quando eu me toquei: há pessoas dentro dos uniformes e, ao contrário do que els podem sugerir, cada uma delas é bem diferente da outra - de várias idades, aparências e ambos os sexos, inclusive.

Portões são a parte mais bonita do palácio



Até em alguns momentos de monotonia, assistir a troca de guarda é interessante. Primeiro porque, morando em Londres, a chance de alguém ir lá pra ver isso é infinitamente menor que a de um visitante, mesmo que essa gratuidade só exista porque os habitantes da cidade pagam suficientes impostos. Depois, porque o Palácio de Buckingham não é nenhuma maravilha arquitetônica e, tendo os portões como a parte mais bonita, ganha outra vida com a guarda real na frente. Com os londrinos gostando ou não, é ali que a monarquia britânica funciona e, mesmo longe da realidade, sustenta a fama da realeza que promove o turismo do Reino Unido mundo afora.


Troca da Guarda Real
Palácio de Buckingham - Londres
Diariamente, às 11:30 (a não ser em condições de tempo muito adversas)
Estações Victoria, Hyde Park, St James Park ou Green Park do metrô
Gratuito

Veja também:
- Fotografe o Big Ben
- Bate volta de Londres: Stratford upon Avon, visitando Shakespeare

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Fotografe o Big Ben

Big Ben

Mesmo que Londres não se limite a ser um relojão e o sangue real já não seja o único que circula na cidade, de vários e vários pontos, o Big Ben e Parlamento se impõe na paisagem.  Alguns ângulos para fotografar a maior atração turística londrina:

Parliament Square
Desta praça, localizada atrás do complexo das Casas do Parlamento, consegue-se alguns ângulos bem interessantes, como este da foto principal do post.

Da esquina da Parliament Street com a Bridge Street, é possível enquadrar tudo - do Big Ben à Victoria Tower.

Vista de uma das esquinas da Parliament Square

E seguindo um pouco mais ao sul pela St Margaret Street, no largo que se forma entre as costas do Parlamento e da Abadia de Westminster, um close na estátua de Ricardo I faz a arquitetura do palácio se exibir quase que como uma textura.

Detalhes da arquitetura do Parlamento

Westminster Bridge
Indo de metrô, descendo na estação Westminster e seguindo a sinalização mais óbvia, esta será o primeiro contato frente a frente com o Big Ben. Ainda em tempo: a estação também é linda. Visto da ponte, ainda do lado do Rio Tâmisa onde o Parlamento está, ele se mostra mais ou menos assim:

Da Westminster Bridge, do mesmo lado onde está o Big Ben

E do outro lado, onde está o Aquário, ainda dá pra enquadrar a ponte junto ou utilizar os detalhes na parte de baixo dos postes de iluminação.

Do outro lado do Rio Tâmisa, agora enquadrando a Westminster Bridge


Deste mesmo lado, também está o London Eye, a roda-gigantassa estrategicamente colocada bem na frente do Big Ben porque, como diz a lenda, quando a neblina desce não dá pra ver nem 100 metros à frente.

De dentro de uma das cápsulas do London Eye, o Big Ben fica pequenininho

Ainda pelas pontes, da Lambeth Bridge dá pra conseguir ângulos mais basicões, como este bem do meio da ponte,

Desta ponte, a Victoria Tower (à esquerda) parece deslocada das casas do Parlamento

ou este, menos comum, do Victoria Tower Gardens, com a torre central como protagonista e escondendo o Big Ben.


E ao norte, quando você acha que já está a certa distância - a 3 ou 4 quarteirões -, já na Trafalgar Square, ele se exibe mais uma vez.


Veja mais:
- Bate volta de Londres: Stratford-upon-Avon, visitando Shakespeare