Tem muito país que acabou ficando deslocado nesse planeta. Não só por estar longe de tudo mas por estar completamente fora de encaixe no globo. Veja só: você passa por Índia, China, Vietnã, Malásia, Indonésia e outros exóticos mais, até que chega na... Austrália! País totalmente ocidentalizado e com ares de Canadá, que poderia estar na América do Norte, substituindo o México que, por sua vez é um país sul-americano por natureza.
As Seychelles, com sua mistura de colonização franco-britânica, sua arquitetura e suas praias, poderia certamente ter sido encaixada no Caribe. Por que não foi, eu não sei. Mas como tudo tem dois lados... imagine esta mesma praia da foto acima, do mesmo jeitinho, só que com catamarãs lotados chegando a cada cinco minutos ou um beachclub ali atrás. Estragaria tudo ou não?
É aqui que eu quero dizer porquê, em Seychelles, você leva uma vida de rei. Depois de um pouso sensacional em Mahe - a ilha principal -, desembarcar por um aeroporto que parece uma estação de trem e uma caminhada por Victoria, é hora de ir pra cama. Oito ou nove da noite e a sensação é de que já chegou a madrugada. Calmaria pra curtir o dia seguinte desde o amanhecer.
Seychelles desperta um espírito de mochileiro incrível. É tanta coisa pra explorar e tanto meio de transporte diferente, que sair rumo a qualquer lugar é sempre uma aventura. Uma aventura estruturada, é verdade, mas recompensadora de qualquer forma.
Pra chegar na Anse Lazio, a praia das fotos do post, é assim: saia do seu hotel rumo ao porto de Victoria. O ticket do catamarã até o porto da ilha de Praslin custa 82 euros pra quem não é local. Pra justificar o preço, os guichês não vendem assentos cobertos ou descobertos. Eles perguntam se você prefere ar condicionado ou fresh air - glamour até na técnica de vendas.
Uma vez na Ilha de Praslin, ache um dos taxistas e negocie uma tarifa fixa até a Anse Lazio. Não porque outras praias não valham a pena ou porque você tem que se apressar pra dar tempo de partir pra outro local. Muito pelo contrário: porque Anse Lazio é uma praia além da imaginação e merece cada momento do seu dia. O caminho, feito ora pela costa, ora por dentro da mata, é lindo.
O taxi te deixa lá e, quando vai embora, você tem o paraíso na sua frente, só pra você. Mesmo o ouvido e o nariz mais castigados pela vida cotidiana de uma grande cidade poderiam captar todos os cheiros e sons, pois são poucos e marcantes. É possível até identificá-los.
Qualquer serviço de aluguel de cadeiras, hotel, ou barraquinha de drinks - qualquer coisa que se pudesse pagar, basicamente - colocaria tudo a perder. Chegar até ali não é mais barata das empreitadas mas, naquele momento, com tudo aquilo na sua frente, de graça... é literalmente impagável. Meio quilômetro de praia que, mesmo com o céu escurecido, tem água azul turquesa e palmeiras que a escondem de quem vem por dentro da ilha.
Não há momento em que se compartilha a praia com mais de 10 pessoas. Uma das principais atrações de todo o arquipélago e, ainda assim, calma como o paraíso deve ser. Marcar horário de volta com o taxista é uma boa, porque pode não aparecer um outro na hora de voltar.
Continua no post: Seychelles, rochas cinematográficas, tartarugas gigantes e uma bicicleta
Veja também:
- Ilhas Seychelles: uma rústica vida de rei









Lugar maravilhoso, amei! Beijos*
ResponderExcluirLindo demais, Van. Pra se sentir no meio do nada mesmo! Natureza purassa!
ExcluirSHOW...
ResponderExcluirDe fato, Mirella! Provavelmente o melhor show que assisti, aliás!
ExcluirNinguém merece ver essas fotos numa segunda-feira :P
ResponderExcluirQue coisa mais linda!
Numa segunda-feira é mancada mesmo, Natalie! Esse é um mal dia da semana pra checar as atualizações de blog de viagem rs!
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