segunda-feira, 18 de junho de 2012

Dusseldorf, um dia e uma noite

O segredo da Alemanha são os telhados!

A Alemanha é sofisticada, é objetiva, é pioneira e simplista, mas a gente nunca sabe se ela é quem influencia ou se é influenciada. Não tem nada a ver com economia ou com os deliverys de pacotes e mais pacotes que ela tem feito a países quebrados, como a Grécia. Aí sim está claro quem dita as regras.

Mas quanto ao estilo de vida, Hamburgo e o resto do norte curtem os hábitos escandinavos, de boa comida e estações bem definidas; ao leste, Berlim tem os últimos resquícios da Alemanha socialista; Munique, ao sul, é muito próxima da República Tcheca e Áustria e, como não podia deixar de ser, cerveja.













E Dusseldorf, que na primavera cai muito bem pra quem estiver pela Holanda, Bélgica ou a própria Alemanha, permite uma passada rápida, mesmo que só de um dia. O que ela não permite, assim como seus vizinhos, é que se ignore a noite.

O povo é festeiro, a comida é boa. A bebida melhor ainda. Que injustiça chamar os alemães de quadrados. E que injustiça maior ainda creditar toda a simpatia só aos alemães, quando metade ou mais das pessoas empregadas no setor de serviços são de fora. Italianos, turcos, árabes, romenos, poloneses, são várias comunidades. Arrisque um danke (obrigado) na hora errada e veja a boa vontade sumir na hora.


Fim de  tarde em Dusseldorf e as mesas dos resaurantes começam a se espalhar

A prioridade é da cerveja, asm também tem lugar pros vinhólatras

Dusseldorf causa, como em qualquer outra grande cidade alemã, espanto pelo desenvolvimento absurdo. É uma utopia do funcionalismo e tudo corre bem. Os guardas, por falta de atividade, esperam pelo turista que atravessa fora da faixa só pra mandar voltar. Ainda em tempo, um pouco de moralismo: não dá pra acreditar como esses caras foram destruídos duas vezes nos últimos 100 anos e estão neste estágio, enquanto nosso Brasil vive a euforia do país do futuro há sei lá quanto tempo e não consegue fazer uma ferrovia ente suas duas principais cidades.

Dusseldorf: ruas apra pedestres levam do centro ao cais

Aí, pra espantar de novo, vêm os preços. O bom é que eles espantam, não por serem altos, mas por sua acessibilidade. Um schnitzel de frango com batatas, que serve até duas pessoas - no meu caso, uma =D -, sai por 9 Euros no Schweine Fanes, um bar/restaurante com mesas na calçada, bem na rua principal da cidade velha, a Bolker Strasse. Pra bebida, weissbier é sempre opção sem erro, mas uma altbier, cerveja escura por causa do trigo queimado, esquenta a temperatura amena da noite.

 
Karlsplatz, principal referência pra se localizar no centrinho

Vista do alto, pela Rheinturm, o segredo da cidade é revelado: os telhados. Dusseldorf tem um mosaico deles, escodendo das atrações mais discretas aos principais pontos de interesse. Tudo fica na margem direita do rio Reno. Faça seu checklist do k: O K21 é o museu de arte contemporânea; o K20 é mais vanguardista e tem Klees, Picassos e Dalis originais; a Karlsplatz tem mercado de rua todo fim de semana servindo vinho quente e salsicha com espinafre.

Telhados vistos da Rheinturm
 
Espinafre, bacon, batata, repolho, salsicha. Dá pra ser mais alemão?

Dá! Com cerveja =D

Calçadão do cais e as torres de observação da Burgplatz




E a Konigsalle é avenidona da parte planejada de Dusseldorf, com quarteirões quadradinhos e forrados de lojas de marca. Adjacente a cidade velha, o cais funciona como calçadão. Depois de passar pelas ruas apertadas do centro (nem tanto pela distância entre um lado e outro, mas pela qantidade de mesonas das cervejarias), a cidade se abre num imenso espaço livre. De dia, pista para bicicletas, patins e corrida pra curtir a primavera. De noite, um quilômetro de bares à meia luz, da Burgplatz à Rheinturm.

Próspera e comercialmente importantíssima para o país, Dusseldorf tem apenas 500 mil habitantes. É frequentemente rankeada entre as 10 melhores cidades pra se viver e tão compacta, que é capaz que você não use transporte público algum, além do trem do aeroporto ao centro. Se estiver por lá num bate-volta de trem a partir de Frankfurt, Colônia ou Amsterdam, o melhor é sair mesmo caminhando. Por ar, a maioria das aéreas low costs cobre a cidade com até mais de um vôo diário.






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- Neushwanschtein, o castelo que inspirou Walt Disney
- Dachau, o primeiro campo de concentração da Alemanha

3 comentários:

  1. Oi, Tiago. Tudo bem?
    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Beijos,
    Natalie - Bóia Paulista

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  2. Oi, Tiago. Tudo bem?
    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Beijos,
    Natalie - Bóia Paulista

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  3. Valeu Bóia!! Agora que devidamente identificada, é ainda mais bem vinda!

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