Copenhagen foi a primeira e mais rápida parada de todas. Acabei indo pra lá só pra poder pegar o trem até Estocolmo. A imigração foi rápida e sem complicação. Uma policial bonitona checou e devolveu meu passaporte sem fazer questão alguma, sorrindo.
Do aeroporto à Estação Central de Trem, como era de se supor, foi bico. Uma maquininha simpática, que aceita cartão, emite o ticket em dois cliques. Tem gente pra ajudar e guichê humano, também. Fila zero. O trem aparece logo e, mais logo ainda, alcança o centro da cidade, em cerca de 15 minutos. Passei pela quiet area, que tem as luzes reduzidas e até o ruído de alguém digitando pode
incomodar, mas não fiquei - não queria cochilar e perder o ponto.
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| Comida dos cafés de estações de trem européias raramente decepcionam... |
Faltavam, ainda, mais de duas horas pro trem partir pra Estocolmo, quando cheguei à estação. Dava pra sair e sentir o gostinho de estar em Copenhagen, ao menos para um café. Mas essas estações de trem da Europa... se o negócio for café, procure uma - nem que não esteja indo viajar
Na Dinamarca, a primeira impressão que tive da Escandinávia foi exatamente a que eu esperava: cool. Até o McDonalds e o Seven Eleven tem algo diferente. Respira-se ousadia e alegria em tudo, das embalagens que você carrega na mão ao ambiente em que está. Projetos de decoração de interiores e exteriores sem ser usados simplesmente pra fazer você consumir mais, mas voltados pra qualidade de vida. Onde mais uma Coca-Cola pode ser lançada com tão pouco vermelho na garrafa?
O ticket reservado pela internet foi uma tranquilidade a mais que, logo, quando fui trocar o recibo pelo bilhete físico no auto atendimento da SJ, companhia de trens da Suécia (www.sj.se), se mostrou ainda mais útil pois, quanto maior a antecedência, melhor o preço. Dias úteis são mais baratos que fins de semana e, fuçando o sistema de compras do site bem a fundo, dá pra comprar assentos de primeira classe por preço de segunda (cerca de 60 ou 80 Euros). Como ponto negativo, fica a escolha de assentos, que não é disponibilizada por mapas e obriga o usuário e digitar um número aleatório, sem saber se ele está vago ou não. Problema que, novamente, pode ser resolvido no escritório da SJ, na própria estação de trem.
Finalmente embarcado, a viagem de 5:30 é uma das mais indicadas para entusiastas de ferrovias (\o/), perfeita pra por o Instagram em ação. Às vezes, um paredão de árvores altas encobre a vista mas, quando se está em campo aberto, as paisagens são bucólicas. Casa isoladas numa grama verdinha, nuvens macias enfeitando o céu e um friozinho na medida certa pra continuar no café.
Enquanto o trem está cruzando a ponte que passa da Dinarmaca para a Suécia, ainda na primeira hora de trajeto, a comissaria anuncia os serviços disponíveis, incluindo um vagão bistrô. Preferiram não chamar de restaurante, me disse o caixa, porque eles não preparam refeições. São apenas sanduíches, saladas e pratos prontos que ele próprio esquenta no micro ondas. Fiquei ali por um bom tempo e, apesar de não ter muitos lugares, o bistrô nunca chegou a lotar. Até o funcionário faz tudo veio me dizer que o café era refil. Boa notícia que me deixou ali por mais de duas horas.
Voltei para o meu assento que, apesar de confortável, não tinha metade da graça e da atmosfera do restaurante. Passei pelos outros vagões pra ver a diferença e vi que, por força passageirística, eles acabam sendo temáticos: o que carregava a excursão de famílias árabes tinha mais sacolas que pessoas. E olha que família árabe é grande! Mãe, pai e babá pra cuidar da meia dúzia de herdeiros. O que abrigava o pessoal da China foi o lugar com maior número de pés-na-mesa per cápita que eu já estive. Bastante tipo estranho, pra falar a verdade. E o vagão em que eu estava era o mais vazio mas, como meu assento era muito bem localizado em relação à janela, alguém já tinha roubado. Fiquei contente que o cara que estava lá era apenas um chulezento e pedi pra ele sair.
Continua no post
Escandinávia: Estocolmo
Veja também:
- Escandinávia: Estocolmo
- Estocolmo: turistando como um local







Pena que não tivesses tempo para uma estadia mais prolongada em Copenhaga. Porque vale mesmo a pena!
ResponderExcluirSaudações!
Sim Sim, muita pena!! Espero ter uma chance pra pdoer estar lá com calma!
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