sábado, 21 de julho de 2012

Escandinávia: Estocolmo

Gamla Stan, o cidade velha de Estolcomo

Ferrys são mais comuns que ônibus, ilhas oferecem visões de fora da cidade e parece que tudo foi pintado e reformado só pra te receber. Incrível. Estocolmo foi, logo a primeira vista, incrível. Eu esperava encontrar uma cidade bonita e bacana mas, mesmo assim fiquei supreso. Encantado, pra dizer melhor.

Cheguei depois das 10 da noite e o céu ainda claro, amarelo. A iluminação da rua ainda estava desligada, embora os interiores, todos visíveis por causa das fachadas envidraçadas, já estivessem acesos. É como uma cidade vitrine - nem precisa entrar ou dar uma espiada da porta pra saber o que está acontecendo. Tudo muito atraente, bem decorado e uma segunda impressão ainda mais descolada que a da Estação de Trem em Copenhagen.

Ferrys vêm e vão pelas dezenas de ilhas que pertencem a cidade




Um certo esforço pra não parar dentro de nenhum dos bares que, mesmo antes do sol se por e em dia de semana, estavam quase cheios. Só pra conseguir chegar ao hotel e deixar as malas. Simpatissísima, a recepcionista me deu a chave, informações sobre a cidade, os lugares que ele mais gostava e ainda lembrou-se de atender uma requisição que eu tinha feito: quarto em piso alto e de frente pra rua, se possível. Serviço de primeira, que depois eu me toquei que não tinha a ver só com serviço - todo mundo é simpático, todo mundo gosta de conversar e todo mundo gosta de receber uma visita. Não se preocupe se esquecer o carregador da câmera ou se o café em que você parar não tiver tomadas ao lado das mesas - o barista certamente vai etntar de ajudar de alguma forma, mesmo que tenha que plugar a bateria do lado de dentro do balcão.

E não é só questão de simpatia. Esses caras tem que tomar cuidado porque, se não, sueco acaba virando segunda língua. Eles não travam a língua pra falar inglês, não falta vocabulário e a pronúncia é a mais agradável possível.





Em dois dias, não tomei transporte público nenhuma vez, embora as distâncias, às vezes, não fossem tão curtas. Não queria desperdiçar a chance de ver com calma o pouco que veria. As pontes, as ilhas, a cidade velha - Gamla Stan - cheia de barzinhos criativos com vigas visíveis e menus pintados na parede. Vielas apertadas e lojas de cacarecos aos montes, mas até elas se preocupam em não vender só o basicão. Um item puxa o outro, um conjunto combina com o outro. Fiquei curioso pra saber como é a casa de uma família sueca por dentro... se bem que com tanta tranqueira diferente, acho que não existem duas sequer similares.

Palácio Real: bonito por fora, mas pule a visita guiada se tiver pouco tempo

A coisa mais fácil que há é gastar um dia inteiro pela Gamla Stan, a ilha mais pitoresca e de arquitetura mais marcante de Estocolmo. É por ali que fica concentrado o maior movimento e diversos píers - como Estocolmo é composta por várias ilhas, embarcações vêm e vão o tempo todo, desde barquinhos simples que te levam ao outro lado em 5 minutos à jantares românticos que duram a noite toda. Desses píers, as ruazinhas estreitas de relevo muito acidentado levam todas para pracinhas medievais charmosas, onde sempre há um artista de rua ou um monumento gigante.




Vista do elevador panorâmico na ilha que fica ao final da Gamla Stan

E ainda mirantes pra que se contemple tudo isso do alto - atravessando a Gamla Stan até o fim, em linha reta, há acesso para um elevador panorâmico gratuito com 360 graus de vista e uma cervejaria descolada. É fácil, ridiculamente fácil, perder a hora caminhado por ali. Especialmente nesta estação onde a noite praticamente não existe.

Quando vi as pessoas jantando, acabei me dando conta de que horas eram. Sol lá em cima, provavelmente esquentando mais que ao meio dia, mas já eram 8 da noite. Hora, então, de se arrumar e ir para o Stureplan, bairro da vida noturnoa de Estocolmo. Era noite de Portugal x Espanha pela Euro no O'Larrys, pub desses que passam esportes e servem onion rings e etc. Tenho que confessar que adoro. Mesmo com toda a temática votlada pro baseball (um dos esportes que eu menos me interesso) e toda a comunidade espanhola reunida por ali (e eu torcendo pra Portugal), foi uma noite divertidíssima. Só precisei incorporar um pouco de espírito esportivo, já que Portugal perdeu e eu fui recusado de entrar em duas casas casas noturnas por seguranças que diziam que eu estava bêbado. Consegui entrar em um terceiro e, no dia seguinte, quando acordei, dei razão pros caras.

Stureplan, bairro da bohemia




Continua no post:
Estocolmo: turistando como um local


Veja também:
- Escandinávia: pra curtir a rota
- Escandinávia 2: Copenhagen a Estocolmo de trem

4 comentários:

  1. Excelente narrativa. Infelizmente ainda não tive o prazer de visitar Estocolmo. Da Suécia, apenas conheço Malmö.

    Saudações!

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    1. O trem que vai de Copenhagen a Estocolmo passa por Malmo! Com mais tempo, eu certamente teria feito esta parada!!

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  2. Salve Caramuru, sou o Juninho (primo do Bruno Farinha), ele sabendo que gosto muito de viajar, acabou comentando comigo do seu blog e resolvi dar uma passada aqui. Realmente é muito bom, parabéns, ganhou um novo leitor com certeza.
    Agora queria fazer uma sugestão, lendo o post sobre New Castle, tive uma ideia, que tal você fazer um post sobre estádios de futebol a serem visitados (não só por ser grande e bonito, mas por todo o resto, cidade e etc), que nem acontece com o estádio do New Castle, que tem toda uma paixão envolvida, fora os PUBS em volta, e o clima que o estádio traz.
    Fica a ideia cara.
    E mais uma vez, PARABENS.

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    1. Fala Juninho! Precisamos fazer uma noite de pro evolution eu você e teu primo! Sensacional você por aqui meu velho! Essa parada dos estádios é uma idéia fantástica cara, eu praticamente peregrino pelos estádios, tenho uma porrada de foto aqui... vou fazer isso sim!
      abraço rapaz!!! Valeuzasso!

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