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| Djurgarden: um dia no maior e mais bonito parque de Estocolmo |
Tenho certeza que os suecos sabem viver no frio. Afinal, se não soubessem, não seriam suecos. Mas é uma pena olhar a forma como os caras sabem curtir o verão e saber que ele se apresenta por ali por menos de 3 meses.
Depois de um primeiro dia indo onde todo turista vai, o segundo foi pra curtir Estocolmo à moda da casa. Um dia no parque pra ver as árvores cheias, comer cachorro quente e tomar sorvete. Há cerca de 40 minutos de caminhada do centro velho está a Djurgarden, uma das ilhas mais bonitas de Estocolmo. O caminho não é rápido, mas nem sequer passou pela minha cabeça fazer este trajeto de outra forma que não fosse caminhando. As ilhas são todas umas muito perto das outras, quase sempre conectadas por pontes lindas e, quando este não é o caso, lá estão os ferrys. Um wine bar logo na entrada do parque com estacionamento pra jet skis não te deixa esquecer quão classudos os caras são, até para um dia no parque com a família.
Na escolha entre cidades ou natureza, fico com a agitação urbana, mesmo que ainda goste bastante de mato e praia. Mas, melhor ainda, é poder conciliar os dois. Em Estocolmo, o parque só pode ser tratado como ilha no sentido literal, não como uma "ilha de refúgio", como o Ibirapuera ou o Central Park, por exemplo. O Djurgarden, por maior que seja, é só uma amostra de quanta natureza dá pra encontrar por ali, especialmente em ilhotas mais longínquas do Arquipélago de Estocolmo. Mas
o tempo era curto e isso fica sendo motivo pra voltar.
Alguns momentos no Djurgarden e me dei conta de duas coisas: 1 - a ilha é muito mais deslumbarnte que qualquer descrição que eu possa tentar fazer. 2 - os suecos eram turistas vindo de outras partes e os locais eram imigrantes que, em sua maioria tinham origens bem distantes da escandinávia. Mohammed, o egípcio da barraquinha salsichas, disse que o passado viking já etá há muito substituído por uma cultura de imigração, principalmente de sérvios, croatas e outros povos do leste europeu. É bom por um lado, ele me disse, sabemos que não estamos sozinhos. Mas o preconceito sempre existiu e sempre vai existir se sua buchecha não for rosada, ele brincou, mesmo falando de um assunto sério.
É muito inocente da minha parte, mas eu ainda acredito muito no homem, mesmo sabendo que é muito mais por querer acreditar que pelo que foi feito até agora. Mas, de fato, a "procedência" do turista ainda é, infelizmente, muito relevada.
Mohammed também me alertou que, por questão de dias, acabei perdendo o Midsummer Eve, o maior festival anual da Suécia, que celebra o dia mais longo do ano com danças e comidas típicas e pessoas vestidas a caráter. Não fosse a cidade tão fantástica como ela é, mesmo sem festival algum, eu ficaria bem chateado. De qualquer forma, acho que da próxima vez vale checar o calendário de eventos, como o TimeOut Stockholm, que é gratuito e tem informações completas.
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| Vasa Museum, um museu com um navio no meio |
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| Repleto de maquetes e reproduçÕes de todos os tamanhos |
Não importa a data, o Djurgarden é repleto de museu e atrações, das quais eu escolhi a mais óbvia, porém que pareceu ser a melhor, o Vasa Museum. O Vasa é, resumidamente, um museu que tem um navio no meio. Aliás, é um navio que tem um museu em volta, já que a estrutura foi construída pra se contemplar a embarcação de guerra - chamada Vasa - que naufragou há quase 400 anos, e que foi resgatada há cerca de 50. Graças a baixa salinização do mar naquela região, 90% da contrução original pode ser salva e trazida de volta a superfície. O museu, construído mais ou menos em forma de teatro, tem 6 andares (mais um subterrâneo) para que cada detalhe do navio seja visto por vários ângulos. Em vez de murais chatos e longos textos, maquetes estão por todo o museu mostrando desde como era a rotina no Vasa até o seu resgate. E ainda há reproduções em tamanho real das cabines do capitão e seus imediatos. Pra qualquer público, pra qualquer idade - uma exibição tão interessante e dinâmica que fica até difícil chamar o lugar de museu.
Continua no post:
Estocolmo a Helsinki de ferry: o dia que não teve noite
Veja também:
- Escandinávia: pra curtir a rota
- Escandinávia 2: de Copenhagen a Estocolmo de trem
- Escandinávia 3: Estocolmo








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