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| O Sol da meia noite |
Estocolmo foi provocadora por cada uma das 48 horas que pude gastar lá. Falta pouco pra cidade se tornar um dos destinos favoritos da Europa. Na verdade, não falta nada - a escassez de multidões é, na verdade, a cereja do bolo.
Acordei no dia que em que o ferry partiria pra Helsinki e, geralmente, esses dias de baldiação me deixam um pocuo ansioso. Mas dessa vez foi diferente, fiquei de olho no relógio e tinha certeza que, ao entrar no metrô, haveria indicação pra estação de ferrys. Saí do hotel tão seguro que, quando cheguei ao mapa pra olhar onde descer, já sabia que alguma legenda com desenho de barquinho ia aparecer. Lá estava ela, orientando qual a estação, a que horas o próximo trem viria e a distância a ser
percorrida a pé para chegar ao porto. Ao chegar à minha estação, foi só pisar fora do trem e seguir a sinalização, tanto das saídas do metrô, quanto das ruas, para estar no lugar certo e na hora... adiantada. Todo o trajeto não levou nem 20 minutos. Esse povo da Suécia não tem condição de viajar, acho que nada dá errado por aqui.
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| Bar e cassino do Sjlia Serenade |
Estava triste por sair mas, ao mesmo tempo, com uma expectativa imensa para chegar à Finlândia e, de quebra, fazer meu primeiro cruzeiro. Digressão (ó o colegial servindo pra alguma coisa): o ferry que vai de Estocolmo a Helsinki é uma linha diária de um mini cruzeiro, que dura 15 horas. Das duas operadoras que fazem o trecho, Sjlia e Viking Lines, a Sjlia foi a escolhida por recomendação. Eles tem dois navios, o Sjlia Serenade e o Sjlia Symphony - enquanto um vai, o outro regressa. Eu fui de
Serenade que, de cima pra baixo, é: cobertura com um bar envidraçado e área panorâmica ao ar livre; 5 andares de cabines chiques com varanda; dois andares de bares, restaurantes, supermercado, cassino e balada, sendo um deles um convés com área externa na quals e pode dar uma volta por todo o navio; mais alguns andares de cabines sem varanda, mas com janelas; um estacionamento e; finalmente, o andar onde fiquei. Não tinha varanda e nem janela, mas por um motivo convincente: o quarto está abaixo do nível da água. Meio claustrofófico, mas o barulho do motor ajudava a dormir e o capitão, que não era italiano, não pretendia dar tchauzinho pra ninguém perto da costa.
Dá pra comprar antecipado pelo site da Sjlia e, entre diversas opções, a mais barata é pegar o número necessário de camas em cabines compartilhadas - todas por 4 pessoas do mesmo sexo. Tudo meio caro, mas a verdade é que a qualidade dos serviços e de todas as instalações não poderia ser melhor. O embarque é organizadíssimo. Rapidamente, todos estavam acomodados confortavelmente em algum lugar do navio para a partida. Nos restaurantes charmossos, cada um com seu tema, nunca havia confusão: era só marcar pra dali cerca de meia hora e pronto, seu lugarzinho estaria lá te esperando.
Tudo que pode haver de melhor em um shopping e um resort, combinados com janelas imensas e um cenario único e especial passando do lado de fora. Muito mais indicado para famílias e comprólatras que para um mochileiro, concordo. Mas uma vez na vida, especialmente numa viagem de rotas, caiu muito bem.
O sol já começava seu eterno poente. Foram várias horas que esteve ali, quase tocando o mar, mas nunca desaparecia. As sombras no chão eram longas e, quando encontrvaam uma parede, pareciam pintura. Ele trouxe umas nuvens pra perto de si também, assim pôde caprichar na hora de desenhar seus raios. As 5 pra meia noite, não faltava mais nada, não dava pra olhar pra mais lugar. Inesquecível e inacreditável, ele estava lá: o Sol da meia noite. Isso sem contar que, quando ele resolveu se por de vez, não deixou sua luz sumir totalmente por nem um segundo - enquanto
o lado em que ele se despedia arroxeava, o outro, que estava completamente escuro meia hora antes, já estava amarelo, anunciado sua volta. Nascer e por do sol ao mesmo tempo. De graça, presenciei a coisa mais espetacular da minha vida.![]() |
| Onze da noite... |
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| Uma da manhã: o sol que se pôs por menos de uma hora já começa a voltar |
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| Fim do poente enquanto: o mais escuro que aquele dia ficou |
Era inútil esperar pela noite escura, então tinha que ir pra cama de qualquer jeito pra estar inetiro pra Helsinki. Viu como foi bom pegar um quarto sem janela?
Continua no post:
Veja também:
- Escandinávia 2: de Copenhagen a Estocolmo de trem










O sol da meia-noite! que espanto!!
ResponderExcluirA coisa mais linda que eu já vi Tânia!!!! Vale o esforço que for!!
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